[Cmi-brasil-editorial] [proposta] Transporte público paulistano: duplo ganho às empresas

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Domingo Fevereiro 17 06:32:04 PST 2008


Proposta de editorial seguida da versão em html.
Gus

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Transporte público paulistano: duplo ganho às empresas
TRANSPORTE PÚBLICO?

Desde o dia 9 desse mês, parte do transporte público paulistano (trem,
ônibus metropolitano e Metrô) opera sob o reajuste dos bilhetes, de R$2,30
para R$2,40 no bilhete unitário e de R$3,50 para R$3,65 para o bilhete
único, correspondendo assim a uma variação de 4,35% e 4,29%,
respectivamente. O reajuste foi autorizado pelo governador José Serra
(PSDB), o qual justificou-se dizendo que o aumento estava abaixo da
inflação e necessário para manter a estabilidade fiscal e auto-suficiência
do orçamento do transporte. O último aumento do transporte público na
cidade - em novembro de 2006 - foi recebido pela população com diversas
manifestações organizadas pela Frente de Luta Contra o Aumento (FLCA).

Organizações sociais como o Sindicato dos Metroviários de São Paulo e o
Movimento Passe Livre (MPL-SP) já se manifestaram publicamente contra esse
novo aumento. Segundo o sindicato, o reajuste demonstra que "o transporte
metroviário não recebe subsídio do governo" e que o governo fez do Metrô
"um negócio lucrativo, enquanto a população sofre com as constantes falhas
do sistema, ocasionado pelo sucateamento deste meio de transporte". E na
análise do MPL-SP, "o aumento do número de usuários nos trens e metrôs
[devido a integração do bilhete único] não foi acompanhado de uma
ampliação da frota, provocando superlotação crescente" e, dessa forma, "a
solução do Governo do Estado para a precarização e a superlotação é a
exclusão de usuários do sistema público de transportes",  através dos
aumentos tarifários.

Para pulverizar a insatisfação, o governo realizou o reajuste durante as
férias escolares e no carnaval e ainda permitiu que a recarga do bilhete
único, um dia antes do aumento, fosse contada como valor antigo e não o
atual, mesmo depois do aumento. Assim, o fenômeno da "corrida aos postos
recarga" resulta no crescimento de vendas (aumento de demanda) e,
consequentemente, no aumento de lucro - a curto prazo - para as empresas,
uma vez as pessoas são forçadas a comprarem mais, devido ao aumento. Duplo
ganho para as empresas do transporte: no curto prazo com o crescimento da
venda de bilhetes e, no longo, através do reajuste no valor da tarifa.

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HTML
Transporte público paulistano: duplo ganho às empresas
TRANSPORTE PÚBLICO?

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<img src="http://brasil.indymedia.org/images/2008/02/412142.jpg"
align="left" border="1" hspace="5">
<p>Desde o dia 9 desse mês, parte do transporte público paulistano (trem,
ônibus metropolitano e <a href="http://www.metro.sp.gov.br/"
target="_blank">Metrô</a>) opera sob o reajuste dos bilhetes, de R$2,30
para R$2,40 no bilhete unitário e de R$3,50 para R$3,65 para o bilhete
único, correspondendo assim a uma variação de 4,35% e 4,29%,
respectivamente. O reajuste foi autorizado pelo governador José Serra
(PSDB), o qual justificou-se dizendo que o aumento estava abaixo da
inflação e necessário para manter a estabilidade fiscal e auto-suficiência
do orçamento do transporte. O último aumento do transporte público na
cidade - em novembro de 2006 - foi recebido pela população com diversas
manifestações organizadas pela Frente de Luta Contra o Aumento (FLCA).</p>

<p>Organizações sociais como o <a
href="http://www.metroviarios-sp.org.br/" target="_blank">Sindicato dos
Metroviários de São Paulo</a> e o Movimento Passe Livre (MPL-SP) já se
manifestaram publicamente contra esse novo aumento. Segundo o sindicato, o
reajuste demonstra que "o transporte metroviário não recebe subsídio do
governo" e que o governo fez do Metrô "um negócio lucrativo, enquanto a
população sofre com as constantes falhas do sistema, ocasionado pelo
sucateamento deste meio de transporte". E na análise do MPL-SP, "o aumento
do número de usuários nos trens e metrôs [devido a integração do bilhete
único] não foi acompanhado de uma
ampliação da frota, provocando superlotação crescente" e, dessa forma, "a
solução do Governo do Estado para a precarização e a superlotação é a
exclusão de usuários do sistema público de transportes",  através dos
aumentos tarifários.</p>

<p>Para pulverizar a insatisfação, o governo realizou o reajuste durante
as férias escolares e no carnaval e ainda permitiu que a recarga do
bilhete único, um dia antes do aumento, fosse contada como valor antigo e
não o atual, mesmo depois do aumento. Assim, o fenômeno da "corrida aos
postos recarga" resulta no crescimento de vendas (aumento de demanda) e,
consequentemente, no aumento de lucro - a curto prazo - para as empresas,
uma vez as pessoas são forçadas a comprarem mais, devido ao aumento. Duplo
ganho para as empresas do transporte: no curto prazo com o crescimento da
venda de bilhetes e, no longo, através do reajuste no valor da tarifa.</p>

<p><strong>Leia mais::</strong> <a
href="http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2008/02/411825.shtml">Atenção
Senhores Passageiros, Estação Aumento, favor embarcar do lado direito do
Trem</a> | <a
href="http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2008/02/412141.shtml">[Brasil
de Fato] Preço da tarifa do transporte aumenta de novo em São Paulo</a> |
<a
href="http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2008/02/412140.shtml">Nota
Pública do MPL/SP</a> | <a
href="http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2008/02/411768.shtml">[MPL-SP]
Panfleto Contra o Aumento!</a> | <a
href="http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2008/02/412118.shtml">Sindicato
repudia aumento da tarifa do Metrô</a></p>

<p><strong>Sites::</strong> <a href="http://www.stm.sp.gov.br/rmsp.htm"
target="_blank">Secretaria dos Transportes Metropolitanos</a> | <a
href="http://www.metro.sp.gov.br/" target="_blank">Metrô SP</a></p>
</div>



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