[Cmi-brasil-editorial] Proposta okOK URGENTE: sugestão de editorial

alface eric_v em riseup.net
Quarta Março 5 18:56:49 PST 2008


Mais um:

http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2008/03/413537.shtml

> Mais um link
>
> http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2008/03/413527.shtml
>
> Pessoal, temos que subir logo!
>
> E como no caso de Colombia, ficar atualizando
>
> Alface
>
>> OK!
>> --
>> Flecha / CMI-SP / ((i))
>> www.midiaindependente.org
>>
>>
>> Citando alface <eric_v em riseup.net>:
>>
>>> Mais sobre o caso no Brasil de fato;
>>>
>>> http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia/nacional/mulheres-da-via-campesina-ocupam-area-ilegal-da-transnacional-stora-enso
>>>
>>>> Para mim, a reportagem sugerida (tirada da sugestão em baixo) está
>>>> ótima.
>>>> Nem precisa mexer.
>>>>
>>>> OK, Alface
>>>>
>>>> Mulheres da Via Campesina ocupam área ilegal da Stora Enso no RS
>>>> .
>>>> Cerca de 900 mulheres da Via Campesina ocuparam a fazenda Tarumã, de
>>>> 2.100
>>>> hectares, no município de Rosário do Sul, a aproximadamente 400 km de
>>>> Porto Alegre, na manhã desta terça-feira (04/03), quando iniciaram o
>>>> corte
>>>> de eucaliptos e o plantio de árvores nativas em área que pertence à
>>>> empresa sueco finlandesa Stora Enso.
>>>>
>>>> A transnacional estrangeira, pela legislação brasileira (lei nº 6.634
>>>> de
>>>> 1979; e o artigo 20, parágrafo 2 da Constituição Federal), não pode
>>>> adquirir terras em uma faixa de 150 km da fronteira do Brasil com
>>>> outros
>>>> países. No entanto, a transnacional vem comprando dezenas de áreas no
>>>> Rio
>>>> Grande do Sul, próximo da fronteira com Uruguai onde a empresa também
>>>> tem
>>>> plantios. A meta é formar uma base florestal de mais de 100 mil
>>>> hectares e
>>>> implantar fábricas na região.
>>>>
>>>> Em nota distribuída à imprensa as mulheres declaram o seguinte: “Nossa
>>>> ação é legítima. A Stora Enso é que é ilegal. Plantar esse deserto
>>>> verde
>>>> na faixa de fronteira é um crime contra a lei de nosso país, contra o
>>>> bioma pampa e contra a soberania alimentar de nosso estado que está
>>>> cada
>>>> vez mais sem terra para produzir alimentos. Estamos arrancando o que
>>>> ruim
>>>> e plantando o que é bom para o meio ambiente e para o povo gaúcho”.
>>>>
>>>> [Leia matéria inteira]
>>>>
>>>> Multinacional age ilegalmente
>>>>
>>>> A Stora Enso adquiriu as terras em nome da empresa Derflin, que é o
>>>> braço
>>>> da multinacional para produzir matérias-primas. Como a Derflin também
>>>> é
>>>> estrangeira não conseguiu legalizar as áreas. Por isso, a Stora Enso
>>>> criou
>>>> uma empresa laranja: a agropecuária Azenglever, de propriedade de dois
>>>> brasileiros: João Fernando Borges e Otávio Pontes (diretor florestal e
>>>> vice-presidente da Stora Enso para a América Latina, respectivamente).
>>>> Eles são atualmente os maiores latifundiários do RS.
>>>>
>>>> Cerca de 50 fazendas, totalizando mais de 45 mil hectares, já estão
>>>> registradas em nome da Agropecuária Azenglever. Entre essas áreas,
>>>> está
>>>> a
>>>> Tarumã, ocupada pelas mulheres camponesas. Há um inquérito na Polícia
>>>> Federal responsável para investigar o crime, mas a empresa continua
>>>> agindo
>>>> livremente.
>>>>
>>>> A seguir, leia a pauta de reivindicações das mulheres no manifesto das
>>>> mulheres da Via Campesina.
>>>> .
>>>> Manifesto das Mulheres da Via Campesina
>>>> .
>>>> Nós mulheres da Via Campesina do Rio Grande do Sul estamos mais uma
>>>> vez
>>>> mobilizadas, nesta semana do 8 de março, para intensificar nossa luta
>>>> contra o agronegócio e em defesa da soberania alimentar da população
>>>> brasileira.
>>>>
>>>> A soberania alimentar é o direito dos povos de produzir sua comida
>>>> respeitando a biodiversidade e os hábitos culturais de cada região.
