[Cmi-brasil-editorial] [pauta] 1 ano depois, s? 7 mortes esclarecidas & hoje, 2 policiais militares investigados por morte de 7 jovens]
toya
toya em riseup.net
Quinta Maio 10 18:23:40 UTC 2007
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1 ano depois, só 7 mortes esclarecidas
Todas as vítimas eram policiais; chefe do MPE critica investigação
*Veja mais informações sobre a investigação dos ataques do PCC
*<http://www.estadao.com.br/ext/especial/extraonline/infograficos/pccataques/index.htm>
*Bruno Paes Manso*
Às vésperas de os atentados do Primeiro Comando da Capital (PCC)
completarem um ano, balanço da Procuradoria-Geral de Justiça mostra que, dos
243 assassinatos com ligação comprovada com a ofensiva da facção, só 7
tiveram autoria identificada e denúncia oferecida à Justiça. Todos se
referem a policiais mortos. Um oitavo caso denunciado trata de uma tentativa
de triplo homicídio. O balanço foi divulgado ontem pelo procurador-geral,
Rodrigo Pinho, que afirmou ter identificado um desequilíbrio nas
investigações feitas pela polícia sobre os assassinatos. 'Notou-se um maior
empenho na apuração dos crimes cometidos contra os policiais.'
Entre 12 e 19 de maio, foram registradas 493 mortes por armas de fogo no
Estado. Das 243 mortes associadas aos atentados, 44 vítimas eram agentes do
Estado - policiais, agentes penitenciários e até um bombeiro. Morreram em
confronto com a polícia 107 pessoas, em situações chamadas de 'resistência
seguida de morte'. As outras 92 ocorreram em situações suspeitas - a
Ouvidoria da Polícia listou 88 casos com indícios da ação de grupos de
extermínio. 'Houve uma grande dificuldade de produção de provas nos casos de
homicídios e as informações acabaram não chegando ao MPE (Ministério Público
Estadual)', disse Pinho.
Os casos de resistência seguida de morte também avançaram pouco. Relatório
da Anistia Internacional divulgado na semana passada chamou a atenção para o
fato de que, em 72 dos 107 casos de suposto confronto com a polícia, os
corpos das vítimas foram removidos pelos próprios policiais. A retirada do
corpo impede a preservação do local do crime e dificulta as investigações.
'Os policiais alegam que existe a possibilidade de socorrer a vítima e que
por isso a levam para o hospital. É preciso haver provas para dizer que
houve violação do local', afirmou Pinho. Ele disse que investigações sobre a
preservação do local do crime não são comuns. 'Nunca vi um inquérito que
investigasse isso.'
O MPE ainda não analisou 144 mortes. Além das 8 denúncias oferecidas, 57
inquéritos estão em andamento, 19 foram arquivados e 15, relatados (a
denúncia foi recebida, mas não analisada). 'O tempo é inimigo da coleta de
provas. Passado um ano, temos isso. No segundo, terceiro, fica mais
difícil.' A Secretaria da Segurança não se manifestou sobre o assunto ontem.
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http://txt.jt.com.br/editorias/2007/05/10/ger-1.94.4.20070510.40.1.xml
PMs suspeitos de chacina
Dois policiais militares estão sendo investigados por participação em morte
de sete jovens numa praça
*JOSMAR JOZINO, josmar.jozino em grupoestado.com.br*
Dois policiais militares estão sendo investigados por suposta participação
na maior chacina do ano registrada em São Paulo, ocorrida no final da noite
de domingo no Jaraguá, Zona Oeste da Capital. Sete pessoas foram mortas com
tiros de pistola e outras duas ficaram feridas. Os PMs são acusados de
envolvimento com o tráfico de drogas no bairro onde aconteceu a matança.
O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pela
investigação da chacina, tem o prenome de um PM e o apelido de outro. Um
deles teria um bar no Jaraguá e faria, na corporação, o patrulhamento na
Rocam (Rondas Ostensivas com apoio de Moto). O outro policial militar
moraria num prédio no mesmo bairro.
Segundo denúncias feitas à polícia, um dos PMs acusados também estaria
envolvido no assassinato de um jovem no Jaraguá, apelidado de Galego ou
Gaguinho. O crime aconteceu este ano. O rapaz foi executado a tiros e o
autor dos disparos teria usado uma moto Twister preta para fugir.
A Polícia Civil começou a ouvir terça-feira, formalmente, testemunhas do
crime e parentes das vítimas. Um dia antes, o DHPP informou que tinha o nome
de um suspeito. Também havia rumores de que um homem acusado de envolvimento
na matança estaria preso. O delegado Armando de Oliveira Costa Filho,
divisionário do DHPP, disse ontem que não confirma nem desmente essa
informação. O delegado Luís Fernando Lopes Teixeira, da Delegacia de
Homicídios Múltiplos do DHPP, preside o inquérito sobre o caso.
Ele esteve ontem à tarde no Jaraguá com uma equipe de investigadores. Os
policiais apuraram que a Praça Domênico Ferrara, onde as nove pessoas foram
baleadas por homens encapuzados, é local de venda e consumo de drogas.
As vítimas da chacina conversavam quando quatro homens encapuzados chegaram
numa moto Twister preta e em outra Falcon verde. Segundo testemunhas, os
criminosos dispararam pelo menos 50 tiros. Os mortos eram jovens e tinham
entre 18 anos e 26 anos. Uma garota de 25 anos e um rapaz de 20 também foram
baleados, mas sobreviveram e continuam internados sob escolta policial.
O crime foi registrado no 46º Distrito Policial (Perus). O delegado-titular
Antonio de Souza chegou a dizer que foi 'uma briga de vagabundos'. Por causa
da declaração, o delegado-geral de Polícia, Mário Jordão Toledo Leme, o
afastou do cargo e o transferiu para serviços burocráticos na 6ª Delegacia
Seccional (Santo Amaro).
Segundo o DHPP, este ano aconteceram seis chacinas na Capital, sendo três na
Zona Norte, duas na Zona Leste e uma na Zona Oeste. Dois casos foram
esclarecidos. Mas em um deles, os autores do crime não foram presos.
Em todo o Estado de São Paulo, a Polícia Civil registrou 13 chacinas este
ano.
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