[Cmi-bh] Vale a pena conhecer os fatos.

LEONARDO GONCALVES PEIXOTO LEONARDO.PEIXOTO em cemig.com.br
Sexta Outubro 20 06:35:36 PDT 2006




    O 1º GOLPE DE ESTADO JÁ HOUVE. E O 2º?

  Paulo Henrique Amorim

  Um golpe de Estado levou a eleição para o segundo turno.

  É o que demonstra de forma irrefutável a reportagem de capa da revista
Carta Capital que está nas bancas ("A trama que levou ao segundo turno"), de
Raimundo Rodrigues Pereira. E merecia um sub-título: "A radiografia da
imprensa brasileira".

  Fica ali demonstrado:

  1) As equipes de campanha de Alckmin e de Serra chegaram ao prédio da
Polícia Federal, em São Paulo, antes dos presos Valdebran Padilha e Gedimar
Passos;
  2) O delegado Edmilson Bruno tirou fotos do dinheiro de forma ilegal e a
distribuiu a jornalistas da Folha de S. Paulo, Estado de S. Paulo, do jornal
O Globo e da rádio Jovem Pan;
  3) O delegado Bruno contou com a cumplicidade dos jornalistas para fazer
de conta que as fotos tinham sido roubadas dele;
  4) O delegado Bruno procurou um repórter do Jornal Nacional para entregar
as fotos: "Tem de sair à noite na tevê. Tem de sair no Jornal Nacional";
  5) Toda a conversa do delegado com os jornalistas foi gravada;
  6) No dia 29, dois dias antes da eleição, dia em que caiu o avião da Gol e
morreram 154 pessoas, o Jornal Nacional omitiu a informação e se dedicou à
cobertura da foto do dinheiro;
  7) Ali Kamel, "uma espécie de guardião da doutrina da fé" da Globo,
segundo a reportagem, recebeu a fita de áudio e disse: "Não nos interessa
ter essa fita. Para todos os efeitos não a temos", diz Kamel, segundo a
reportagem;
  8) A Globo omitiu a informação sobre a origem da questão: 70% das 891
ambulâncias comercializadas pelos Vedoin foram compradas por José Serra e
seu homem de confiança, e sucessor no Ministério da Saúde, Barjas Negri;
  9) A Globo jamais exibiu a foto ou o vídeo em que aparece Jose Serra, em
Cuiabá, numa cerimônia de entrega das ambulâncias com a fina flor dos
sanguessugas;
  10) A imprensa omitiu a informação de que o procurador da República Mario
Lucio Avelar é o mesmo do "caso Lunus", que detonou a candidatura Roseana
Sarney em 2002, para beneficiar José Serra (A Justiça, depois, absolveu
Roseana de qualquer crime eleitoral. Mas a campanha já tinha morrido.);
  11) Que o procurador é o mesmo que mandou prender um diretor do Ibama que
depois foi solto e ele, o procurador, admitiu que não deveria ter mandado
prender;
  12) Que o procurador Avelar mandou prender os suspeitos do caso do dossiê
em plena vigência da lei eleitoral, que só deixa prender em flagrante de
delito;
  13) Que o Procurador Avelar declarou: "Veja bem, estamos falando de um
partido político (o PT) que tem o comando do país. Não tem mais nada. Só o
País. Pode sair de onde o dinheiro ?"
  14) A reportagem de Raimundo Rodrigues Pereira conclui: "Os petistas já
foram presos, agora trata-se de achar os crimes que possam ter cometido."

  Na mesma edição da revista Carta Capital, ao analisar uma pesquisa da Vox
Populi, em que Lula tem 55%, contra 45% de Alckmin, Mauricio Dias diz: "...
dois fatos tiraram Lula do curso da vitória (no primeiro turno). O escândalo
provocado por petistas envolvidos na compra do dossiê da familia Vedoin ...
e secundariamente o debate promovido pela TV Globo ao qual o presidente não
compareceu."

  Quer dizer: o golpe funcionou.

  Mino Carta, o diretor de redação da Carta Capital, diz em seu blog, aqui
no IG ( http://blogdomino.blig.ig.com.br/), que houve uma reedição do golpe
de 89, dado com a mão de gato da Globo, para beneficiar Collor contra Lula.
"A trama atual tem sabor igual, é mais sutil, porém. Mais velhaca," diz
Mino.

  Permito-me acrescentar outro exemplo.

  Em 1982, no Rio, quase tomaram a eleição para Governador de Leonel
Brizola. Os militares, o SNI, e a Polícia Federal (como o delegado Bruno,
agora, em 2006) escolheram uma empresa de computador para tirar votos de
Brizola e dar ao candidato dos militares, Wellington Moreira Franco. O golpe
era quase perfeito, porque contava também com a cumplicidade de parte de
Justiça Eleitoral e, com quem mais? Quem mais?

  O golpe contava com as Organizações Globo (tevê, rádio e jornal, como
agora) que coonestaram o resultado fraudulento e preparam a opinião pública
para a fraude gigantesca.

  Que só não aconteceu, porque Brizola "ganhou a eleição duas vezes: na lei
e na marra", como, modestamente, escrevi no livro "Plim-Plim - a peleja de
Brizola contra a fraude eleitoral", editora Conrad, em companhia da
jornalista Maria Helena Passos.

  Está tudo pronto para o segundo golpe.

  O Procurador Avelar está lá.

  Quantos outros delegados Bruno há na Policia Federal (de São Paulo, de São
Paulo!).

  A urna eletrônica no Brasil é um convite à fraude. Depende da vontade do
programador. Não tem a contra-prova física do voto do eleitor. Brizola
aprendeu a amarga lição de 82 e passou resto da vida a se perguntar: "Cadê o
papelzinho ?", que permite a recontagem do voto ?

  E se for tudo parar na Justiça Eleitoral? O presidente do TSE, ministro
Marco Aurélio Mello já deixou luminosamente claro, nas centenas de
entrevistas semanais que concede a quem bater à sua porta, que é favor da
candidatura Alckmin.

  E o segundo golpe? Está a caminho. As peruas da GW já saíram da garagem.

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