[Cmi-brasil-editorial] okokok Editorial Greve dos professores
alface
eric_v em riseup.net
Terça Junho 17 10:45:41 PDT 2008
ok,
Alface
> por mim okok
>
> acho que pode ir até o
> " Mas será que é tudo culpa dos professores?"
>
> e daí ir pro leia mais
>
> Em Ter, Junho 17, 2008 12:59 pm, pina em riseup.net escreveu:
>>
>> agora faz mais sentido, por mim ok publicar o editoral dessa forma
>> usando
>> o dialogo conforme está abaixo.
>>
>> pina
>>
>>> Oi Foz,
>>>
>>> O texto do pdf
>>>
>>> Estamos em GREVE. E agora?
>>> (Uma conversa sobre o PORQUÊ, o PARA QUÊ e o COMO fazer GREVE)
>>> – Professor, sexta-feira eu passei pela Praça da República e
>>> vi como estava cheia. Você também estava lá?
>>> – Estava.
>>> – E o que vocês decidiram?
>>> – Decidimos que estamos em GREVE.
>>> – Nossa! Mas por que uma decisão tão radical?
>>> – Vamos começar pelo começo. Não sei se você já reparou,
>>> mas a escola pública não anda muito bem das pernas. O
>>> governo e os jornais dizem a torto e a direito que a culpa é
>>> dos professores. Incompetentes, faltosos, atrasados... estes
>>> entre outros adjetivos são usados para qualificar os
>>> professores e, por extensão, para culpá-los pelo péssimo
>>> desempenho dos alunos. Mas será que é tudo culpa dos
>>> professores?
>>> – Se os alunos não aprendem direito deve ser por que os
>>> professores não ensinam direito, né?
>>> – É exatamente nisso que querem que vocês acreditem. Mas
>>> pense bem: por que será que os professores não estão
>>> conseguindo ensinar direito? Você acha que é a mesma coisa
>>> dar aulas pra 35 e pra 50 alunos?
>>> – Obviamente não.
>>> – Pois os professores geralmente têm que lidar com salas
>>> super-lotadas, em que faltam até carteiras pra alguns alunos.
>>> Agora pense em mais outra coisa. Será a mesma coisa dar 20
>>> aulas ou 30 numa semana? Ou 50?
>>> – Novamente: não.
>>> – Pois os professores muitos deles têm uma jornada de
>>> trabalho super-carregada, em mais de uma escola, durante
>>> os três períodos, nos cinco dias da semana. Isso porque o
>>> salário anda lá em baixo. A gente começa a achar que é
>>> normal que um professor tenha uma jornada diária de
>>> trabalho de mais de 8 horas. E faça as contas: para quantos
>>> alunos um professor dá aula? Quantos trabalhos e provas ele
>>> tem para corrigir?
>>> – É de um batalhão de gente, né não?
>>> – Pois é! Agora imagine que este professor, por mais
>>> dedicado que seja, não pode acompanhar a aprendizagem
>>> de seus alunos, um por um. Com o tanto de coisas para
>>> corrigir, fica tudo meio apressado. A parte mais fácil de tudo
>>> é corrigir as provas; o difícil mesmo é conseguir corrigir os
>>> alunos, fazer com que eles não errem mais naquele ponto. E
>>> uns ficam sem aprender quase nada mesmo.
>>> – Azar desses alunos...
>>> – Não. Azar do professor! Porque essa coisa dos alunos não
>>> aprenderem é bem frustrante, sabe? E veja bem: não é por
>>> causa do aluno ser ruim, ou do professor ser ruim. Mas é
>>> porque as condições de trabalho que enfrentamos é que são
>>> ruins, muito ruins, para garantir uma educação de qualidade.
>>> – Ixi, não tinha pensado nisso...
>>> – Então! Junte essa frustração com a sobrecarga de trabalho.
>>> Não temos aumento há mais de 3 anos e temos que colocar
>>> a comida na mesa. Para isso trabalhamos mais do que
>>> agüentamos, nos desgastamos e adoecemos com freqüência.
>>> – Então é por isso que há tantas faltas de professores na
>>> escola pública?
>>> – Provavelmente é uma das razões, aliás bem razoável, não?
>>> Imagine também que essa vida de correria muitas vezes
>>> impede que possamos preparar nossas aulas como
>>> gostaríamos, estudar coisas novas sobre nossas matérias.
