[Cmi-brasil-editorial] [proposta] 7 de fevereiro: Mobilização internacional pelo Haiti]

bandeiranegra em riseup.net bandeiranegra em riseup.net
Sábado Janeiro 27 21:45:46 UTC 2007



Segue proposta urgente. A partir do quarto parágrafo pode colocar no
leia mais.

Norton
-------------------------------------------

Sub-imperialismo Brasileiro

7 de fevereiro: Mobilização internacional pelo Haiti

No dia 25 de janeiro pelo menos quatro pessoas morreram e outras seis
ficaram feridas em uma operação da missão de paz da Organização das
Nações Unidas (ONU) no Haiti (*MINUSTAH*), em Cité Soleil, a principal
favela de Porto Príncipe, capital haitiana. O confronto iniciou-se
quando as forças de paz da ONU aumentaram a presença militar em Cité
Soleil, numa tentativa de conter a ação de supostas gangues baseadas no
local.

Os recentes confrontos do dia 25 de janeiro remetem a lembrança do
recente 22 de dezembro de 2006, que ficou conhecido em Cité Soleil como
"massacre de natal", quando tropas de ocupação da ONU, lideradas pelo
Brasil, executaram uma operação militar maciça em Cite Soleil deixando
pelo menos 17 mortos e 40 feridos. Em carta aberta contra a ocupação do
Haiti por tropas estrangeiras, Andrés Soliz Rada, ex-ministro de
hidrocarbonetos da Bolívia - país que integra a MINUSTAH - alega que o
"massacre de natal" foi a resposta a um protesto realizado nas ruas de
Porto Príncipe, no dia 16 de dezembro, pela população pobre de Cité
Soleil, contra a fraude nas eleições municipais de 3 de dezembro e
contra a ocupação estrangeira.

Em resposta a escalada da violência organizações como o Comitê em Defesa
dos Direitos do Povo Haitiano, a Confederação dos Trabalhadores
Haitianos e a Coordenação Nacional das Organizações de Direitos Humanos
chamam, através da rede de solidariedade Haiti Action, uma mobilização
internacional no dia 7 de fevereiro em solidariedade ao povo do Haiti,
com as seguintes consíguinias: fim da ocupação militar estrangeira no
Haiti; fim da guerra contra o povo do Haiti e pelo respeito à soberania
do Haiti. Com 1,2 mil homens, o Brasil é o país com o maior número de
militares, e vem liderando a missão desde o seu primeiro mandato, em 2004.

No ano de 2001, Jean-Bertrand Aristide, ligado a Teologia da Libertação,
venceu a eleição presidencial do Haiti. A oposição negou-se a aceitar o
resultado, criando um impasse. No ano de 2004, por meio de negociações
mediadas pela comunidade internacional, em especial a OEA e o CARICOM,
Aristide dissolveu seu gabinete ministerial. No entanto, a oposição
continuou insatisfeita, e uma revolta de ex-militares que surgiu no
início do mês de fevereiro na cidade de Gonaives se espalhou pelo país.
Após o rápido avanço dos ex-militares Aristide foi pro exílio na
República Centro-africana, enquanto o Conselho de Segurança das Nações
Unidas criou a resolução 1592 de 2004, que solicita a criação de uma
força internacional para assegurar a ordem e a paz no Haiti, que veio a
se chamar *MINUSTAH* e até hoje é liderada pelo Brasil. No entanto,
Aristide denuncia que fora seqüestrado por mariners norte-americanos,
sendo então forçado a renunciar por um grupo de haitianos e civis
norte-americanos, informação negada pelos Estados Unidos. Segundo
Aristide esta ação teria tido o apoio do governo francês, a ex-metrópole
colonial do Haiti.

Leia mais:
Massacre no Haiti 22 de dezembro 2006:
http://midiaindependente.org/pt/blue/2007/01/370698.shtml

Tropas Bolivianas no Haiti (carta do ex-ministro boliviano Andrés Soliz
Rada): http://midiaindependente.org/pt/blue/2007/01/371727.shtml

Dossiê Haiti: http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2006/01/342359.shtml


Sites: http://www.haitiaction.org/
Site da MINUSTAH: http://www.minustah.org/
Wiki da MINUSTAH
http://pt.wikipedia.org/wiki/Miss%C3%A3o_das_Na%C3%A7%C3%B5es_Unidas_para_a_estabiliza%C3%A7%C3%A3o_no_Haiti


Editoriais anteriores:
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2005/07/322997.shtml
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2006/01/342218.shtml
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2006/01/342362.shtml




Mais detalhes sobre a lista de discussão CMI-Brasil-editorial