[Cmi-bh] POSTe 08 - urgente!!
tacio em riseup.net
tacio em riseup.net
Domingo Outubro 2 18:39:58 PDT 2005
Hoy,
conforme tiramos em reunião aí vão as matérias do POSTe 8.
As matérias tem números de caracteres restritos e foram baseadas nos
próprios editoriais do site.
Peço uma correção objetiva para que ele saia o mais rápido possível.
Abraço
T.
Sugestão de imagem:
1-foto básica sobre o tema, já que não achei até agora fotos do bispo.
2-ilustração "classica" sobre aborto usada pelo cmi global.
Bispo em greve de fome pelo São Francisco
O bispo diocesano de Barra (BA), Dom Frei Luiz Flávio Cappio, iniciou no
dia 26 de setembro greve de fome contra a transposição das águas do rio
São Francisco, contra a qual vários setores da sociedade nordestina
têm-se insurgido. Dom Frei Luiz iniciou sua greve de fome numa pequena
capela próxima do rio e da cidade de Cabrobó (PE), onde o governo
federal pretende construir uma das tomadas de água para a transposição.
O sacerdote de 59 anos mora na região do Médio São Francisco há 40. Em
uma declaração de seis parágrafos, ele promete entregar a própria vida
pelo rio, permanecendo sem comer até a morte caso não se reverta a
decisão de se transporem as águas. Em carta dirigida ao presidente Lula,
o bispo escreve: “minha vida está em suas mãos”.
Em discussão o anteprojeto de Lei sobre aborto
Foi entregue no dia 27 de setembro o anteprojeto de Lei que prevê a
descriminalização do aborto no país. A Ministra da Secretaria Especial
de Políticas para as Mulheres, Nilcéa Freire passou a proposição às mãos
do Presidente da Comissão de Seguridade Social e Família, Dep. Benedito
Dias. Na ocasião estavam presentes organizações de mulheres de todo o
país, além de profissionais da saúde e do direito. A relatora do
projeto, a Dep. Jandira Feghali, afirmou que o ele deve ser debatido em
audiência pública e pode ser votado ainda este ano. De acordo com o
documento, que foi elaborado por uma Comissão Tripartite formada por
pessoas da Sociedade Civil e dos Poderes Executivo e Judiciário, “toda
mulher tem o direito à interrupção voluntária de sua gravidez, realizada
por médico e condicionada ao consentimento livre e esclarecido da gestante”.
Em 2004, durante a I Conferência Nacional de Políticas para as mulheres,
surgiu a recomendação para que fossem revisadas as leis que punem o
aborto no Brasil. A revisão representa um avanço e um reconhecimento da
necessidade de reformular uma legislação vigente desde 1940. Entre
outras questões, as pessoas favoráveis à legalização do aborto
reivindicam a autonomia da mulher sobre o seu próprio corpo e ressaltam
o fato de que os abortos realizados de forma clandestina são
responsáveis por mortes de gestantes, infertilidade, além de causarem
mais gastos à rede pública de saúde (com internações devido a problemas
no abortamento clandestino) do que se fossem legalizados.
Estima-se que no mundo 46 milhões de gravidezes terminam em abortamento
a cada ano, sendo 20 milhões (44%) feitos de forma clandestina. O dado é
da Organização Mundial da Saúde (2003).
Mais detalhes sobre a lista de discussão CMI-BH