[Cmi-brasil-editorial] OK ->Re: [proposta]Ambientalistas do RJ contam com apoio de capixabas contra Aracruz

José Carlos josecarlos em riseup.net
Quinta Maio 17 02:39:14 UTC 2007


OK - Ze


aneleh em riseup.net escreveu:
> oi
> 
> ai segue a proposta...gostaria de pedir para publicarem assim que tiver
> sido aprovado, pois nao terei tempo pra fazer isso...
> beijos
> aneleh
> 
> PS: sugiro ir ate o 4o paragrafo e o resto vai no leia mais, mas se
> acharem que vai ficar grande, pode publicar ate o 3o e deixar o resto no
> leia mais
> 
> Ambientalistas do RJ contam com apoio de capixabas contra Aracruz
> 
> A Aracruz Celulose quer implatar um pólo de celulose no Rio de Janeiro.
> Rejeitada pela sociedade civil organizada do Espírito Santo, Minas Gerais
> e Rio Grande do Sul, a Aracruz Celulose tenta agora se infiltrar no Estado
> do Rio, onde existe a menor proporção de mata atlântica preservada do
> País. A pretensão da transnacional será debatida em audiência pública,
> nesta quarta-feira (16), com apoio de técnicos capixabas.
> 
> A audiência, na Assembléia Legislativa fluminense, vai debater uma das
> principais manobras para a aprovação do pol - um Projeto de Lei proposto
> pelo governo Sérgio Cabral (PMDB) prevendo mudança na lei 4063/2003, que
> obriga empreendimentos de monoculturas a plantar o equivalente a 30% da
> área cultivada com mata nativa. Com a mudança, que prevê um zoneamento
> regional, a contrapartida seria reduzida para até 15%, prejudicando o meio
> ambiente.
> 
> Se aprovado o projeto em favor da Aracruz Celulose, as regiões norte,
> noroeste e sul fluminense, incluindo a área às margens do rio Paraíba do
> Sul, terão 25 dos seus 92 municípios cobertos por eucalipto. O governo do
> Estado do Rio de Janeiro é um fervoroso defensor do projeto da
> transnacional. Esta defesa vem sendo classificada por ambientalistas como
> um "acerto de contas".
> 
> 
> A Aracruz Celulose estaria usando a mesma tática adotada no Espírito
> Santo. No Rio de Janeiro, contaram com apoio financeiro da transnacional
> em suas campanhas eleitorais o próprio governador no Estado e o secretário
> de Meio Ambiente, Carlos Minc, segundo as informações da Rede Alerta
> Contra o Deserto Verde - Fluminense.
> 
> LEIA MAIS
> 
> 
> A mobilização pró e contra o projeto vem agitando o ambiente político da
> região. Contra o governo estão inúmeras entidades da sociedade civil
> organizada, como Rede Alerta Contra o Deserto Verde, Federação Estadual
> dos Trabalhadores da Agricultura (Fetag), Associação dos Geógrafos do
> Brasil (AGB), Instituto de Cultura Ambiental (ICA) e Central Única dos
> Trabalhadores (CUT), entre outras.
> 
> Do Espírito Santo, estão fechados apoios da Rede Alerta Contra o Deserto
> Verde - ES, Movimento dos Sem Terra (MST), do movimento de luta dos
> Tupinikim e Guarani e dos quilombolas, entre outros.
> 
> Como argumento contra o pólo serão citados exemplos de destruição
> ambiental no Espírito Santo, como a ocupação de solo tradicional indígena
> e quilombola, a destruição e contaminação de rios, o êxodo rural, o
> incentivo ao preconceito e à violência contra as comuniades tradicionais
> do Estado, entre outros problemas ambientais e sociais gerados pela
> ocupação desordenada do solo capixaba.
> 
> A Rede Alerta Contra o Deserto Verde - Fluminense afirma que a implantação
> de um pólo de celulose no Estado do Rio não é apenas uma questão
> ecológica, mas também uma questão de segurança alimentar, porque as áreas
> reservadas para o pólo são tradicionalmente de produção alimentar. Também
> se trata de uma questão de reforma agrária, já que é nesta região que se
> encontram 80% das terras disponíveis e que aguardam decisão judicial para
> serem destinadas à reforma agrária.
> 
> Atualmente, 30% das terras do Rio de Janeiro são da Aracruz Celulose,
> compradas na mesma época (2002) em que se discutia a atual lei. Segundo a
> Rede Alerta Contra o Deserto Verde - Fluminense, o próprio zoneamento
> estadual foi aprovado com vários pontos que beneficiavam a Aracruz
> Celulose. Já naquela época, a empresa especulava sobre as terras
> fluminenses.
> 
> A intenção do governo fluminense, com o pólo de celulose, é iniciar na
> região o 3° ciclo de monocultura, depois do café e da cana-de-açucar, que
> destruiu boa parte da mata atlântica do Rio de Janeiro. Já os
> ambientalistas pretendem de uma vez por todos enterrar a intenção da
> Aracruz Celulose de se infiltrar no Rio de Janeiro, na audiência que será
> realizada nesta quarta-feira (16). Segundo eles, já há na região
> fluminense especulação e compras de terras feitas pela Aracruz Celulose.
> 
> "Macaé, no norte fluminense, é considerada a cidade mais violenta do
> interior do Rio de Janeiro e em contrapartida produz 80% do petróleo
> produzido pelo Brasil. O que causou isso foi o êxodo rural, e não será
> diferente com a implantação do pólo", alertou um dos integrantes da Rede
> Alerta Contra o Deserto Verde.
> 
> Segundo as entidades organizadas "a proposta do governo abre mão da
> recuperação das terras no norte e noroeste do Estado, propondo recuperar
> com um terceiro ciclo de monocultura terras degradadas por monoculturas.
> Seria como se um médico, para curar um doente, resolvesse adoecê-lo mais".
> 
> Eles lembram que, segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
> (Embrapa), as regiões norte, noroeste e sul fluminense têm o solo
> apropriado para a fruticultura, policultura, seringueiras, entre outras
> espécies, que aumentam a renda do campo e são um contraponto natural
> contra a monocultura do eucalipto.
> 
> A proposta para mudança de lei, e consequentemente para a implantação do
> pólo de celulose, apresentada há uma semana, está em tramitação na
> Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro com pedido de votação em regime
> de urgência.
> 
> Além das entidades já citadas, lutam contra a sua aprovação o Movimento
> dos Trabalhadores sem Terra (MST), Fórum de Meio Ambiente e Qualidade de
> Vida da Zona Oeste e da Baía de Sepetiba, Verdejar - Proteção Ambiental e
> Humanismo, Sindicato dos Petroleiros, Sindicato dos Bancários, Fundação
> para Conservação da Natureza (FCN) e Instituto de Cultura Ambiental (ICA),
> Movimento Terra Trabalho e Liberdade (MTL) e Fórum Estadual de Reforma
> Agrária do Rio de Janeiro.
> 
> 
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