[Cmi-bh] Um longo bico sujo de lama e sangue...

frame frame em riseup.net
Domingo Novembro 6 12:19:43 PST 2005


Eis que surge tão sumidamente o camarada semiórica Stalker !!!! Bom te ver fi. O
Pablo nasceu e te manda um abrassssso.

Dê notícias.

hasta.

frame.




Citando Stalker <stalker em riseup.net>:

> [Desculpem o offtopic, mas não aguento mais tanta pureza.]
>
>
> PT e PSDB, egressos da antiga  Ação Popular, dos anos 60, usam métodos
> semelhantes. Só que uns são bem mais semelhantes que outros...
>
> (Podem dizer que estou sendo petista. Sou republicano e não quero ver a
> corja anterior de volta, porque a que está aí, é burra demais, mas ainda
> é vantagem em relação a outra "muito esperta".)
>
> Todo mundo descendo varada no PT, mas pra refrescar a memória de
> todos,
> deêm uma lida nisso td e tirem suas próprias conclusões...
>
>
>
> Será que alguém se lembra ???
>
>
>
> "Um estudioso" de São Paulo, Altamiro Borges, recuperou revemente a
> nossa memória política da década recente e a colocou na rede. O sociólogo
> Rogério Chaves enxugou o texto, que envio a vocês na esperança de que
> possa contribuir com o debate - e para que não esqueçamos dos anos
> tucanos (ainda tão recentes e precocemente esquecidos) e de que a campanha
> presidencial já começou.
>
>
>
>
> SIVAM: Logo no início da gestão de FHC, denúncias de corrupção e
> tráfico de influências no contrato de US$ 1,4 bilhão para a criação do
> Sistema de
> Vigilância da Amazônia (SIVAM) derrubaram um Ministro e dois
> assessores presidenciais. Mas a CPI instalada no Congresso, após intensa
> pressão,
> foi esvaziada pelos aliados do governo e resultou apenas num relatório com
> informações requentadas ao Ministério Público.
>
>
> - PASTA ROSA: Pouco depois, em agosto de 1995, eclodiu a crise dos
> bancos Econômico (BA), Mercantil (PE) e Comercial (SP). Através do
> Programa de Estímulo à Reestruturação do Sistema Financeiro (PROER),
> FHC beneficiou com R$ 9,6 bilhões o Banco Econômico numa jogada política
> para favorecer o seu aliado Antônio Carlos Magalhães, vulgo ACM. A CPI
> instalada não durou cinco meses, justificou o "socorro" aos bancos
> quebrados e nem sequer averiguou o conteúdo de uma pasta rosa, que trazia o
> nome de 25
> deputados subornados pelo Econômico.
>
>
>
> - PRECATÓRIOS: Em novembro de 1996 veio à tona a falcatrua no
> pagamento de títulos no Departamento de Estradas de Rodagem (DNER). Os
> beneficiados pela fraude pagavam 25% do valor destes precatórios para
> a quadrilha que comandava o esquema, resultando num prejuízo à União de
> quase R$ 3 bilhões. A sujeira resultou na extinção do órgão, mas os
> aliados de FHC impediram a criação da CPI para investigar o caso.
>
>
>
> - COMPRA DE VOTOS: Em 1997, gravações telefônicas colocaram sob
> forte suspeita a aprovação da emenda constitucional que permitiria a
> reeleição de FHC. Os deputados Ronivon Santiago e João Maia, ambos do
> PFL do Acre, teriam recebido R$ 200 mil para votar a favor do projeto do
> governo. Eles renunciaram ao mandato e foram expulsos do partido, mas
> o pedido de uma CPI foi bombardeado pelos governistas.
>
>
>
> - DESVALORIZAÇÂO DO REAL: Num nítido estelionato eleitoral, o
> governo promoveu a desvalorização do real no início de 1999. Para
> piorar, socorreu com R$ 1,6 bilhão os bancos Marka e FonteCidam - ambos com
> vínculos com tucanos de alta plumagem. A proposta de criação de uma
> CPI tramitou durante dois anos na Câmara Federal e foi arquivada por
> pressão da bancada governista.
>
>
>
> - PRIVATARIA: Durante a privatização do sistema Telebrás, grampos no
> BNDES flagraram conversas entre Luis Carlos Mendonça de Barros, ministro das
> Comunicações, e André Lara Resende, dirigente do banco. Eles
> articulavam o apoio a PREVI, Caixa de Previdência do Banco do Brasil, para
> beneficiar o consórcio do banco Opportunity, que tinha como um dos donos o
> tucano
> Pérsio Arida. A negociata teve valor estimado de R$ 24 bilhões. Apesar
> do escândalo, FHC conseguiu evitar a instalação da CPI.
>
>
>
> - CPI DA CORRUPÇÃO: Em 2001, chafurdando na lama, o governo ainda
> bloqueou a abertura de uma CPI para apurar todas as denúncias contra a
> sua triste gestão. Foram arrolados 28 casos de corrupção na esfera
> federal,
