[Cmi-bh] Digest CMI-BH, volume 37, assunto 1
tacio em riseup.net
tacio em riseup.net
Terça Maio 2 10:17:16 PDT 2006
http://lists.indymedia.org/pipermail/cmi-bh/
Iraq Rodrigues escreveu:
> Não estou conseguindo ler as discussões. Onde devo clicar, a partir do
> e-mail, para chegar lá ?
>
> Grato,
>
> Iraq
>
>
>
>
> Em 01/05/06, *cmi-bh-request em lists.indymedia.org
> <mailto:cmi-bh-request em lists.indymedia.org>* <
> cmi-bh-request em lists.indymedia.org
> <mailto:cmi-bh-request em lists.indymedia.org>> escreveu:
>
> Enviar submissões para a lista de discussão CMI-BH para
> cmi-bh em lists.indymedia.org <mailto:cmi-bh em lists.indymedia.org>
>
> Para se cadastrar ou descadastrar via WWW, visite o endereço
> http://lists.indymedia.org/mailman/listinfo/cmi-bh
> ou, via email, envie uma mensagem com a palavra 'help' no assunto ou
> corpo da mensagem para
> cmi-bh-request em lists.indymedia.org
> <mailto:cmi-bh-request em lists.indymedia.org>
>
> Você poderá entrar em contato com a pessoa que gerencia a lista pelo
> endereço
> cmi-bh-owner em lists.indymedia.org
> <mailto:cmi-bh-owner em lists.indymedia.org>
>
> Quando responder, por favor edite sua linha Assunto assim ela será
> mais específica que "Re: Contents of CMI-BH digest..."
>
>
> Os resumos da lista CMI BH são enviados no formato MIME. Para
> recebê-los como texto sem formatação, você deve completar o
> endereço abaixo com seu endereço de e-mail e nessa página alterar
> a opção desejada.
>
> http://lists.indymedia.org/mailman/options/cmi-bh/SEU-ENDEREÇO-DE-EMAIL
>
> Tópicos de Hoje:
>
> 1. Re: Moradia UFOP (Philipe Pimentel)
> 2. manifesto de Olinda (chinelinhobraga)
>
>
>
> ---------- Mensagem encaminhada ----------
> From: "Philipe Pimentel" <phiveg em hotmail.com
> <mailto:phiveg em hotmail.com>>
> To: cmi-bh em lists.indymedia.org <mailto:cmi-bh em lists.indymedia.org>
> Date: Mon, 01 May 2006 05:50:21 +0000
> Subject: Re: [Cmi-bh] Moradia UFOP
> Marina, convenhamos usar a lista de discussão pra ficar insuando
> nao é meio
> infantil?
> É tão facil, é so voce escrever o seu ponto de vista e jogar na
> lista...
> Acredito que assim você não vá persuadir ninguem.
>
> Nada é impossível de mudar
>
> Desconfiai do mais trivial,
> na aparência singelo.
> E examinai, sobretudo, o que parece habitual.
> Suplicamos expressamente:
> não aceiteis o que é de hábito
> como coisa natural,
> pois em tempo de desordem sangrenta,
> de confusão organizada,
> de arbitrariedade consciente,
> de humanidade desumanizada,
> nada deve parecer natural
> nada deve parecer impossível de mudar.
>
> Bertold Brecht
>
>
> >From: Marina Macêdo <marinarebu em yahoo.com.br
> <mailto:marinarebu em yahoo.com.br>>
> >Reply-To: cmi-bh em lists.indymedia.org
> <mailto:cmi-bh em lists.indymedia.org>
> >To: cmi-bh em lists.indymedia.org <mailto:cmi-bh em lists.indymedia.org>
> >Subject: [Cmi-bh] Moradia UFOP
> >Date: Sun, 30 Apr 2006 16:09:26 +0000 (GMT)
> >
> > Olá a todos!!!
> > Estou cadastrada para essa discussão já a algum tempo,mas em
> nenhum
> >momento quis me manifestar...
> > Gostaria de falar sobre o "incidente" na república Pif
> Paf: Philipe,naõ
> >fale sobre o que vc não sabe!Vc sabe o que realmente aconteceu
> naquele dia?
> > Muito está sendo falado na cidade sobre desapropriação de
> casa.Tem-se
> >que ser colocado o quanto esse assunto é sério...Não se
> desapropria ninguém
> >dessa forma tão simples...Alguém tem idéia o quanto é grave
> pessoas serem
> >tiradas da casa onde moram?Deve ser esclarecido tb,que pra essa
> >desapropriação ser feita terão de sair do cofre da prefeitura
> mais ou menos
> >3 milhões de reais...Enfim, não é um assunto que entre na esfera
> de MDME!!!
> > Outro detalhe,foi falado que os interesses do presidente da
> FAMOP são os
> >mesmos do movimento,pois é,não foi nada disso que o Geraldo me falou.
> > Não vou me alongar mais...A única coisa que queria destacar
> >é:pessoas,quando forem se indignar por algo,pelo menos saibam do
> que se
> >trata!
> > É isso aí!
