[Cmi-brasil-editorial] [proposta]Ambientalistas do RJ contam com apoio de capixabas contra Aracruz
aneleh em riseup.net
aneleh em riseup.net
Quinta Maio 17 02:23:44 UTC 2007
oi
ai segue a proposta...gostaria de pedir para publicarem assim que tiver
sido aprovado, pois nao terei tempo pra fazer isso...
beijos
aneleh
PS: sugiro ir ate o 4o paragrafo e o resto vai no leia mais, mas se
acharem que vai ficar grande, pode publicar ate o 3o e deixar o resto no
leia mais
Ambientalistas do RJ contam com apoio de capixabas contra Aracruz
A Aracruz Celulose quer implatar um pólo de celulose no Rio de Janeiro.
Rejeitada pela sociedade civil organizada do Espírito Santo, Minas Gerais
e Rio Grande do Sul, a Aracruz Celulose tenta agora se infiltrar no Estado
do Rio, onde existe a menor proporção de mata atlântica preservada do
País. A pretensão da transnacional será debatida em audiência pública,
nesta quarta-feira (16), com apoio de técnicos capixabas.
A audiência, na Assembléia Legislativa fluminense, vai debater uma das
principais manobras para a aprovação do pol - um Projeto de Lei proposto
pelo governo Sérgio Cabral (PMDB) prevendo mudança na lei 4063/2003, que
obriga empreendimentos de monoculturas a plantar o equivalente a 30% da
área cultivada com mata nativa. Com a mudança, que prevê um zoneamento
regional, a contrapartida seria reduzida para até 15%, prejudicando o meio
ambiente.
Se aprovado o projeto em favor da Aracruz Celulose, as regiões norte,
noroeste e sul fluminense, incluindo a área às margens do rio Paraíba do
Sul, terão 25 dos seus 92 municípios cobertos por eucalipto. O governo do
Estado do Rio de Janeiro é um fervoroso defensor do projeto da
transnacional. Esta defesa vem sendo classificada por ambientalistas como
um "acerto de contas".
A Aracruz Celulose estaria usando a mesma tática adotada no Espírito
Santo. No Rio de Janeiro, contaram com apoio financeiro da transnacional
em suas campanhas eleitorais o próprio governador no Estado e o secretário
de Meio Ambiente, Carlos Minc, segundo as informações da Rede Alerta
Contra o Deserto Verde - Fluminense.
LEIA MAIS
A mobilização pró e contra o projeto vem agitando o ambiente político da
região. Contra o governo estão inúmeras entidades da sociedade civil
organizada, como Rede Alerta Contra o Deserto Verde, Federação Estadual
dos Trabalhadores da Agricultura (Fetag), Associação dos Geógrafos do
Brasil (AGB), Instituto de Cultura Ambiental (ICA) e Central Única dos
Trabalhadores (CUT), entre outras.
Do Espírito Santo, estão fechados apoios da Rede Alerta Contra o Deserto
Verde - ES, Movimento dos Sem Terra (MST), do movimento de luta dos
Tupinikim e Guarani e dos quilombolas, entre outros.
Como argumento contra o pólo serão citados exemplos de destruição
ambiental no Espírito Santo, como a ocupação de solo tradicional indígena
e quilombola, a destruição e contaminação de rios, o êxodo rural, o
incentivo ao preconceito e à violência contra as comuniades tradicionais
do Estado, entre outros problemas ambientais e sociais gerados pela
ocupação desordenada do solo capixaba.
A Rede Alerta Contra o Deserto Verde - Fluminense afirma que a implantação
de um pólo de celulose no Estado do Rio não é apenas uma questão
ecológica, mas também uma questão de segurança alimentar, porque as áreas
reservadas para o pólo são tradicionalmente de produção alimentar. Também
se trata de uma questão de reforma agrária, já que é nesta região que se
encontram 80% das terras disponíveis e que aguardam decisão judicial para
serem destinadas à reforma agrária.
Atualmente, 30% das terras do Rio de Janeiro são da Aracruz Celulose,
compradas na mesma época (2002) em que se discutia a atual lei. Segundo a
Rede Alerta Contra o Deserto Verde - Fluminense, o próprio zoneamento
estadual foi aprovado com vários pontos que beneficiavam a Aracruz
Celulose. Já naquela época, a empresa especulava sobre as terras
fluminenses.
A intenção do governo fluminense, com o pólo de celulose, é iniciar na
região o 3° ciclo de monocultura, depois do café e da cana-de-açucar, que
destruiu boa parte da mata atlântica do Rio de Janeiro. Já os
ambientalistas pretendem de uma vez por todos enterrar a intenção da
Aracruz Celulose de se infiltrar no Rio de Janeiro, na audiência que será
realizada nesta quarta-feira (16). Segundo eles, já há na região
fluminense especulação e compras de terras feitas pela Aracruz Celulose.
"Macaé, no norte fluminense, é considerada a cidade mais violenta do
interior do Rio de Janeiro e em contrapartida produz 80% do petróleo
produzido pelo Brasil. O que causou isso foi o êxodo rural, e não será
diferente com a implantação do pólo", alertou um dos integrantes da Rede
Alerta Contra o Deserto Verde.
Segundo as entidades organizadas "a proposta do governo abre mão da
recuperação das terras no norte e noroeste do Estado, propondo recuperar
com um terceiro ciclo de monocultura terras degradadas por monoculturas.
Seria como se um médico, para curar um doente, resolvesse adoecê-lo mais".
Eles lembram que, segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
(Embrapa), as regiões norte, noroeste e sul fluminense têm o solo
apropriado para a fruticultura, policultura, seringueiras, entre outras
espécies, que aumentam a renda do campo e são um contraponto natural
contra a monocultura do eucalipto.
A proposta para mudança de lei, e consequentemente para a implantação do
pólo de celulose, apresentada há uma semana, está em tramitação na
Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro com pedido de votação em regime
de urgência.
Além das entidades já citadas, lutam contra a sua aprovação o Movimento
dos Trabalhadores sem Terra (MST), Fórum de Meio Ambiente e Qualidade de
Vida da Zona Oeste e da Baía de Sepetiba, Verdejar - Proteção Ambiental e
Humanismo, Sindicato dos Petroleiros, Sindicato dos Bancários, Fundação
para Conservação da Natureza (FCN) e Instituto de Cultura Ambiental (ICA),
Movimento Terra Trabalho e Liberdade (MTL) e Fórum Estadual de Reforma
Agrária do Rio de Janeiro.
Mais detalhes sobre a lista de discussão CMI-Brasil-editorial