[Cmi-brasil-editorial] [proposta]Aracruz Celulose Criminaliza Ativistas da Rede Alerta Contra o Deserto Verde

aneleh em riseup.net aneleh em riseup.net
Quarta Julho 18 15:13:19 UTC 2007


ai vai...gostaria que todos os paragrafos fossem publicados, eh muito
importante...
beijos
aneleh
ps: vou atras dos links e imagens
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Aracruz Celulose Criminaliza Ativistas da Rede Alerta Contra o Deserto Verde

O Poder Judiciário vem sendo utilizado com freqüência na criminalização
dos ativistas dos movimentos sociais e seus/suas apoiadores/as, na
tentativa de constrangê-los/as e imobilizá-los/as política e socialmente.
Dessa maneira, a multinacional Aracruz Celulose, aproveitando-se de seu
poderio econômico, tem abusado desse instrumento na tentativa de
desmobilizar aqueles que “ousam” se contrapor a sua lógica perversa de
desenvolvimento.

O pastor Emil Schubert, o sindicalista Luiz Alberto (Betão), a professora
Elza   e a radialista Lígia Sancio, foram eleitos/as alvos da
empresa. Contra eles e elas move um processo judicial, classificado de
Interdito Proibitório, no qual impõe que indenizem a empresa por danos
morais e físicos se não cessarem nossas manifestações políticas, ou seja,
estão tentando impedi-los/as – por meio de uma medida judicial - de
expressar sua posição política quanto às práticas irresponsáveis desta
empresa.

Em outubro de 2005, quando os índios Tupinikim e Guarani – depois de
esgotarem todos os mecanismos “burocráticos” de reivindicação dos 11.009
hectares que lhe são de direito - ocuparam a fábrica da Aracruz
Celulose, os/as ativistas estavam presentes para testemunhar/fiscalizar a
reação do Estado brasileiro, que em muitas vezes se deu de forma violenta.
Como
exemplo, a ação violenta da Polícia Federal, que apenas 2 meses
depois (janeiro de 2006), destruiu 2 aldeias e feriu 13 índios
covardemente. A ação foi condenada pela OEA e por diversos organismos
internacionais.

Na última segunda-feira(16/07), após quase 2 anos, Lígia Sancio foi procurada
por um oficial de justiça, em sua casa, que trazendo uma Precatória de
Aracruz, avisou-a de um prazo de apenas 15 dias para apresentação da
sua defesa, pela qual será julgada na Vara de Vitória/ES, assim como os/as
demais ativistas.



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