[Cmi-bh] Um longo bico sujo de lama e sangue...
Stalker
stalker em riseup.net
Domingo Novembro 6 10:36:52 PST 2005
[Desculpem o offtopic, mas não aguento mais tanta pureza.]
PT e PSDB, egressos da antiga Ação Popular, dos anos 60, usam métodos
semelhantes. Só que uns são bem mais semelhantes que outros...
(Podem dizer que estou sendo petista. Sou republicano e não quero ver a
corja anterior de volta, porque a que está aí, é burra demais, mas ainda
é vantagem em relação a outra "muito esperta".)
Todo mundo descendo varada no PT, mas pra refrescar a memória de
todos,
deêm uma lida nisso td e tirem suas próprias conclusões...
Será que alguém se lembra ???
"Um estudioso" de São Paulo, Altamiro Borges, recuperou revemente a
nossa memória política da década recente e a colocou na rede. O sociólogo
Rogério Chaves enxugou o texto, que envio a vocês na esperança de que
possa contribuir com o debate - e para que não esqueçamos dos anos
tucanos (ainda tão recentes e precocemente esquecidos) e de que a campanha
presidencial já começou.
SIVAM: Logo no início da gestão de FHC, denúncias de corrupção e
tráfico de influências no contrato de US$ 1,4 bilhão para a criação do Sistema de
Vigilância da Amazônia (SIVAM) derrubaram um Ministro e dois
assessores presidenciais. Mas a CPI instalada no Congresso, após intensa pressão,
foi esvaziada pelos aliados do governo e resultou apenas num relatório com
informações requentadas ao Ministério Público.
- PASTA ROSA: Pouco depois, em agosto de 1995, eclodiu a crise dos
bancos Econômico (BA), Mercantil (PE) e Comercial (SP). Através do
Programa de Estímulo à Reestruturação do Sistema Financeiro (PROER),
FHC beneficiou com R$ 9,6 bilhões o Banco Econômico numa jogada política
para favorecer o seu aliado Antônio Carlos Magalhães, vulgo ACM. A CPI
instalada não durou cinco meses, justificou o "socorro" aos bancos
quebrados e nem sequer averiguou o conteúdo de uma pasta rosa, que trazia o nome de 25
deputados subornados pelo Econômico.
- PRECATÓRIOS: Em novembro de 1996 veio à tona a falcatrua no
pagamento de títulos no Departamento de Estradas de Rodagem (DNER). Os
beneficiados pela fraude pagavam 25% do valor destes precatórios para
a quadrilha que comandava o esquema, resultando num prejuízo à União de
quase R$ 3 bilhões. A sujeira resultou na extinção do órgão, mas os
aliados de FHC impediram a criação da CPI para investigar o caso.
- COMPRA DE VOTOS: Em 1997, gravações telefônicas colocaram sob
forte suspeita a aprovação da emenda constitucional que permitiria a
reeleição de FHC. Os deputados Ronivon Santiago e João Maia, ambos do
PFL do Acre, teriam recebido R$ 200 mil para votar a favor do projeto do
governo. Eles renunciaram ao mandato e foram expulsos do partido, mas
o pedido de uma CPI foi bombardeado pelos governistas.
- DESVALORIZAÇÂO DO REAL: Num nítido estelionato eleitoral, o
governo promoveu a desvalorização do real no início de 1999. Para
piorar, socorreu com R$ 1,6 bilhão os bancos Marka e FonteCidam - ambos com
vínculos com tucanos de alta plumagem. A proposta de criação de uma
CPI tramitou durante dois anos na Câmara Federal e foi arquivada por
pressão da bancada governista.
- PRIVATARIA: Durante a privatização do sistema Telebrás, grampos no
BNDES flagraram conversas entre Luis Carlos Mendonça de Barros, ministro das
Comunicações, e André Lara Resende, dirigente do banco. Eles
articulavam o apoio a PREVI, Caixa de Previdência do Banco do Brasil, para
beneficiar o consórcio do banco Opportunity, que tinha como um dos donos o tucano
Pérsio Arida. A negociata teve valor estimado de R$ 24 bilhões. Apesar
do escândalo, FHC conseguiu evitar a instalação da CPI.