>>>> Hoje
>>>> em nosso país as riquezas naturais estão sob domínio das empresas
>>>> multinacionais do agronegócio e a população tem cada vez menos acesso
>>>> à
>>>> terra, à água e aos alimentos.
>>>>
>>>> Nós mulheres somos as primeiras a serem expulsas das atividades
>>>> agrícolas
>>>> nas áreas onde avança o agronegócio. Nosso trabalho é importante em
>>>> uma
>>>> agricultura camponesa porque sabemos produzir alimentos. Mas as
>>>> empresas
>>>> do agronegócio não estão preocupadas em produzir comida, só em
>>>> produzir
>>>> lucro transformando o campo em desertos verdes (de eucalipto, de soja,
>>>> de
>>>> cana). Um dos desertos que mais cresce em nosso Estado é o de
>>>> eucalipto
>>>> para celulose.
>>>>
>>>> As empresas de celulose estão fechando fábricas nos Estados Unidos e
>>>> na
>>>> Europa e vindo para a América Latina. Aqui encontram muita terra,
>>>> água,
>>>> clima favorável e governos dispostos a atender seus interesses. Mais
>>>> de
>>>> 90% da produção de celulose do Brasil é para exportação. Assim,
>>>> reduzimos
>>>> a produção de comida, destruímos a biodiversidade, aumentamos a
>>>> pobreza
>>>> e
>>>> a desigualdade para atender a demanda de lucro das empresas e um
>>>> estilo
>>>> de
>>>> vida consumista nos países ricos. Esse é o papel horroroso que o
>>>> Brasil
>>>> cumpre hoje no mundo.
>>>>
>>>> Uma das empresas responsáveis pelo avanço do deserto verde no Rio
>>>> Grande
>>>> do Sul é a Stora Enso, multinacional sueco-finlandesa. Pela lei
>>>> brasileira
>>>> estrangeiros não podem ter terra em uma faixa de 150 km da fronteira
>>>> do
>>>> Brasil com outros países. Acontece que a Stora Enso já tem milhares de
>>>> hectares plantados no Uruguai e é exatamente próximo da fronteira
>>>> gaúcha
>>>> com este país que essa gigante do ramo de papel e celulose quer formar
>>>> uma
>>>> base florestal de mais de 100 mil hectares.
>>>>
>>>> Inicialmente a Stora Enso tentou comprar as terras em nome da empresa
>>>> Derflin, o braço da multinacional para produção de matéria prima, que
>>>> por
>>>> ser estrangeira não conseguiu legalizar as áreas.
>>>>
>>>> Para viabilizar sua implantação a multinacional criou uma empresa
>>>> laranja
>>>> que está comprando as terras em seu nome: a agropecuária Azenglever
>>>> Ltda,
>>>> cujos donos são dois importantes funcionários da Stora Enso. Eles se
>>>> tornaram os maiores latifundiários do estado, sendo “proprietários” de
>>>> mais de 45 mil hectares. Essa operação ilegal é de conhecimento dos
>>>> Ministérios Públicos Estadual e Federal, do Incra, da Polícia Federal,
>>>> mas
>>>> nada de concreto foi feito para impedir o avanço do deserto verde.
>>>> Decidimos então romper o silêncio que paira sobre esse crime.
>>>>
>>>> Nossa ação é legítima. A Stora Enso é que é ilegal. Plantar esse
>>>> deserto
>>>> verde na faixa de fronteira é um crime contra a lei de nosso país,
>>>> contra
>>>> o bioma pampa e contra a soberania alimentar de nosso estado que está
>>>> cada
>>>> vez mais sem terras para produzir alimentos. Estamos arrancando o que
>>>> é
>>>> ruim e plantando o que é bom para o meio ambiente e para o povo
>>>> gaúcho.
>>>>
>>>> Alguns parlamentares gaúchos ao invés de combaterem a invasão dos
>>>> estrangeiros estão propondo reduzir a Faixa de Fronteira para
>>>> legalizar
>>>> o
>>>> crime. Usam o argumento de que a faixa de 150 km impede o
>>>> desenvolvimento
>>>> econômico dos municípios. Mas isso é uma grande mentira. Todos sabem
>>>> que a
>>>> Metade Sul não se desenvolve por causa do latifúndio e das
>>>> monoculturas.
>>>> Tanto que a faixa de fronteira também vigora na metade norte do estado
>>>> e
>>>> nessa região a economia é dinâmica.
>>>>
>>>> As empresas de celulose prometem gerar emprego e desenvolvimento. Mas
>>>> onde
>>>> elas se instalam só aumenta o êxodo rural e a pobreza. Os trabalhos
>>>> que
>>>> geram são temporários, sem direitos trabalhistas, em condições
>>>> precárias.
