[Cmi-brasil-editorial] sugestão de editorial - Colômbia

fernao fernao em riseup.net
Terça Março 4 15:39:03 PST 2008


Opas

O texto abaixo é uma tradução do editorial que está veiculado no
http://colombia.indymedia.org.

Talvez seja interessante alterar o título, não sei, e explicitar que
trata-se de uma tradução de um texto feito pelo coletivo indymedia Colombia.

abraços,

Fernão

Solidariedade com o povo e o governo do Equador - Uribe NÃO é Colombia
Por indymedia colombia 04/03/2008 às 21:19

indymedia colombia

O Governo de Uribe pretendeu humilhar o povo do Equador com a invasão de
seu território e o saque de cadáveres de pessoas mortas em seu
território. Agora submete o governo equatoriano à calúnia e à montagem
policial. O que faz o governo de Uribe é criminoso, não porque cumpra
sua obrigação de combater a guerrilha nem pelo fato de sí de
enfrentar-se e matar a seus adversários na guerra, o que a princípio nos
fazia crer que era um combate iniciado em território colombiano, nem
pelo desespero devido às revelações do ex-senador e sequestrado Luis
Eladio Pérez, que deixaram claro o fracasso da "segurança democrática"
em Caquetá, Meta, Guaviare e Vaupés, o governo de Uribe além de cometer
violações flagrantes ao direito internacional e ao território de um povo
irmão, com a presunção de Israel sul-americano a serviço do império,
aproveitou a negociação de um acordo humanitário para atacar o
negociador e simular êxitos militares, conseguindo com isso abortar a
possibilidade de acordo para libertar os sequestrados e aos policiais e
militares retidos mediante uma troca por guerrilheiros presos. Uribe
quer além disso cubrir-se de glória falsa, pois em território colombiano
a guerrilha segue igual ainda que Reyes tenha sido morto.

É ridículo afirmar que Raúl Reyes estava no Equador - próximo à
fronteira - fugindo ou escondido, pois é sabido que ele estava em
Putumayo há meses em para reunir-se com os delegados diplomáticos
franceses e com Piedad Córdoba. De fato, durante encontros anteriores
com os franceces, em agosto de 2005, o bombardearam em território
colombiano (quando Sabas Pretelt disse que estavam respirando em sua
nuca) e um mês depois a chancelaria acusou a França e "intervir" na
Colombia. Em agosto de 2007, foi bombardeado o acampamento onde Reyes
acabava de se reunir com Piedad Córdoba; Reyes esteve a ponto de morrer,
e se estivesse morto desde então, seria interrompido o processo que
culminou com a libertação de Clara Rojas, Consuelo González, Jorge
Eduardo Gechem, Gloria Polanco, Luis Eladio Pérez e Orlando Beltrán.

Os uribistas querem agora proclamar um triunfo e abortar o acordo
humanitário, às custas da soberania de um país vizinho, menor mas com
grande dignidade, dizendo a Uribe que basta de enganar, mentir e violar.
Se achando o Israel da América do Sul a serviço do império, os aviões e
tropas colombianas não somente operaram em céu e território equatoriano,
como também levaram corpos que estavam no Equador sem esperar que fossem
resgatados pelas autoridades equatorianas, desbaratando evidências para
as investigações de praxe. Quando Equador respondeu com dignidade
serena, o uribismo, para justificar-se na última hora, tratou de sujar o
governo equatoriano com mentiras deslavadas. O presidente Correa disse
que seu país irá até as últimas consequências para enfrentar esse
ultraje que continua. Nossa solidariedade total com o povo e o governo
do Equador agredidos pela violação de seu território e partidários
incondicionais da paz.

http://colombia.indymedia.org/
http://ecuador.indymedia.org/


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