[Cmi-brasil-editorial] [Fwd: Re: [cmi-sp-coletivo] PUTARIA NO CMI (NOVAMENTE)]
ju em riseup.net
ju em riseup.net
Domingo Setembro 30 08:22:24 PDT 2007
Oi, pessoas
Alguém se lembra de ter escondido esse artigo?
Segue a resposta da Foz e o e-mail abaixo com a reclamação esquizofrênica.
Abs,
:: juliana
---------------------------- Original Message ----------------------------
Subject: Re: [cmi-sp-coletivo] PUTARIA NO CMI (NOVAMENTE)
From: foz em riseup.net
Date: Sat, September 29, 2007 1:36 pm
To: saopaulo em midiaindependente.org
Cc: sithan em ig.com.br
sithan2 em hotmail.com
--------------------------------------------------------------------------
Ola Fabio,
Gostaria de fazer alguns comentarios quanto ao seu e-mail,
primeiro que é muito desrespeito teu mandar um e-mail com o conteúdo que
mandou no assunto
Re: [cmi-sp-coletivo] PUTARIA NO CMI (NOVAMENTE)
desrespeito com todas as pessoas que estão construindo o Centro de Mídia
Independente, voluntáriamente, sem hierarquias para promover a
democratização da comunicação, para que pessoas como você tenham um espaço
para se expressar como você mesmo disse publicou várias coisas no CMI,
aqui é outro ponto que gostaria de discutir.
Deixar o site no ar dá trabalho, administrar o site dá trabalho, e fazer
do jeito que fazemos para que todos sejam incluídos dá mais trabalho
ainda, se alguém tivesse que pedir algo em troca acho q seria a gente,
não: porque aqui ninguém está se beneficiando de forma alguma pelas
materias que publica,
essa parte do seu e-mail:
>A prática de CENSURA no CMI está se tornando
> realmente irritante.
me diga com base em que você está falando que existe uma prática de
censura, você acha mesmo que todos os voluntários estariam dedicando seu
tempo livre (sim o tempo livre, porque temos empregos, trabalho, estudos e
família como qualquer outra pessoa), para fazer um site de publicação
aberta e só para termos o "poder" de censurar internautas (na sua grande
maioria anônimos),
para mim não faz absolutamente o mínimo sentido.
agora o dia que você tiver críticas construtuivas e se dispor a ajudar na
construção de um espaço autônomo para democratizar o conhecimento
estaremos por aqui seus e-mails serão bem vindos, agora dessa forma que
você colocou para mim não abre espaço para diálogo, e nos coloca como
empregados teu,
espero com esse e-mail gerar reflexão,
abraços libertários
foz
ps. da próxima vez busque saber dos problemas e se envolva,
ps.2 eu naõs ei o q aconteceu com o seu artigo, mas tivemos problemas com
nossos filtros nos ultimos dias é possível que tenha sido este o problema
ps.3 não li o conteúdo do seu texto, porque o começo ja não me agradou,
mas de forma alguma isso nao desclassifica o que você pensa, mas se
estiver contrário a política editorial do CMI, dai é porque aqui não é o
espaço para você publicar ese tipo de coisa
>
> Já publiquei dezenas de resenhas no CMI. Nunca pedi nada em troca, nem
> tampouco pediria. Minha intenção é provocar o debate e, se possível,
> colaborar com a formação dos internautas que acessam o website. Como se
> trata de uma publicação aberta feita a partir do computador do usuário, é
> evidente que cada um que publica textos no CMI é pessoalmente responsável
> pelo conteúdo de seu texto. Assumo a autoria de meus textos e corro o
> risco de ser processado, por isto estou estranhando o comportamento do CMI
> na data de hoje.
>
> Fiquei o dia de hoje inteiro tentando publicar o texto que segue abaixo.
> Sempre que voltava ao website descobria que outros artigos estavam
> publicados, mas não o meu. A prática de CENSURA no CMI está se tornando
> realmente irritante. Amanhã tentarei novamente publicar o texto e se o
> mesmo for novamente CENSURADO considerarei a atitude do CMI discrimatória
> e especialmente ofensiva.
>
> Fábio de Oliveira Ribeiro
> advogado
>
>
> TEXTO QUE TEM SIDO INDEVIDAMENTE CENSURADO NO CMI
>
> Nos últimos dois séculos a sociedade passou por uma transformação muito
> grande. O feminismo nasceu, ganhou forma e se tornou um lugar-comum. Um
> movimento gay também nasceu e começa a ganhar força.
>
> As mulheres adultas, que não podiam votar e eram submetidas ao poder do
> pai ou dos esposos, se libertaram. Primeiro reivindicaram o direito ao
> voto e conseguiram. Depois insistiram na equiparação jurídica e acabaram
> tendo êxito. Atualmente, em quase todos os paises ocidentais as mulheres
> tem os mesmos direitos e obrigações que os homens. E não são poucas que
> ocupam postos de destaque no Estado ou nas corporações privadas.
