[Cmi-bh] entrevista
mabt em riseup.net
mabt em riseup.net
Domingo Setembro 4 17:39:40 PDT 2005
Olah Nilmar, tudo bem?
Primeiramente, ninguem aqui eh jornalista!
Um cara ai da unileste (ele se chama Flavio Cezar, eu acho) tentou fazer
um trabalho sobre o Cmi c/ a mesma proposta semestre passado. Eu me
voluntariei p/ conversar com ele mas ele naum expos as circunstancias do
trabalho direito e, no fim, fez um trabalho ruim em que apresentava alguns
argumentos sobre os voluntarios do Cmi que ele naum possuia conhecimento
de causa suficiente p/ escrever. A bronca naum eh pq ele falou mal do Cmi
(ou do contato q ele teve c/ um voluntario) mas sim pq ele, de certa
forma, distorceu os fatos. Oq, alias a mairoria dos "Jornalistas" fazem,
vc bem sabe...
Portanto, dessa vez não me voluntario a conversar c/ vc, a menos q
outra(s) pessoa(s) se voluntarie tb, p/ q possamos te mostrar pontos de
vista e opinioes diferentes e p/ q mais pessoas participem da conversa e
sintam "na pele" oq eu senti...
Já adianto q achei sua pauta meio confusa e q o Cmi naum tem nada a ver c/
o Carnaval Revolução. Jah participamos em edições passadas, jah fizemos
coberturas mas não fazemos parte da organização do evento. Compartilhamos
alguns principios c/ os voluntarios organizadores mas gostaria de deixar
bem claro q o Cmi não faz parte da organização do Carnaval Revolução...
O resto eu deixo p/ falar depois, caso vc queira ouvir...
Abrassos...
Mando (p/ quem quiser ler) ai abaixo a "reportagem" q o Flavio Cezar
escrveu a uns mesese atras... se quiser eu mando as respostas q a gente
enviou ao futuro jornalista....
Voluntários do CMI temem entrevista
A dificuldade em conversar com voluntários do Centro de Mídia Independente
evidencia a linha tênue do projeto de publicação aberta
A ânsia de cumprir uma pauta nos leva as vezes a matá-la logo de saída. E
o problema se complica quando essa pauta tem que ser cumprida via email. A
facilidade de contatar a fonte(já que seus endereços eletrônicos estão
sempre a disposição de quem navega) não traduz necessariamente, em
oportunidade de diálogo. Na Internet a falta de segurança e sua ilimitada
liberdade, faz com que todos os gatos sejam pardos. Foi essa a sensação
que tive ao contactar um voluntário do CMI –
www.centrodemidiaindependente.org através do núcleo de Belo Horizonte.
O CMI é uma rede mundial de publicação aberta onde anarquistas,
trostikistas e outros grupos políticos publicam textos, noticiais e
comentários, que pelo conteúdo contundente e politizado tem sido alvo de
investigações do FBI, com confiscos de provedores em países como
Inglaterra e Portugal.
A fonte(depois de quatro de email’s) se identificou como Michel. Reticente
revela que não tem interesse naquela conversa A sua intenção é saber mais
sobre o CMI.... ou saber sobre a minha participação no CMI? Não entendi
direito... Qual é o endereço em que vocês publicam? Me passa ai p/ eu ler
algumas. Esse o tom da conversa. Ok. Disse que se tratava de um exercício
da matéria do webjornalismo e que possivelmente seria publicado em um site
experimental da disciplina - e que só vai ser concluído, pela agência
digital mantida pela faculdade.
Apresentei as perguntas ainda no primeiro contato, 05 de abril, o que pode
gerado o desinteresse no entrevistado, pois bem, agora só restava (pelo
estado de animo do entrevistado) refazer a apresentação inicial e
abordá-lo de forma franca e direta:
Email de 06 de abril, pedi. Fale daquilo que lhe convém, e que possa ser
interessante aos que não conhecem as possibilidades que o CMI oferecem em
termos de ferramenta e sobretudo de convergência de públicos. Sua
resposta evidenciava bem o espirito do Mídia Independente, a autogestão:
Eu não sou o CMI sozinho, o CMI são milhares de pessoas espalhadas em
todo o mundo que se dedicam muito mais que eu e cada um tem uma opinião,
uma visão de vida, uma visão política e, consequentemente, uma maneira de
entender e encarar o CMI ... e continuava eu não sou voluntário do site,
sou voluntário da rede! o site é só uma parte dela. é talvez, a melhor
maneira que temos para aplicar o principio da publicação aberta mas nos
procuramos desenvolver projetos fora da rede como noticiários impressos,
telecentros com acesso a Internet, produção e exibição de vídeos,
participação e produção em rádios, Tc... outra coisa, quando formos
"conversar" efetivamente, eu vou chamar alguém pra estar conversando c/
v/c também... alguém com mais experiência. pra que ele também possa
passar a visão dele também. (sic)
Mas se pôr um lado dizer dessa radicalidade democrática pôr outro
evidencia que há nessa abordagem um ritual, como em uma seita onde as
relações(aqui virtuais) são marcadas pelo simbólismo. Que, neste caso iria
além de perguntas e respostas, algo que eu não havia percebido e não esta
nas diciplinas, estudadas no curso de Jornalismo e Comunicação Social,
aqui do Unileste.
Mabt.
> saudações amigos jornalistas.
> Meu nome é Nilmar Lage, estudante de jornalismo (Unileste-MG) e sou de
> Ipatinga-MG.
> Estou fazendo um trabalho e gostaria de saber a disponibilidade de
> fazermos uma entrevista via e mail. É um trabalho da disciplina de "Web
> Jornalismo", por isso esse é o meio pelo qual devo realiza-la.
> Apenas adiantando um pouco, gostaria de falar sobre a política do grupo
> "cmi", que é o jornalismo aplicado à práticas sociais. A realização de
> eventos como o Carnaval Revolução (que é tipo os eventos que eu e minha
> banda de hard core 'Os Capaiu" fazemos por aqui) entre outros.
> um abraço
> nilmar lage
>
>
>
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