>>>> Um exemplo é a Fazenda Tarumã em Rosário do Sul, de 2,1 mil hectares
>>>> onde
>>>> a Stora Enso gera somente dois empregos permanentes e alguns empregos
>>>> temporários.
>>>>
>>>> Se essa área for destinada para a reforma agrária podem ser assentadas
>>>> 100
>>>> famílias gerando no mínimo 300 empregos diretos permanentes. Portanto,
>>>> a
>>>> Reforma Agrária e a Agricultura Camponesa é que são a melhor
>>>> alternativa
>>>> para preservar a biodiversidade, gerar trabalho e renda para a
>>>> população
>>>> do campo e alimentos saudáveis e mais baratos para quem mora nas
>>>> cidades.
>>>>
>>>> O projeto que tramita no Senado propondo reduzir a Faixa de Fronteira
>>>> brasileira não inclui a Amazônia porque entende que isso seria uma
>>>> ameaça
>>>> para a floresta. Ou seja, admite que a redução da Faixa de Fronteira
>>>> irá
>>>> aumentar a destruição ambiental. Para nós todos os biomas brasileiros
>>>> são
>>>> importantes e entendemos que o Cerrado e o Pampa também precisam ser
>>>> preservados.
>>>>
>>>> Nós mulheres da Via Campesina reivindicamos das autoridades
>>>> brasileiras:
>>>>
>>>> - Anulação das compras de terra feitas ilegalmente pela Stora Enso na
>>>> faixa de fronteira e expropriação dessas áreas para a reforma agrária.
>>>> Somente nos 45 mil hectares que estão em nome da empresa laranja, a
>>>> Agropecuária Azenglever daria para assentar cerca de 2 mil famílias,
>>>> gerando 6 mil empregos diretos. Atualmente 2.500 famílias estão
>>>> acampadas
>>>> no Rio Grande do Sul e o Incra alega não ter terras para fazer
>>>> assentamento.
>>>>
>>>> - Retirada dos projetos no Senado e na Câmara Federal que propõem a
>>>> redução da Faixa de Fronteira. Essa medida só vai beneficiar empresas
>>>> como
>>>> a Stora Enso que querem se apropriar das terras para transformá-las em
>>>> deserto verde, destruir nossas riquezas naturais como o aqüífero
>>>> guarani e
>>>> o bioma Pampa. Para o povo gaúcho essa redução da faixa de fronteira
>>>>>>>> vai provocar aumento do êxodo rural, do desemprego, da destruição
>>>> ambiental e o fim soberania alimentar pois vai faltar terra para
>>>> produzir
>>>> alimentos.
>>>>
>>>> Sabemos que por lutar contra o deserto verde podemos sofrer a
>>>> repressão
>>>> do
>>>> governo gaúcho. É prática desse governo tratar os movimentos sociais
>>>> como
>>>> criminosos e proteger empresas que cometem crimes contra a sociedade.
>>>> Vamos resistir. Nossa luta é em defesa da vida das pessoas e do meio
>>>> ambiente. Estamos aqui em 900 mulheres, mas carregamos conosco a
>>>> energia e
>>>> a coragem das milhares de camponesas que em todo o mundo lutam contra
>>>> a
>>>> mercantilização das riquezas naturais e da vida. Como dizia a
>>>> companheira
>>>> sem terra Roseli Nunes, assassinada covardemente em março de 1987 aqui
>>>> no
>>>> Rio Grande do Sul, “preferimos morrer lutando do que morrer de fome!”.
>>>>
>>>> Mulheres da Via Campesina do Rio Grande do Sul,
>>>>
>>>> Brasil, 04 de março de 2008.
>>>> .
>>>> Assessoria de Comunicação da Via Campesina
>>>> Porto Alegre: 51 9994-6156
>>>> Rosário do Sul: 51 9992-7674
>>>> #
>>>> --------------------------
>>>> Igor Felippe Santos
>>>> Assessoria de Imprensa do MST
>>>> Secretaria Nacional - SP
>>>> Tel/fax: (11) 3361-3866
>>>> Correio - imprensa em mst.org.br
>>>> Página -  www.mst.org.br
>>>>
>>>> +++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++
>>>>
>>>>> Pessoal,
>>>>> gostaria de sugerir uma pauta para o editorial!
>>>>>
>>>>> esta semana, que antecede o 8 de março, diversas ações nos estados
>>>>> brasileiros estão sendo programadas por mulheres de diversos
>>>>> movimentos,
>>>>> uma dessas ações aconteceu hoje pela manhã, no município de Rosário
>>>>> do
>>>>> Sul/RS, onde 900 mulheres da VIA CAMPESINA ocuparam uma fazenda da
>>>>> empresa
>>>>> filandesa Stora Enso, que faz plantio de mudas de eucaliptos e
>>>>> arvores
>>>>> nativas.