> que depois se concentraram nas falcatruas da SUDAM privatização do
> sistema
> Telebrás e no envolvimento do ex-ministro Eduardo Jorge. A imundície
> no ninho tucano novamente ficou impune.
>
>
>
> - EDUARDO JORGE: Secretário-geral do presidente, Eduardo Jorge foi
> alvo de várias denúncias no reinado tucano: esquema de liberação de verbas
> no valor de R$ 169 milhões para o TRT-SP; montagem do caixa-dois para a
> reeleição de FHC; lobby para favorecer empresas de informática com
> contratos no valor de R$ 21,1 milhões só para a Montreal; e uso de
> recursos dos fundos de pensão no processo das privatizações. Nada foi
> apurado e hoje o sinistro aparece na mídia para criticar a "falta de
> ótica" do governo Lula.
>
>
>
> E apesar disto, FHC impediu qualquer apuração e sabotou todas as
> CPIs.Ele contou ainda com a ajuda do procurador-geral da República, Geraldo
> Brindeiro, que por isso foi batizado de "engavetador-geral". Dos 626
> inquéritos instalados até maio de 2001, 242 foram engavetados e outros
> 217 foram arquivados. Estes envolviam 194 deputados, 33 senadores, 11
> ministros e ex-ministros e em quatro o próprio FHC.Nada foi apurado, a
> mídia evitou o alarde e os tucanos ficaram intactos. Lula inclusive
> revelou há pouco que evitou reabrir tais investigações - deve estar
> arrependido dessa bondade.
>
>
> Diferente do reinado tucano, o que é uma importante marca distintiva
> do atual governo, hoje existe maior seriedade na apuração das denúncias
> de corrupção. Tanto que o Ministério da Justiça e sua Polícia Federal
> surgem nas pesquisas de opinião com alta credibilidade. Nesse curto período
> foram presas 1.234 pessoas, sendo 819 políticos, empresários,juízes,
> policiais e servidores acusados de vários esquemas de fraude -desde o
> superfaturamento na compra de derivados de sangue até a adulteração de leite
> em pó para
> escolas e creches. Ações de desvio do dinheiro público foram atacadas
> em 45 operações especiais da PF.
>
>
> Já a Controladoria Geral da União, encabeçada pelo ministro Waldir
> Pires, fiscalizou até agora 681 áreas municipais e promoveu 6 mil auditorias
> em órgãos federais, que resultaram em 2.461 pedidos de apuração ao
> Tribunal de Contas da União. Apesar das bravatas de FHC, a Controladoria só
> passou a funcionar de fato no atual governo, que inclusive já efetivou 450
> concursados para o trabalho de investigação."A ação do governo o
> presidente Lula na luta decidida contra a corrupção marca uma nova
> fase na história da administração pública no país, porque ela é uma luta
> aberta contra a impunidade", garante Waldir Pires.
>
>
>
> Diante de fatos irretocáveis, fica patente que a atual investida do
> PSDB-PFL não tem nada de ética. FHC, que orquestrou a recente eleição
> de Severino Cavalcanti (o bobo da côrte) para presidente da Câmara, tem
> interesses menos nobres nesse embate. Através da CPI dos Correios, o
> tucanato visa imobilizar o governo Lula e desgastar sua imagem,
> preparando o clima para a sucessão presidencial. De quebra, pode ainda ter
> como
> subproduto a privatização dos Correios, acelerando a tramitação do
> projeto de lei1.491/99, interrompida pelo atual governo, que acaba com o
> "monopólio estatal dos serviços postais."
>
>
> Conclusão: OK, o atual governo pode até ter usado de meios obscuros pra fazer
> política,
> mas o anterior, que hoje evoca a "ética" para desgastar a imagem dos
> petistas, passou por vários escândalos de corrupção - e, importante: nenhum
> deles devidamente investigado. Quem está mais ganhando nesta crise não é
> Roberto Jefferson ou a corja do PFL, que já é reconhecidamente corrupta. Mas
> os tucanos, que estão se saindo com a imagem de éticos, graças ao
> esquecimento geral da Nação. Isso poderá se refletir nas eleições do ano que
> vem,
> em que Aécio Neves, Geraldo Alckmin, FHC, José Serra - ou qualquer outro
> que concorrer - poderá chegar à Presidência da República, com todo seu
> histórico de corrupção na bagagem.
>
>
> Nunca devemos nos esquecer que a Cia. Vale do Rio Doce foi vendida por
> R$ 3 bilhões de Reais, financiados pelo BNDES, e hoje vale "somente" 48
> bilhões de dólares...
>
>
>


-- 
"lutei pelo belo, pelo bom e pelo melhor do mundo"

Olga


Mais detalhes sobre a lista de discussão CMI-BH