[Cmi-brasil-editorial] Mulheres da Via Campesina ocupam sede da Codevasf em Pernambuco

toya em riseup.net toya em riseup.net
Quinta Março 6 12:24:24 PST 2008


o cmi aceita sim a sugestao de pauta, o problema eh que nao tem ninguem
para escrever o editorial...
nao sei porque esse email nao eh enviado para a lista editorial
diretamente. e tambem gostaria de pedir, que se alguem tem tempo para
escrever a proposta que o faca e envie para a lista.
acho que existe uma grande diferenca em nao aceitar uma pauta e nao ter
tempo para poder escrever o editorial sobre ela
abracos
toya

ps: encaminhando esse email para a lista editorial
> é uma pena mesmo o cmi não ter aceitado a sugestão de pauta, pq as
> mulheres estão em ação!
>
> GENTE é 8 de março aí, e as mulheres da VIA estão em todas as partes do
> brasil reunidas nesta semana, tem ações rolando e nada no editorial? puxa
> vida...
>
> lástima..
>
> Elaine
>
>
> --
> PAUTA
> Mulheres da Via Campesina ocupam sede da Codevasf em Pernambuco
> .
> Cerca de 500 mulheres da Via Campesina, do Movimento dos Trabalhadores
> Rurais Sem Terra (MST), da Comissão Pastoral da Terra (CPT) e do Movimento
> dos Pequenos Agricultores (MPA) ocuparam na manhã desta quinta-feira
> (06/03) a sede da Codevasf (Companhia de Desenvolvimento do Vale do São
> Francisco), em Petrolina, sertão de Pernambuco, em protesto contra o
> modelo de desenvolvimento implantado na região.
>
> Os projetos da companhia beneficiam empreendimentos de irrigação para
> empresas do agronegócio, como o projeto de
> transposição do Rio São Francisco, o Pontal Sul, em Petrolina, e o Projeto
> Salitre, na cidade vizinha de Juazeiro, na Bahia.
>
> Atualmente, o MST tem cerca de 2.000 famílias acampadas nos projetos
> Pontal Sul e Salitre, produzindo e vivendo nas terras que a Codevasf
> pretende passar para empresas transnacionais. Por exemplo, o acordo
> assinado com uma empresa japonesa para a produção de cana-de-açúcar para
> agrocombustível em áreas irrigadas de Minas Gerais, Bahia, Pernambuco e
> Piauí.
>
> Uma região, como o Sertão do São Francisco, que é hoje marcada pela
> agricultura familiar e pela produção de alimentos para o mercado interno,
> está sendo transformada em uma grande fazenda privada, com produção
> voltada para os Estados Unidos e para a Europa. Na Zona da Mata, onde
> mandam os usineiros e os trabalhadores são escravos.
>
> "Tais projetos revelam um modelo de desenvolvimento que mantém a lógica
> colonialista de colocar nossas terras a serviço dos interesses do mercado
> internacional. Depois de altíssimo investimento público em infra-estrutura
> de irrigação (no caso do Pontal Sul já foram investidos cerca de 250
> milhões de reais), essa estrutura é privatizada através de acordos de
> Parceria
> Publica Privada (PPP)", afirma em nota a Via Campesina de Pernambuco.
>
> Prejuízos para agricultores
>
> Para a coalizão de movimentos camponeses, as terras, a água e toda a
> infra-estrutura são passadas para as mãos de grandes empresas do
> agronegócio, que produzem para o mercado externo. Existe até acordos para
> a produção de cana de açúcar em larga escala na região desses projetos de
> irrigação.
>
> Os pequenos agricultores e agricultoras que vivem no entorno desses
> projetos servirão de reservatório de trabalhadores assalariados a serviço
> das empresas de agronegócio. A tendência é que pequenos agricultores se
> tornem futuros sem-terra, bóia-frias, desempregados ou até mesmo,
> cortadores de cana, vivendo sob as condições desumanas como conhece o povo
> da Zona da Mata de Pernambuco.
>
> Além disso, ao contrário do que prega a propaganda oficial, esses projetos
> não só não levarão água para a população do Sertão, como afetarão
> negativamente o abastecimento de água ao público da região. A agricultura
> irrigada intensiva afeta diretamente o abastecimento de água à população
> porque diminui a quantidade de água disponível.
>
> As mulheres da Via Campesina estão em luta por soberania alimentar, por um
> projeto que priorize a produção de alimentos para o mercado interno e que
> não destrua o meio ambiente. A entidade defende também que as terras e a
> água do São Francisco devem ser do povo.
> .
> Informações à imprensa
> Cássia Bechara (MST) - tel: 81 - 9647 4331 / 81 - 8795 4986
> Bia (MST) - tel. 87 - 9638 7504
> .
> --------------------------
> NOTA
> Agricultoras feridas no RS denunciam violência ao ministro Tarso Genro
> ..
> Trabalhadoras rurais da Via Campesina mantêm mobilizações no estado,
> com atos contra a violência e o deserto verde
> .
> Na manhã desta quinta-feira (06/03), trabalhadoras da Via Campesina
> entregam denúncia ao Ministro da Justiça, Tarso Genro, sobre a violência
> da Brigada Militar do Rio Grande do Sul, durante o despejo de 900
> trabalhadoras rurais da Fazenda Tarumã, em Rosário do Sul, de área ilegal