>
> O processo de liberação feminina, entretanto, não deixou de produzir
> distorções interessantes. Algumas feministas se tornaram tão doentiamente
> fundamentalistas que chegaram a pregar abertamente a superioridade da
> fêmea. Uma versão feminina do machismo surgiu e ganhou força.
>
> “Em posições extremas encontram-se certas feministas radicais que
> argumentam que o mundo poderia ser muito melhor se houvessem poucos
> homens. Algumas feministas afastam-se das correntes principais do
> movimento, como Camille Paglia; se afirmam feministas mas acusam o
> feminismo de ser, por vezes, uma forma de preconceito contra o homem.”
> (http://pt.wikipedia.org/wiki/Feminismo ).
>
> Quando estava na Faculdade de Direito o feminismo estava na moda. Naquela
> época (década de 1980) qualquer crítica que fizéssemos ao “fundamentalismo
> de saia” era automaticamente considerado como uma expressão tardia do
> “machismo patriarcal reacionário”. Algumas mulheres reivindicavam
> igualdade, mas secretamente queriam mesmo era superioridade. E confesso
> que não aceito bem a superioridade de ninguém.
>
> A mesma distorção pode estar ocorrendo hoje em relação aos gays, lésbicas
> e afins. O homosexualismo foi duramente perseguido na Idade Média. Na
> Inglaterra vitoriana a legislação ainda considerava a sodomia um crime. O
> autor do livro “O Retrado de Dorian Gray” foi para a cadeia por causa do
> “amor que se envergonha de seu nome”
> (http://pt.wikipedia.org/wiki/Oscar_Wilde). Felizmente a humanidade
> conseguiu superar tais abusos.
>
> O movimento gay ganhou visibilidade no apogeu do feminismo. E as
> instituições já começaram a refletir as reivindicações dos homosexuais.
> Muito embora goste de mulher e não freqüente ambientes tipicamente gays
> (ninguém é obrigado a gostar de militares, gays ou de militantes de
> extrema direita), considero que o movimento goza de legitimidade. A CF/88
> prescreve que todos são iguais perante a Lei e que todos (homens, mulheres
> e gays) têm direito de se organizar, de se manifestar e de reivindicar a
> atenção do poder público.
>
> Mesmo assim, fui contra a aprovação da Lei da Homofobia. Considero que no
> Brasil já existem leis suficientes para proteger os direitos dos cidadãos,
> independente de sua opção sexual. Além disto, os brasileiros pobres têm
> sido vítimas de abusos quaisquer que sejam suas preferências na cama. Os
> preconceitos senhoriais não fazem distinção de natureza sexual. Como ia
> dizendo... fui contra a aprovação da tal lei. Mas agora que a mesma foi
> aprovada devemos nos resignar a respeitar seus preceitos.
>
> Todavia, a Lei da Homofobia não deve ser motivo para que seus defensores e
> beneficiários sigam o exemplo das feministas da década de 1980. Afinal, o
> fundamentalismo é irritante, mesmo quando parte dos gays e seus
> simpatizantes. Assim como eles têm direito de ser tratados com dignidade,
> os outros cidadãos não têm obrigação nenhuma de considerá-los especiais ou
> superiores. Só porque são gays não somos obrigados a fazer-lhes
> salamaleques ou conceder-lhes sinecuras.
>
> Na verdade acho que fundamentalismo gay pode ser tão cruel quando a
> intolerância israelense. Em razão da agressividade de alguns sionistas,
> chegamos a um ponto qualquer um que critique a brutalidade do militarismo
> de Israel é considerado automaticamente anti-semita. Tanto que o escritor
> Bob Black afirma em seu livro GROUXO-MARXISMO que o sionismo é o nazismo
> judeu (http://pt.wikipedia.org/wiki/Bob_Black)
>
> Sei do que estou falando. Já fui alvo da ira israelense
> (http://br.geocities.com/revistacriacao2001/justica_israel.htm). Apesar do
> aborrecimento de responder um processo criminal, não consigo deixar de rir
> ao pensar que aqueles que me consideram um perigoso inimigo utilizaram um
> míssil nuclear para destruir uma pulga. O pulga que vos fala agradece a
> atenção imerecida que lhe foi dada pela Universidade de Tel Aviv
> (http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2005/10/335160.shtml) .
>
> Há bem pouco tempo um texto meu foi banido do CMI porque ousei usar a
> expressão PURA VEADAGEM
> (http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2007/08/392161.shtml). Como
> reclamei bastante o texto foi reabilitado.
>
> No meu modesto universo simbólico, a expressão PURA VEADAGEM é um
> sucedâneo para vocábulos sexualmente neutros como “desnecessário”,
> “inoportuno” e “fútil”. Sou fã incondicional do Bibelô (personagem do
> Angeli) e me parece que também tenho o direito de me expressar da maneira
> que gosto. Mas não foi isto o que pensou quem proibiu meu texto.
>
> De proibição em proibição, sigo pulando de um assunto ao outro. Se
> quiserem proibir este texto, prometo que continuarei seguindo minha
> natureza. Como já disse um monge budista tibetano: a natureza do sal é ser
> salgado. A natureza da pulga é ser pululante.
>
>
>
> Fábio de Oliveira Ribeiro
>
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