[Cmi-brasil-editorial] Proposta Invasão da PUC-SP pela polícia

elisa elisa em riseup.net
Terça Novembro 13 06:43:30 PST 2007


Publiquei um texto que retirei do Blog da Ocupação da reitoria da PUC, a
situação por lá péssima, um clima horrivel entre os/as estudantes e os
professores que apoiam a reitoria, enfim, hoje vou pra lá pra ver como
serão as coisas daqui pra frente.

Nó temos professores que ameaçaram pedir demissão caso a proposta de
reitoria para o redesenho fosse aprovada, e não é professor novo não, é
gente com mais de 30 anos de PUC, or professores que estavam na PUC na
invasão da Ditadura estão passados com o ocorrido dessas semana.

Elisa

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Como se a nossa casa fosse arrombada [PUC-SP]
Por Movimento OcupaPuc 13/11/2007 às 12:21

Dia 10 de novembro de 2007 às 2h30 da manhã a PUC-SP perde o último
resquício de liberdade e democracia ali existente. Após 30 anos, 1 mês e
18 dias a tropa de choque pisou novamente no território puquiano, mas
dessa vez não foi a mando do Estado de Exceção e sim da nossa atual
reitora, a profa. Maura Pardini Bicudo Véras.

Como se a nossa casa fosse arrombada

Dia 10 de novembro de 2007 às 2h30 da manhã a PUC-SP perde o último
resquício de liberdade e democracia ali existente. Após 30 anos, 1 mês e
18 dias a tropa de choque pisou novamente no território puquiano, mas
dessa vez não foi a mando do Estado de Exceção e sim da nossa atual
reitora, a profa. Maura Pardini Bicudo Véras.

A reitoria da PUC estava ocupada há 4 dias em protesto contra o processo
de Redesenho Institucional tocado por esta gestão e o Conselho
Universitário (Consun), durante toda a ocupação os estudantes se
colocaram dispostos desde o começo a sentar e dialogar com a Reitoria da
Universidade para assim poder encaminhar um processo de reestruturação
universitária democrático e que reafirmasse a história de autonomia
universitária e qualidade de ensino sempre norteadores dos rumos desta
instituição há 61 anos.

Essa Reitoria desde o começo de sua gestão se posicionou contrária a
qualquer tentativa de diálogo com a comunidade, percebe-se isso nas
movimentações do final de 2005 e começo de 2006 quando a profa. Maura
Véras e toda a sua Tropa de Elite instauraram a sua política de
demissões, fizeram acordos com bancos e aprofundaram os cortes de
bolsas-doação da universidade. Durante todo o processo do ano passado
professores, estudantes e funcionários pediram transparência e
participação nas decisões referentes aos rumos da PUC-SP.

2007 não começou diferente, desde a primeira vez que a Reitoria
mencionou em uma sessão do Consun o projeto de haver um Redesenho
Institucional na Universidade o movimento estudantil colocou a
importância de se fazer o debate junto a comunidade para aí poder
realmente saber quais os rumos que esta instituição deveria seguir.
Novamente a Reitoria se negou ao diálogo.

Durante anos após a ditadura militar tivemos a nossa autonomia
garantida, com a distância da polícia e da Igreja dos assuntos internos
e da vida de nossa universidade, mas nós, estudantes da PUC-SP, tivemos
nossa autonomia ceifada em 2006, quando a gestão Maura Véras colocou a
intervenção da Igreja Católica para calar internamente a oposição que
surgia contra o projeto antidemocrático de Redesenho que esta reitoria
pretende implantar. Agora, no trigésimo ano sem invasão da polícia em
nosso campus, depois do desastre de 1977, quando a polícia militar
invadiu e espancou estudantes e professores. A Reitoria recorre aos
mesmos métodos da Ditadura, para reprimir e espancar a nós estudantes,
para nos retirar à força da nossa universidade pela qual tanto lutamos
para ter um regime democrático e não elitista.

O movimento estudantil da PUC-SP segue trilhando o mesmo caminho de
tantas outras universidades brasileiras que encampam a luta contra o
desmantelamento e privatização da educação instituídos no Brasil durante
o último período. A ocupação da reitoria da PUC-SP está sim ligada às
mobilizações acontecidas nos quatro cantos do país este ano. Unicamp,
USP, Unesp, FSA, UFPR, UFBA, UFRJ e UNIR são alguns exemplos de como os
estudantes de norte a sul do país vem se mobilizando para salvaguardar a
autonomia de nossas Universidades, sejam públicas ou privadas. Esta
perda que vem sendo impetrada no ensino superior brasileiro não pode ser
tolerada por nenhum de nós, pois não se produz conhecimento sob
repressão e autoritarismo.

O OcupaPuc entende que este processo de Redesenho aí colocado pela
Reitoria não contribui em nada com a democratização e universalização do
ensino superior, pois a cada ano as mensalidades ficam mais caras, os
cursos deficitários da universidade são cada vez mais precarizados pelas
reformas curriculares e a política de bolsas já inexiste. Quem acaba
arcando com todos os problemas gerados pela política mercantilista da
gestão Maura Véras são os estudantes, pois são estes que pagando cada
vez mais acompanham os seus cursos perderem a qualidade, tem por
diversas vezes bons professores ameaçados de demissão e sofrem
perseguição política.

Finalmente essa Reitoria mostra que veio desde sempre com escudos e
cacetetes e escolhendo toda vez o caminho da repressão ao movimento
estudantil, ao invés da abertura de diálogo.

A Ocupação foi apenas o início das mobilizações contra os processos que
aí estão dados, o Redesenho Institucional foi colocado dentro da pauta
de discussões da comunidade, coisa que havia sido negada pela Reitoria,
Consun e Fundação São Paulo.



Fora PM do campus, essa injustiça não pode ficar impune!



Movimento OcupaPuc

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