[Cmi-brasil-editorial] [Fwd: [Cmi-rio] Proposta de Editorial]

josecarlos em riseup.net josecarlos em riseup.net
Sábado Junho 21 10:39:12 PDT 2008


--------------------------- Mensagem Original ----------------------------
Assunto: [Cmi-rio] Proposta de Editorial
De:      "marilia" <mancha em riseup.net>
Data:    Sab, Junho 21, 2008 06:13
Para:    cmi-rio em lists.indymedia.org
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as manchetes de todos os jornais é "exército permanece", mas apesar de
continuarem nas obras, a galera lá considera que o exército está saindo.
proponho este tom.

bamzin, eu ia tentei publicar na coluna da direita, mas não tá abrindo.
tem algum problema na administração? já tem outra proposta na editorial?
se não, pode encaminhar esta pra lá, por favor?

beijos!
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Tropas que ocupam toda a Providência devem deixar o Morro. Exército
permanece apenas no canteiro de obras

Familiares dos jovens mortos no último sábado e moradoras/es da
Providência tiveram grande vitória na tarde desta sexta-feira (20). Com
apoio de advogados e movimentos de direitos humanos, conseguiram a
suspensão da decisão da Advocacia Geral da União, que previa a saída
imediata de todo o exército e a entrada da Força Nacional de Segurança no
morro. Segundo determinação do desembargador Castro Aguiar, presidente da
2a região do Tribunal Regional Ferderal, a presença dos militares deve se
restringir às imediações da obras, na Rua Barão de Gamboa. Até a próxima
quinta-feira, o restante das tropas deve deixar o morro, sem ser
substituída por nenhuma outra.

Ao contingente que permanece na Providência, ficou vetado o exercício de
qualquer função típica de segurança pública, como patrulhamento e
abordagem de transeuntes. Apesar de militares continuarem no morro para a
vigilância do canteiro de obras, que se localizam em uma área específica e
concentrada, a decisão impede que soldados permaneçam espalhados por toda
a comunidade e garante a continuidade das obras. Apesar do projeto Cimento
Social não contemplar o que grande parte da comunidade entende como mais
necessário e ser entendido como ação eleitoreira, o fim das obras
significa o desemprego de muitos trabalhadores. O desejo deles era a
continuidade dos trabalhos sem nenhum soldado na comunidade, considerados
desnecessários mesmo para vigilância, mas a administração das obras é
encargo do exército, situação difícil de ser revertida.

Na volta do tribunal, onde a decisão foi tomada, familiares e amigas/os de
David, Wellinton e Marcos Paulo comemoraram a decisão e agora continuam a
luta pela punição dos culpados pelas mortes dos jovens. Os três foram
entregues por soldados do exército para traficantes do Morro da Mineira,
que os mataram. Onze oficiais foram presos, quatro devem responder pelo
crime, mas nenhuma investigação sobre os traficantes foi iniciada.

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