- CPI DA CORRUPÇÃO: Em 2001, chafurdando na lama, o governo ainda
bloqueou a abertura de uma CPI para apurar todas as denúncias contra a
sua triste gestão. Foram arrolados 28 casos de corrupção na esfera
federal,
que depois se concentraram nas falcatruas da SUDAM privatização do
sistema
Telebrás e no envolvimento do ex-ministro Eduardo Jorge. A imundície
no ninho tucano novamente ficou impune.
- EDUARDO JORGE: Secretário-geral do presidente, Eduardo Jorge foi
alvo de várias denúncias no reinado tucano: esquema de liberação de verbas
no valor de R$ 169 milhões para o TRT-SP; montagem do caixa-dois para a
reeleição de FHC; lobby para favorecer empresas de informática com
contratos no valor de R$ 21,1 milhões só para a Montreal; e uso de
recursos dos fundos de pensão no processo das privatizações. Nada foi
apurado e hoje o sinistro aparece na mídia para criticar a "falta de
ótica" do governo Lula.
E apesar disto, FHC impediu qualquer apuração e sabotou todas as
CPIs.Ele contou ainda com a ajuda do procurador-geral da República, Geraldo
Brindeiro, que por isso foi batizado de "engavetador-geral". Dos 626
inquéritos instalados até maio de 2001, 242 foram engavetados e outros
217 foram arquivados. Estes envolviam 194 deputados, 33 senadores, 11
ministros e ex-ministros e em quatro o próprio FHC.Nada foi apurado, a
mídia evitou o alarde e os tucanos ficaram intactos. Lula inclusive
revelou há pouco que evitou reabrir tais investigações - deve estar
arrependido dessa bondade.
Diferente do reinado tucano, o que é uma importante marca distintiva
do atual governo, hoje existe maior seriedade na apuração das denúncias
de corrupção. Tanto que o Ministério da Justiça e sua Polícia Federal
surgem nas pesquisas de opinião com alta credibilidade. Nesse curto período
foram presas 1.234 pessoas, sendo 819 políticos, empresários,juízes,
policiais e servidores acusados de vários esquemas de fraude -desde o
superfaturamento na compra de derivados de sangue até a adulteração de leite em pó para
escolas e creches. Ações de desvio do dinheiro público foram atacadas
em 45 operações especiais da PF.
Já a Controladoria Geral da União, encabeçada pelo ministro Waldir
Pires, fiscalizou até agora 681 áreas municipais e promoveu 6 mil auditorias
em órgãos federais, que resultaram em 2.461 pedidos de apuração ao
Tribunal de Contas da União. Apesar das bravatas de FHC, a Controladoria só
passou a funcionar de fato no atual governo, que inclusive já efetivou 450
concursados para o trabalho de investigação."A ação do governo o
presidente Lula na luta decidida contra a corrupção marca uma nova
fase na história da administração pública no país, porque ela é uma luta
aberta contra a impunidade", garante Waldir Pires.
Diante de fatos irretocáveis, fica patente que a atual investida do
PSDB-PFL não tem nada de ética. FHC, que orquestrou a recente eleição
de Severino Cavalcanti (o bobo da côrte) para presidente da Câmara, tem
interesses menos nobres nesse embate. Através da CPI dos Correios, o
tucanato visa imobilizar o governo Lula e desgastar sua imagem,
preparando o clima para a sucessão presidencial. De quebra, pode ainda ter como
subproduto a privatização dos Correios, acelerando a tramitação do
projeto de lei1.491/99, interrompida pelo atual governo, que acaba com o
"monopólio estatal dos serviços postais."
Conclusão: OK, o atual governo pode até ter usado de meios obscuros pra fazer política,
mas o anterior, que hoje evoca a "ética" para desgastar a imagem dos
petistas, passou por vários escândalos de corrupção - e, importante: nenhum
deles devidamente investigado. Quem está mais ganhando nesta crise não é
Roberto Jefferson ou a corja do PFL, que já é reconhecidamente corrupta. Mas
os tucanos, que estão se saindo com a imagem de éticos, graças ao
esquecimento geral da Nação. Isso poderá se refletir nas eleições do ano que vem,
em que Aécio Neves, Geraldo Alckmin, FHC, José Serra - ou qualquer outro
que concorrer - poderá chegar à Presidência da República, com todo seu
histórico de corrupção na bagagem.
Nunca devemos nos esquecer que a Cia. Vale do Rio Doce foi vendida por
R$ 3 bilhões de Reais, financiados pelo BNDES, e hoje vale "somente" 48
bilhões de dólares...
-------------- Próxima Parte ----------
Um anexo não texto foi limpo...
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