[Cmi-brasil-editorial] [Fwd: ALERTA: ABNT ESTÁ PRESTES A APROVAR PADRÃO DEFENDIDO PELA MICRO$OFT.]
Pablo Ortellado
paort em uol.com.br
Quinta Maio 17 01:34:27 UTC 2007
-------- Original Message --------
ALERTA: ABNT ESTÁ PRESTES A APROVAR PADRÃO DEFENDIDO PELA
MICRO$OFT.
<http://samadeu.blogspot.com/2007/05/alerta-abnt-est-prestes-aprovar-padro.html>
Uma guerra está em curso e o seu resultado influenciará milhões de
pessoas. Trata-se de uma guerra de padrões. Governos de todo o mundo
estão aprovando a preferência pelo uso de formatos abertos para trocar
informações e textos. Assim, uma série de instituições passaram a adotar
o formato ODF (Open Document Format) para escrever documentos.
Quando temos um padrão aberto o maior beneficiário é a sociedade, pois o
texto digitado poderá ser lido independente do software usado para a sua
leitura. Ou seja, o padrão aberto permite que as pessoas tenham
comunicabilidade total e interoperabilidade plena na troca de
documentos. Também permite que tenhamos competição dentro de um padrão.
Quanto maior a competição entre os softwares editores de textos, melhor
para a sociedade, melhor para os consumidores.
Quem é contra o padrão aberto?
O monopólio mundial de software para desktop. A micro$oft quer impedir
que os governos e as empresas passem a adotar o padrão ODF. Como
percebeu que não pode combater a idéia de padrão aberto, decidiu
conturbar o processo e distorcer o significado do que é um padrão aberto.
A micro$oft abandonou o consórcio que define o padrão ODF e propôs
apoiar um outro padrão chamado OpenXML, da ECMA. Este padrão é uma
colcha de retalhos aberta, mas muitos de seus componentes são fechados e
patenteados.
Como sua estratégia está sendo bombardeada na Europa, a micro$oft quer
tentar aprovar seu padrão no Brasil. Depois querem transformar o Brasil
em exemplo para influenciar os demais países do mundo. Como pretendem
fazer isto? Através da ABNT. A m$ criou um grupo de trabalho na ABNT,
financiado por ela com o objetivo de aprovar o OpenXML como um padrão
aberto.
A m$ está alocando funcionários e empresas aliadas para participar e
controlar este grupo. Tal prática da m$ é bastante conhecida. Basta
lembrar que o Chefe de Gabinete da Presidência do Serpro, em 2004, saiu
da empresa pública diretamente para integrar os quadros da m$ em
Brasília. O objetivo era paralisar o uso de software livre pelo governo
federal. Este fato não ocorreria no mercado financeiro, pois lá existe a
exigência de quarentena.
Fazer lobby é uma especialidade da empresa que tem recursos sobrando
para tal. Por isso, antes que a ABNT, cometa um erro que custará muito
caro ao Brasil, alerto a todos que defendem a liberdade de criação e
conhecimento que se juntem para denunciar esta tentativa absurda de
anular o padrão aberto ODF.
O padrão ODF é livre. Todos os seus componentes são abertos. Ele é de
fácil implementação e pode ser usado por qualquer empresa, sem
impedimentos nem necessidade de pagamento de royalties.
O padrão OpenXML é composto de vários componentes patenteados ou de
propriedade de empresas privadas. É absurdamente complexo, tem mais de 5
mil páginas. Sua adoção não dará nenhuma garantia jurídica e nem
permitirá que a evolução de cada componente do padrão seja pública e aberta.
Vamos barrar a tentativa do monopólio mundial de software para desktop
de usar o órgão brasileiro de normas técnicas para expandir o seu
monopólio de algoritmos.
Escreva para a ABNT
Denuncie a manobra monopolista da m$
Envie um representante da sua empresa ou entidade para participar do
grupo da ABNT.
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