[Cmi-brasil-editorial] (pauta/proposta) Despejo da Ocupação João Cândido: prefeito de Itapecerica mos tra a cara!

eric_v em riseup.net eric_v em riseup.net
Sábado Maio 19 22:35:14 UTC 2007


Para facilitar a vida da gente, poderíamos 'promover' este como
editorial!(?)Pelo que foi conversado na reunião do coletivo sampa hoje, está
uma beleza..

Alface

Original: http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2007/05/382394.shtml

Original original: http://www.mtst.info/despejo_joao_candido

Foto: http://www.mtst.info/sites/mtst.revolt.org/files/images/00236_0.jpg
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Relato

Título:  Despejo da Ocupação João Cândido: prefeito de Itapecerica mostra a cara!

Relato divulgado pelo MTST

Ocorreu sexta, dia 18 de maio, o despejo do Acampamento João Cândido, em
Itapecerica da Serra. Ocupando a área há quase 2 meses, o MTST cumpriu a
liminar de reintegração de posse, demonstrando mais uma vez que é um movimento
pacífico e que sempre opta pelas soluções negociadas. Cerca de 2000 mil
pessoas marcharam 8km até o terreno provisório que foi oferecido pela
prefeitura de Itapecerica da Serra, localizado na Vila Calu.

Não houve nenhum conflito com a Polícia Militar. Porém, foi o próprio prefeito
de Itapecerica da Serra, Sr. Jorge José da Costa, quem provocou um grande
incidente. Na primeira metade da marcha, o movimento foi informado da intenção
do prefeito em voltar atrás quanto ao oferecimento da citada área. Tal decisão
seria baseada na suposição de o MTST não ter o apoio de lideranças
comunitárias da Vila Calu - que era um dos pressupostos para o acordo.

Gostaríamos de esclarecer a história, para que fique evidenciado o baixo nível
que joga o prefeito

Leia mais...

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A primeira vez que o prefeito citou a área provisória foi durante uma visita
ao acampamento, no mês de abril, quando ofereceu mundos e fundos, inclusive
uma possível "ida a Brasília" para solucionar o problema. Ao perceber que o
MTST havia considerado suas palavras como dívida (sim, acreditamos no valor da
palavra), o prefeito recuou - afinal, ele havia falado praticamente da boca
pra fora.

Foi preciso que o movimento fizesse marchas e mais marchas, culminando com um
acampamento de 2 noites em frente à prefeitura, para que o prefeito assumisse
o compromisso de fornecer a área provisória - vale lembrar que a área era a
parte que cabia à prefeitura de Itapecerina no acordo estabelecido entre
Movimento, Governos Estadual, Federal e Municipal. Ainda assim, o prefeito não
assinou nenhum compromisso. Acreditamos que a palavra de uma pessoa e seu
cumprimento dizem muito a respeito de seu caráter.

No entanto, o Sr. Secretário de Segurança Pública de Itapecerica da Serra
realizou uma reunião com lideranças comunitárias da Vila Calu, na tentativa de
desqualificar o MTST e minar a sustentação do acordo - que previa o
consentimento da vizinhança. Sabendo disso, o MTST tratou de se encontrar com
tais lideranças, expondo que o Movimento trata de fortalecer o Poder Popular,
para que as comunidades se organizem e lutem por seus direitos e demandas. "Em
que palavra vocês acreditam, na do MTST ou na do prefeito?" - foi perguntado,
ao fim da prosa. "Em vocês, é claro" - foi respondido pelas lideranças
comunitárias.

Além disso, o prefeito emitiu decreto emergencial, em que pede apoio dos
governos Estadual e Federal, para uma reintegração de posse do terreno
provisório, de propriedade da prefeitura.

Isso se constitui numa clara quebra do acordo que havia sido firmado não
apenas entre o MTST e as 3 esferas governamentais como também com a Polícia
Militar do Estado de São Paulo. Ainda segundo nota enviada no começo da noite
pela assessoria de imprensa do prefeito, a desocupação seria devida à
suposição de que a Vila Calu não deveria sofrer as "complicações causadas pelo
acréscimo de milhares de pessoas em um bairro carente de um dia para o outro"
(reproduzido da FSP).

Nós respondemos: qual seria o local para essas pessoas? A prefeitura de
Itapecerica da Serra?

Agradecimentos

Por último,agradecemos a todos os apoiadores e presentes, como CONLUTAS,
APEOESP, Caixa Econômica Federal, Sindicato dos Químicos de Osasco, FOMAESP,
lideranças comunitárias da Vila Calu, entre muitas outras pessoas e
organizações, que demonstraram apoio nessa hora difícil.


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