>>> Mas mesmo assim estamos na batalha. Agora pense no seu
>>> material.
>>> – Aquele jornal?
>>> – Isso. Assim como ele chegou do nada para você, ele chegou
>>> do nada para mim, na véspera. E recebi também uma
>>> “Revista do Professor” em que se pretendia ensinar a mim
>>> como ensinar com aquele jornal, aula a aula. Depois do
>>> jornal, veio um outro “Caderno do Professor”, com várias
>>> sugestões de seqüências de aulas que podemos dar.
>>> – E isso é ruim, professor?
>>> – Se fossem só sugestões, vá lá! Tem uma história no ar de
>>> que vocês alunos seriam avaliados por aquilo que está lá no
>>> tal Caderno. Aí, já não é sugestão, é imposição; se eu não
>>> seguir a cartilha, vocês dançam.
>>> – Entendi... puts!
>>> – E tem outro lado isso aí. Eu já dou aula há algum tempo,
>>> sobre assuntos até semelhantes àqueles do jornal ou do
>>> Caderno... teria simplesmente que deixar de lado a minha
>>> experiência para seguir uma cartilha que é completamente
>>> estranha àquilo que aprendi durante esses anos todos? E
>>> tudo aquilo em que acredito, o que sei fazer, pela minha
>>> experiência, os caminhos que escolho para as aulas, as
>>> questões que privilegio, como eu concebo a educação e o
>>> ensino – tudo isto fica de lado? É o que a Secretaria da
>>> Educação nos mandou fazer. Ela desprezou nossa
>>> experiência, retirou uma conquista nossa: “a liberdade de
>>> cátedra”. É uma situação humilhante, você não acha?
>>> – Eu ficaria bem bravo se fizessem isso comigo.
>>> – E tudo isto tem sido apresentado como a revolução do
>>> ensino público paulista. Isso não parece uma grande farsa,
>>> quando as condições de trabalho permanecem inalteradas?
>>> – Para dizer o mínimo.
>>> – Se parássemos por aqui a situação já se mostraria
>>> revoltante, você não concorda? Mas isso não é tudo. Além
>>> de difamar os professores na imprensa, sucatear as escolas,
>>> super-explorar nosso trabalho e destruir nossa identidade
>>> profissional, o governo agora quer retirar nossos direitos,
>>> nossas conquistas históricas através de decretos que
>>> restringem nosso direito de faltar quando ficamos doentes e
>>> de nos removermos de unidade escolar quando precisamos
>>> mudar de bairro, cidade ou região.
>>> – Como assim, professor?
>>> – É que, ao invés de melhorar as condições de trabalho que
>>> adoecem os professores e os fazem faltar – o que é um
>>> problemão –, o governo decreta que podemos apenas faltar
>>> 6 vezes por ano por conta de doença.
>>> – Ah, então quer dizer que se o professor ficar doente em
>>> mais de 6 dias por ano ele ganhará ainda menos?
>>> – Isso mesmo.
>>> – Se o cara estiver na pindaíba ele que venha dar aulas
>>> doente?
>>> – Parece ser este o recado.
>>> – E o outro decreto, o da tal remoção?
>>> – Se fulano tirar qualquer tipo de licença ou tiver mais de 10
>>> faltas, ele não pode pedir transferência para dar aula em
>>> outra escola. Se ele estiver entrando agora na carreira, só
>>> poderá se remover daqui a três anos, mesmo se na escola
>>> em que foi designado não tenha aulas o suficiente para ele
>>> completar sua jornada. Fica condenado a dar aulas em mais
>>> de uma escola, mesmo sendo efetivo.
>>> – O sujeito tá lascado então, né?
>>> – Calma, porque não é só isso. Pelo decreto, fica também
>>> definido que os concursos para ingresso na carreira serão por
>>> diretoria de ensino, e não mais para o Estado todo. Pode
>>> acontecer de um candidato obter uma pontuação em que,
>>> em uma região estaria classificado, e na outra não. Afora o
>>> receio de que o processo e sua impessoalidade fiquem
>>> comprometidas. Pior ainda é a situação dos professores que
>>> não são efetivos, os “OFAs”. Muitos deles que já dão aula no
>>> Estado há muito tempo. Agora, como se a experiência deles
>>> não valesse muita coisa, terão que prestar uma prova, uma
>>> seleção.