> > Marina
> >
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>
> ---------- Mensagem encaminhada ----------
> From: "chinelinhobraga" <chinelinhobraga em bol.com.br
> <mailto:chinelinhobraga em bol.com.br>>
> To: "cmi-bh" < cmi-bh em lists.indymedia.org
> <mailto:cmi-bh em lists.indymedia.org>>
> Date: Mon, 1 May 2006 12:56:05 -0300
> Subject: [Cmi-bh] manifesto de Olinda
>
> Documento aprovado durante a III Plenária Nacional da Unegro em
> Olinda-PE
>
>
> MANIFESTO DE OLINDA
>
> Há quase duas décadas a Unegro vem denunciando a existência de uma
> política deliberada de extermínio das populações negras e pobres
> como manifestação mais cruel do racismo, intensificado com a
> adoção do neoliberalismo.
>
> O Estado mínimo, um dos dogmas do neoliberalismo, cede terreno ao
> poder das corporações e do capital transnacional. Dirigentes
> dessas instituições comportam-se como donos do mundo e
> metamorfoseiam sociedade e mercado, cidadãos e consumidores. Dizem
> que pregam a plena liberdade, mas a liberdade é de consumir e
> aqueles que estão fora desta possibilidade não têm nenhuma
> alternativa ou têm - a exclusão absoluta, seja ela radicalizada
> por ações de puro extermínio via guerra, ações genocidas,
> disseminação generalizada de doenças incuráveis ou da fome,
> vitimizando diretamente a população pobre e negra, em especial as
> mulheres negras, maiores vítimas dessa sociedade, seja ela
> suavizada ou "administrada" por projetos pontuais financiados pelo
> Banco Mundial -, as tais políticas compensatórias.
>
> O Estado em tempos neoliberais perde a capacidade de gerenciar as
> incertezas próprias da época em que vivemos e se legitima como
> fonte de garantia de segurança dos privilegiados, cuja única
> incerteza é a ameaça dos seus interesses pelos excluídos. Por
> isto, se o Estado se comporta como "mínimo" no atendimento às
> demandas sociais, apresenta-se como máximo na repressão aos
> movimentos sociais, na contenção de qualquer ameaça que a imensa
> ordem de excluídos possa perpetrar às elites.
>
> Por esta razão, a resistência global a este projeto em diversas
> nações latino-americanas se apresenta, em primeiro lugar, com uma
> postura soberana na geopolítica internacional, e no plano interno,
> em políticas de redistribuição de riquezas e redefinição do papel
> do Estado.
>
> Os países africanos têm sido praticamente dizimados com esse
> projeto e se transformam em verdadeiras lixeiras humanas, com suas
> populações sendo dizimadas pela miséria, pelas guerras induzidas e
> financiadas pelas grandes potências e com o contínuo saque de suas
> riquezas. A construção de uma aliança entre países da América
> Latina, África e Ásia como forma de enfrentamento ao poder das
> grandes potências é a resistência possível em termos de
> geopolítica internacional. Em termos nacionais, a população negra
> só tem alternativa a partir da constituição de um modelo de Estado
> voltado para o atendimento das demandas sociais e para a correção
> das injustiças históricas a que foi submetida.
>
> Neste contexto, assistimos aos embates presentes na postura de
> alguns governantes latino-americanos, como Venezuela, Argentina,
> Cuba, Bolívia e Brasil. No caso brasileiro, passaremos por
> eleições gerais e o governo Lula tem se esforçado em seguir uma
> política internacional autônoma e, no campo interno, em
> implementar medidas de combate à pobreza. No entanto, a opção de
> seguir a atual política econômica dificulta a realização de
> mudanças estruturais necessárias à superação do racismo e das
> desigualdades sociais.
>
> O adversário principal de um projeto anti-neoliberal é Geraldo
> Alckmin, um eminente representante do capital financeiro e
> defensor da criminalização da juventude através da redução da
> maioridade penal. Sua experiência como governador do estado de São
> Paulo demonstra esta linha política. Praticamente terceirizou as
> ações sociais do estado transformando-as em instrumentos de
> repasse de verbas públicas para instituições privadas e
> intensificou os mecanismos de repressão, com o aumento da
> violência policial e falência da Febem.
>
> A Unegro (União de Negros Pela Igualdade), resguardada sua
> autonomia como entidade suprapartidária do movimento negro aponta
> o grande perigo representado pela eleição de um candidato
> representante do projeto neoliberal capitaneado pela coligação
> PSDB/PFL. Significa o realinhamento do Brasil com as grandes
> potências e não mais com a África e América Latina, enfraquecendo
> esse bloco de resistência. Significa a retomada da privatização do
> Estado em benefício das grandes corporações e o redirecionamento
> deste para o atendimento das demandas privadas.
>
> Como herdeiros de Zumbi e Dandara, acreditamos e lutamos por um
> mundo onde não haja exploradores e explorados, nem senhores e nem
> escravos. E isto se faz com rebeldia.
>
> Olinda, 19 de abril de 2006
>
> Rebele-se contra o racismo
>
> UNIÃO DE NEGROS PELA IGUALDADE
>
> unegromg em yahoo.com.br
> <mailto:unegromg em yahoo.com.br>
>
>
>
>
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> _______________________________________________
> Lista CMI-BH
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