[Cmi-brasil-editorial] [pauta] movimentos de moradia acampam em prédios do centro

grazi editorapressa em uol.com.br
Segunda Maio 21 17:04:22 UTC 2007


não sei se já tem gente cobrindo. sei que o Eric está acompanhando, mas 
não sei se tem gente fazendo foto, áudio, vídeo. eu só vou poder filmar 
amanhã. hoje à noite, após 20h, eu poderia ir. se alguém puder ir 
junto, me dá um toque. dá para escrever um editorial a partir do 
release abaixo e telefonando para cada responsável, mas acho mais legal 
fazermos o editorial com mais links multimídia. abraços


> Release para Imprensa - 21 de maio, 2007
>
>
> Campanha por Moradia Popular no Centro  da Cidade de São Paulo
>
> A partir de 2a feira, 21 de maio, os movimentos por moradia no centro 
> de São Paulo montarão suas barracas em frente ou perto de seis (6) 
> prédios desapropriados ou abandonados no centro, cada um com seu 
> histórico: obras paradas, prédios reivindicados, demanda habitacional 
> não atendida. A Campanha tem previsão de durar até 5a feira, 24 de 
> maio, com ato na Praça da Sé.
>
>
> Prédio
>
> Dono / Histórico
>
> Responsável / contato
>
> Praça Roosevelt, s/n
>
> CEF, antigo BNH / prédio abandonado.
>
> Fórum de Cortiços - UMM/ Verônica - 9892 1491
>
> Rua Tabatinguera, 277
>
> PMSP / reforma parada.
>
> MMC - UMM/ Petrúcia – 8262 3018
>
> AFM / Miriam - 3464 2434
>
> Avenida Nove de Julho, 584
>
> INSS / projeto de reforma  parado
>
> MSTC / Carmem - 7104 4656 / Rita - 9217 0402
>
> Rua Caspar Líbero, 88
>
> SPU (Patrimônio da União) / prédio abandonado
>
> ULC - UMM / Sidnei - 8215 2354
>
> Avenida do Estado, 3197
>
> MPSP (Edifício São Vito) / projeto de reforma parado
>
> (ex)moradores / Thula - 3227 5152
>
> Rua Asdrúbal de Nascimento, 268
>
> PMSP / em reforma com  recursos do PEHP
>
> MMRC / Nelson / 8644 4219
>
>  
>
> Durante a Campanha circularão Carta Aberta (em anexo) e Lista de 
> Assinaturas (em anexo) buscando apoio da população às seguintes 
> reivindicações:
>
>  
>
> -          Reforma dos prédios já desapropriados para programa de 
> Locação Social;
>
> -          Garantia da demanda já cadastrada em 2004 pela Prefeitura;
>
> -          Compra e reforma de prédios abandonados para a população de 
> baixa renda;
>
> -          Moradia popular como um dos usos para garantir um centro 
> plural;
>
> -          Punição e IPTU progressivo para os especuladores que deixam 
> seus imóveis abandonados;
>
> -          Garantia das ZEIS (Zonas Especiais de Interesse Social) 
> para moradia popular no centro;
>
> -          Garantia das ZEIS nas áreas de Operação Urbana.
>
>  
>
> A  Campanha por Moradia Popular no Centro visa chamar a atenção da 
> população em geral para o descaso da Prefeitura com a população de 
> baixa renda no atendimento habitacional e chamar a atenção para as 
> dezenas de prédios abandonados no Centro. Destes prédios, alguns já 
> foram desapropriados durante o governo anterior, mas os projetos de 
> reforma foram parados, que mostra a descontinuidade nas políticas 
> públicas e a falta de compromisso com a população já cadastrada para 
> estes projetos depois de concluídos.
>
>  
>
> Na revisão do Plano Diretor Estratégico, agora em curso, a atual 
> administração quer tirar do Plano tudo que diz respeito a políticas 
> sérias para moradia digna para a população de baixa renda na cidade 
> consolidada, empurrando ela para lugares sempre mais distantes. O 
> governo argumenta, em concordância com o mercado imobiliário, que o 
> preço dos terrenos e prédios no centro inviabiliza habitação popular, 
> sem levar em conta o ônus para a Cidade que a expansão urbana 
> significa em termos de demanda para mais infra-estrutura, mais 
> transporte e menos sustentabilidade ambiental. A Campanha, de modo 
> geral, inicia outra, de chamar a atenção da população pela revisão 
> nefasta do Plano Diretor, revisão sem participação popular, Campanha 
> em Defesa do Plano Diretor, pela sua implementação e contra sua 
> ‘revisão’ em prol dos interesses das incorporadoras imobiliárias.



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