[Cmi-brasil-editorial] OK [Fwd: [Cmi-rio] Proposta de Editorial]

alface eric_v em riseup.net
Sábado Junho 21 10:56:37 PDT 2008


OK

Alface

> --------------------------- Mensagem Original ----------------------------
> Assunto: [Cmi-rio] Proposta de Editorial
> De:      "marilia" <mancha em riseup.net>
> Data:    Sab, Junho 21, 2008 06:13
> Para:    cmi-rio em lists.indymedia.org
> --------------------------------------------------------------------------
>
> as manchetes de todos os jornais é "exército permanece", mas apesar de
> continuarem nas obras, a galera lá considera que o exército está saindo.
> proponho este tom.
>
> bamzin, eu ia tentei publicar na coluna da direita, mas não tá abrindo.
> tem algum problema na administração? já tem outra proposta na editorial?
> se não, pode encaminhar esta pra lá, por favor?
>
> beijos!
> ---------
>
> Tropas que ocupam toda a Providência devem deixar o Morro. Exército
> permanece apenas no canteiro de obras
>
> Familiares dos jovens mortos no último sábado e moradoras/es da
> Providência tiveram grande vitória na tarde desta sexta-feira (20). Com
> apoio de advogados e movimentos de direitos humanos, conseguiram a
> suspensão da decisão da Advocacia Geral da União, que previa a saída
> imediata de todo o exército e a entrada da Força Nacional de Segurança no
> morro. Segundo determinação do desembargador Castro Aguiar, presidente da
> 2a região do Tribunal Regional Ferderal, a presença dos militares deve se
> restringir às imediações da obras, na Rua Barão de Gamboa. Até a próxima
> quinta-feira, o restante das tropas deve deixar o morro, sem ser
> substituída por nenhuma outra.
>
> Ao contingente que permanece na Providência, ficou vetado o exercício de
> qualquer função típica de segurança pública, como patrulhamento e
> abordagem de transeuntes. Apesar de militares continuarem no morro para a
> vigilância do canteiro de obras, que se localizam em uma área específica e
> concentrada, a decisão impede que soldados permaneçam espalhados por toda
> a comunidade e garante a continuidade das obras. Apesar do projeto Cimento
> Social não contemplar o que grande parte da comunidade entende como mais
> necessário e ser entendido como ação eleitoreira, o fim das obras
> significa o desemprego de muitos trabalhadores. O desejo deles era a
> continuidade dos trabalhos sem nenhum soldado na comunidade, considerados
> desnecessários mesmo para vigilância, mas a administração das obras é
> encargo do exército, situação difícil de ser revertida.
>
> Na volta do tribunal, onde a decisão foi tomada, familiares e amigas/os de
> David, Wellinton e Marcos Paulo comemoraram a decisão e agora continuam a
> luta pela punição dos culpados pelas mortes dos jovens. Os três foram
> entregues por soldados do exército para traficantes do Morro da Mineira,
> que os mataram. Onze oficiais foram presos, quatro devem responder pelo
> crime, mas nenhuma investigação sobre os traficantes foi iniciada.
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