>>> – Uma avaliação, né?
>>> – É. Mas veja só, que coisa! Os OFAs já não têm garantias de
>>> que haja aulas para eles no ano seguinte. São temporários,
>>> com relações precárias de emprego. Então, se o sujeito não
>>> passa na prova, ou perde a prova por causa de qualquer
>>> motivo, ele não poderá assumir aula nenhuma enquanto
>>> valer o processo de seleção – um ano, dois? Ninguém sabe.
>>> Então, ele de repente pode ficar sem emprego. E, de novo:
>>> não é fazendo avaliação e mais avaliação que a educação vai
>>> mudar, se não se mexer nas condições de trabalho.
>>> – Faz sentido...
>>> – É uma medida que não tem impacto na educação, mas sim
>>> na precarização da vida dos professores. O Estado não quer
>>> assumir os vínculos e suas responsabilidades com estes
>>> professores. São descartáveis e muitos serão descartados.
>>> – Nossa professor! Como dizia meu avô: “A situação tá
>>> cínica, os pior vai pras clínica”.
>>> – Pois é. Antes de ir pras clínica resolvemos fazer uma
>>> GREVE pra tentar reverter esta situação.
>>> –Agora me diga o seguinte: e amanhã, vai ter aula?
>>> – Em primeiro lugar, greve não significa ficar parado. É um
>>> tipo curioso de paralisação, pois no fundo é uma grande
>>> movimentação. Quando se está paralisado, em estado de
>>> greve, é que se tem noção de como o cotidiano é que estava
>>> em estado de paralisia. Portanto, ao invés de falarmos de
>>> paralisação, deveríamos falar de suspensão das atividades
>>> cotidianas, uma maneira de colocar em discussão aquilo
>>> sobre o que quase não temos condições nem tempo de
>>> discutir.
>>> –Poxa! Legal isso! Mas discutir o que, hein?
>>> – Temos bastante coisa pra discutir, não? Entre nós
>>> professores, sabemos que o problema não está só no
>>> decreto, mas tem a ver também com nosso Plano de
>>> Carreira, com definição de uma jornada de trabalho que
>>> possa garantir de fato a permanência do professor em uma
>>> só escola, apontando para uma política de reajuste salarial.
>>> Mas temos também muito a discutir com os alunos. Por isso,
>>> pelo menos durante essa semana, poderíamos fazer algumas
>>> atividades de greve: reuniões, debates, conversas entre os
>>> professores, alunos e pais de alunos. Discutir o que todos
>>> queremos, que é uma educação de qualidade para todos.
>>> –É isso aí!
>>> – Ah... e sexta-feira, 20 de junho, às
>>> 14:00hs, temos nova Assembléia lá
>>> no vão do MASP. Vê se aparece. A
>>> gente continua o papo por lá também
>>> e tenta dar um jeito nessa situação.
>>> – Até lá então!
>>>
>>>
>>>
>>>> sugestao de editorial do prof. fernando(texto dele), a sugestão é para
>>>> ser
>>>> assim mesmo:
>>>>
>>>> Títlo: Estamos em GREVE. E agora?
>>>>
>>>> – Professor, sexta-feira eu passei pela Praça da República e – Azar
>>>> desses alunos...
>>>> vi como estava cheia. Você também estava lá?
>>>>
>>>> – Estava.
>>>>
>>>> – E o que vocês decidiram?
>>>>
>>>> – Decidimos que estamos em GREVE.
>>>>
>>>> – Nossa! Mas por que uma decisão tão radical?
>>>>
>>>> SAIBA MAIS:
>>>>
>>>> (Uma conversa sobre o PORQUÊ, o PARA QUÊ e o COMO fazer GREVE)
>>>> http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2008/06/422425.shtml
>>>>
>>>>
>>>> (também poderimos disponibilizar ele em texto, mas nao consigo extrair
>>>> direito desse pdf, se alguem souber por favor fique a vontade)
>>>>
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>>>> Lista CMI-Brasil-editorial
>>>> CMI-Brasil-editorial em lists.indymedia.org
>>>> http://lists.indymedia.org/mailman/listinfo/cmi-brasil-editorial
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