[Cmi-bh] manifestacao dos sem-teto no aniversario de sao paulo
Paulo Cabral
pauloclage em yahoo.com.br
Quinta Janeiro 25 12:30:01 PST 2007
hoje foram comemorados os 453 anos da cidade de Sao Paulo, com uma grande festa e uma cerimonia(como é de praxe) na qual estavam presentes varios feiguroes da politica paulistana, entre eles o prefeito e o geovernador higienistas tucanos, kassab e serra. ah, a reportagem que vos mando foi retirada da midia corporativa(folha online), portanto desconfiem e corram atras de outras fontes... VIVA A LUTA PELA A MORADIA!!!
abraços
25/01/2007 - 17h01
Protestos de sem-teto abafam comemorações do aniversário de São Paulo Publicidade
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GABRIELA MANZINI
da Folha Online
Um persistente coro de sem-teto perseguiu o governador José Serra (PSDB) e o prefeito Gilberto Kassab (PFL) durante as cerimônias de comemoração do 453º aniversário de São Paulo, nesta quinta-feira. Mais que duradouros, os gritos de "queremos moradia" conseguiram abafar a execução do Hino Nacional, os discursos dos dois, todas as salvas de palmas dedicadas a eles e até a inauguração da recém-revitalizada praça da Sé.
Os protestos dos sem-teto começaram logo que o prefeito deixou a catedral da Sé, onde havia sido realizada uma missa em homenagem a São Paulo. Com passos determinados, ele cruzou a praça da Sé sem comentar a inauguração do novo projeto, que custou R$ 4 milhões, e alheio às faixas e aos gritos que o acusavam de ser "higienista". O prefeito parou apenas para tentar puxar um coro de "São Paulo, São Paulo" que durou poucos minutos.
No Pátio do Colégio, um esquema de isolamento com gradis e cordões da GCM (Guarda Civil Metropolitana) aguardava a chegada do prefeito e do governador. "Eu quero ter um lugar meu, eu não quero que a prefeitura pague aluguel pra mim, não", dizia a camareira Olinda de Carvalho, 55, enquanto aguardava o começo do evento.
Durante a cerimônia, o bispo Luiz Stringhini, que levava um adesivo da Prefeitura de São Paulo no peito, tentou convencer os sem-teto --muitos com estrelas do PT no peito e camisetas do PSB-- a parar de protestar e a negociar diretamente com o prefeito. Stringhini acabou encurralado pelas reclamações sobre a suposta falta de atenção à questão.
Reação
Irritado, Serra chegou a reagir contra os manifestantes ao tentar transformar as vaias que abafaram uma homenagem ao Corpo de Bombeiros de São Paulo em uma ofensa. "Há quem prefira vaiar os bombeiros. Como vimos aqui, eles vaiam os bombeiros."
Os manifestantes não o ouviram. Minutos antes, na tentativa de ressaltar os programas sociais tucanos, Serra dizia que "às vezes, os aparentemente mais fracos são os maiores".
Horas depois, longe do tumulto, Kassab ressaltou o fato de que os protestos tiveram motivação política e disse que insistiu em passar entre os manifestantes, na praça da Sé, para unir-se "à grande maioria, que queria festejar São Paulo".
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25/01/2007 - 17h19
Manifestantes acusam tucanos de "higienizar" São Paulo Publicidade
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GABRIELA MANZINI
da Folha Online
Os sem-teto que acompanharam o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), e o prefeito, Gilberto Kassab (PFL) durante as comemorações do 453º aniversário da cidade, nesta quinta-feira, acusaram os dois de conduzirem projetos com arquitetura "higienista", ou seja, que pretende excluir os moradores de rua.
Os manifestantes carregavam um vaso sanitário com a inscrição "Prêmio Higienista" e diversas faixas de protesto. Entre eles havia ao menos quatro pessoas com broches da estrela do PT no peito e cerca de dez com camisetas do PSB.
No dia em que as obras de revitalização da praça da Sé foram inauguradas, o padre Júlio Lancelotti, coordenador da Pastoral do Povo da Rua, reforçava o coro dos manifestantes e dizia que os novos bancos foram projetados para impedir que alguém durma neles. "Eu não quero que as pessoas durmam nos bancos, eu quero que elas durmam em camas. Só que isso mostra que eles fazem de tudo para afastar a população de rua e nada para ajudá-la."
Mais tarde, o secretário municipal de Coordenação das Subprefeituras, Andrea Matarazzo, afirmou que relacionar a reforma da praça a um processo de "higienização" da cidade é "uma bobagem" e que os manifestantes utilizavam apenas "frases feitas".
"Os bancos são feitos para sentar, e não para deitar. Então pode ser que eles não sejam superadequados para dormir", afirmou em resposta a Lancelotti.
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