> da empresa Stora Enso, na terça-feira (04/03). A audiência acontece a
> partir das 9h30, no Ministério da Justiça, em Brasília.
>
> Durante a ação policial, cerca de 50 camponesas foram feridas por balas de
> borrachas e estilhaços de bombas, além de sofrerem agressões físicas pela
> Brigada Militar, sob ordens da Governadora Yeda Crusius e dos comandante
> Lauro Binsfeld e coronel Paulo Mendes. Junto com o documento, as
> trabalhadoras rurais entregarão um CD com fotos das mulheres feridas.
>
> Às 15h, as mulheres da Via Campesina entregam denúncia ao Secretário
> Especial de Direitos Humanos, Paulo Vanucchi, com a presença de uma
> manifestante com escoriações que saiu do Rio Grande do Sul e foi para
> Brasília para dar o seu depoimento sobre a violência da Brigada Militar.
> ..
> Mobilizações seguem
> ..
> Em Santana do Livramento, as 900 trabalhadoras rurais deixaram o ginásio
> municipal, às 9h, e seguem em caminhada à Praça Binacional, na fronteira
> com Rivera, onde realizarão um ato político contra a Stora Enso, que
> descumpre a legislação brasileira e usa empresas laranja para comprar
> terras a menos de 150 km da fronteira, como determina a Constituição
> Federal.
>
> Em Encruzilhada do Sul, a Fazenda Bota, da Aracruz Celulose, é o destino
> das 600 camponesas que estão acampadas desde terça-feira no município. As
> agricultoras denunciam os prejuízos ambientais do plantio de pinus e
> eucaliptos e a violação de direitos trabalhistas dos trabalhadores que
> atuam no corte da madeira.
>
> Cerca de 250 mulheres da Via Campesina realizam caminhada em direção à
> Superintendência Regional da Polícia Federal (Av. Ipiranga, 1365), em
> Porto Alegre (RS). As mulheres cobram informações sobre a investigação da
> compra ilegal de terra na Faixa de Fronteira pela empresa de celulose
> Stora Enso.
> ..
> Histórico
> ..
> Cerca de 900 mulheres da Via Campesina ocuparam, na manhã de terça-feira a
> fazenda Tarumã, de 2.100 hectares, no município de Rosário do Sul (a 400
> km de Porto Alegre). Elas plantaram árvores nativas no lugar dos
> eucaliptos na área que pertence à empresa sueco finlandesa Stora Enso,
> acusada pelas trabalhadoras rurais de agir ilegalmente ao comprar terras
> em área de fronteira.
>
> A transnacional estrangeira, pela legislação brasileira (lei nº 6.634  de
> 1979; e o artigo 20, parágrafo 2 da Constituição Federal), não pode
> adquirir terras em uma faixa de 150 km da fronteira do Brasil com outros
> países. No entanto, a empresa vem comprando dezenas de áreas no Rio Grande
> do Sul, próximo da fronteira com Uruguai onde a empresa também tem
> plantios. A meta é formar uma base florestal de mais de 100 mil hectares e
> implantar fábricas na região.
> ..
> Informações à imprensa:
> Em Brasília
> Maria Mello - (61) 8464 6176
> Mayrá - (61) 9966 4842
> ..
> No Rio Grande do Sul
> Encruzilhada do Sul – 54 99280490/ 54 99840624
> Porto Alegre – 54 91639205
> Santana do Livramento – 51 96356297
>
> ---------------------------------
>
> Nota de solidariedade da Marcha Mundial das Mulheres
> às mulheres da Via Campesina
>
>
>
>  Às vésperas do Dia Internacional da Mulher, um dia de luta para mulheres
> de todo o mundo, as companheiras da Via Campesina cumprem o importante
> papel de denunciar a toda a sociedade gaúcha e brasileira os desmandos
> que o latifúndio e as transnacionais promovem no campo, numa ação que
> destaca o protagonismo das mulheres na luta por igualdade, autonomia e
> soberania popular.
>
>
>
> Ao ocupar área ilegal de uma poderosa transnacional (Stora Enso), a ação
> das mulheres da Via Campesina questiona o sistema capitalista, que
> concentra terra e riquezas e aprofunda a miséria no campo e na cidade. A
> ação denuncia a ordem capitalista e machista que não reconhece e não
> valoriza o trabalho das mulheres no campo, relegando-as a um lugar de
> subordinação.
>
>
>
> Repudiamos a ação da brigada militar gaúcha sob ordens do governo do
> estado do Rio Grande do Sul, comandado por Yeda Crusius, que agiu
> violentamente a serviço da ilegalidade operada pela transnacional. E
> exigimos a libertação da companheira Irma Ostroski, detida covardemente ao
> realizar exames de corpo de delito, após ser agredida na ação violenta da
> polícia.
>
>
>
> Apoiamos as companheiras da Via Campesina: pela anulação da compra ilegal
> de terras pela Stora Enso na faixa de fronteira e sua expropriação para
> fins de reforma agrária; e pela retirada do projeto, da Câmara e do
> Senado, que propõe a redução da faixa de fronteira.
>
>
>
> Dizer não à ação das transnacionais e ao agronegócio, é uma tarefa
> inadiável de todas e todos que lutam por um mundo de igualdade.
>
>
>
> TOTAL SOLIDARIEDADE A LUTA DAS MULHERES DA VIA CAMPESINA!
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>
> Marcha Mundial das Mulheres
>
> 05/03/2008
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