[Cmi-brasil-editorial] [proposta]Comunidades quilombolas reocupam território em posse da Aracruz Celulose]
aneleh em riseup.net
aneleh em riseup.net
Segunda Julho 23 21:41:20 UTC 2007
proponho ate o 4o paragrafo, o resto fina no leia mais.
beijos
aneleh
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Comunidades quilombolas reocupam território em posse da Aracruz Celulose
Na manhã de hoje (23/07), cerca de 500 habitantes das comunidades
quilombolas do
Sapê do Norte, ocuparam a área pertencente à Comunidade Quilombola de
Linharinho, em Conceição da Barra, com o objetivo de pressionar para que se
concretize a demarcação da área reconhecida como território quilombola pelos
estudos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
Desde o dia 14 de maio deste ano, foi publicada no Diário Oficial da União
(D.O.U.) a portaria assinada pelo presidente do Incra, Sr. Rolf Hackbart, que
reconhece 9.542,57 hectares como território quilombola pertencente à
Comunidade
de Linharinho, sendo que, dessa área, 82% está ocupada por eucaliptos da
empresa
Aracruz Celulose. Atualmente, existem 48 famílias vivendo nessa
Comunidade, numa
área de apenas 147 hectares.
A Comunidade de Linharinho foi a primeira a ser reconhecida como território
quilombola no Espírito Santo, mas os estudos nas comunidades de São Domingos,
São Jorge, Serraria e São Cristóvão já estão sendo concluídos, restando
apenas
a publicação da portaria pelo Incra.
A região do Sapê do Norte, que engloba os municípios de São Mateus e
Conceição
da Barra, no norte do ES, chegou a ser habitada por cerca de 12 mil famílias
quilombolas, numa média de 60 mil afrodescendentes, até o final da década de
60. No entanto, com a chegada da Aracruz Celulose, que se apropriou dessas
áreas, esse número reduziu-se para 1.200 famílias, que resistem até hoje em
pequenas comunidades em meio aos eucaliptos da empresa.
Desde a publicação da portaria pelo Incra, têm ocorrido reações racistas
pelos
grandes fazendeiros da região do Sapê do Norte, juntamente com a Aracruz
Celulose, de criminalização dos quilombolas, sobretudo junto à população
local,
nos municípios, e nos meios de comunicação do estado.
A proposta dos quilombolas com a ocupação de hoje é que se forme um grande
acampamento na área, com mutirões de plantio de mudas de mata atlântica e
árvores frutíferas, bem como construção de casas para as famílias.
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