>>>>>
>>>>> Neste momento a brigada militar ocupa o lugar, já agrediu diversas
>>>>> mulheres e expulsou jornalistas do local, sendo assim, acho de
>>>>> extrema
>>>>> importância dar visibilidade para esta ação do sul. Aproveito para
>>>>> mandar
>>>>> as notícias que estão circulando:
>>>>>
>>>>>
>>>>> ____________________
>>>>> NOTA: Brigada Militar agride mulheres e retira jornalistas da área
>>>>> Stora
>>>>> Enso
>>>>> .
>>>>> Camponesas foram agredidas pelo Comandante Binsel; jornalistas
>>>>> tiveram
>>>>> equipamentos apreendidos
>>>>>  .
>>>>> A situação na fazenda Tarumã, em Rosário do Sul – ocupada por 900
>>>>> mulheres
>>>>> da Via Campesina na manhã de hoje (04/03) – é de tensionamento no
>>>>> início
>>>>> desta tarde. Um efetivo de 50 homens da Brigada Militar agrediu
>>>>> fisicamente algumas das mulheres que se encontravam na entrada da
>>>>> área.
>>>>> O
>>>>> próprio Comandante Binsel desferiu socos e pontapés contra as
>>>>> manifestantes.
>>>>>
>>>>> Os jornalistas gaúchos também estão sendo impedidos de exercer sua
>>>>> atividade. Todos os jornalistas que se encontravam na área foram
>>>>> revistados e retirados com violência. Equipamentos e telefones
>>>>> celulares
>>>>> foram retirados dos jornalistas. Um cinegrafista, que registrou a
>>>>> agressão
>>>>> às camponesas, teve a fita apreendida e foi mantido algemado em um
>>>>> veículo
>>>>> da Brigada Militar por mais de uma hora.
>>>>>
>>>>> A Via Campesina condena a postura de omissão sobre as denúncias de
>>>>> compra
>>>>> ilegal de terras na faixa da fronteira e o comportamento do Governo
>>>>> Yeda
>>>>> Crusius de intransigência e repressão aos movimentos sociais. Além
>>>>> das
>>>>> 900
>>>>> mulheres, estão presentes 250 crianças na ocupação.
>>>>>
>>>>> Leia mais informações em www.mst.org.br .
>>>>> .
>>>>> Assessoria de Comunicação da Via Campesina
>>>>> Porto Alegre: 51 9994-6156
>>>>> Rosário do Sul: 51 9992-7674
>>>>> .
>>>>> --------------------------
>>>>> Caros amigos,
>>>>>
>>>>> as mulheres da Via Campesina ocuparam área ilegal que pertence à
>>>>> empresa
>>>>> sueco finlandesa Stora Enso para denunciar que a transnacional
>>>>> estrangeira
>>>>> não pode adquirir terras em uma faixa de 150 km da fronteira do
>>>>> Brasil
>>>>> com
>>>>> outros países, de acordo com a legislação brasileira.
>>>>>
>>>>> Pedimos que vocês e suas entidades mandem declarações de apoio para
>>>>> colocar na nossa página e mandar para imprensa para evitar que
>>>>> fiquemos
>>>>> no
>>>>> isolamento, sem apoio de setores da sociedade.
>>>>>
>>>>> Saudações,
>>>>>
>>>>> Igor Felippe Santos
>>>>> Assessoria de Imprensa do MST
>>>>> Secretaria Nacional - SP
>>>>> Tel/fax: (11) 3361-3866
>>>>> Correio - imprensa em mst.org.br
>>>>> Página -  www.mst.org.br
>>>>>
>>>>> ___________________________________
>>>>> PAUTA
>>>>> Mulheres da Via Campesina ocupam área ilegal da Stora Enso no RS
>>>>> .
>>>>> Cerca de 900 mulheres da Via Campesina ocuparam a fazenda Tarumã, de
>>>>> 2.100
>>>>> hectares, no município de Rosário do Sul, a aproximadamente 400 km de
>>>>> Porto Alegre, na manhã desta terça-feira (04/03), quando iniciaram o
>>>>> corte
>>>>> de eucaliptos e o plantio de árvores nativas em área que pertence à
>>>>> empresa sueco finlandesa Stora Enso.
>>>>>
>>>>> A transnacional estrangeira, pela legislação brasileira (lei nº 6.634
>>>>> de
>>>>> 1979; e o artigo 20, parágrafo 2 da Constituição Federal), não pode
>>>>> adquirir terras em uma faixa de 150 km da fronteira do Brasil com
>>>>> outros
>>>>> países. No entanto, a transnacional vem comprando dezenas de áreas no
>>>>> Rio
>>>>> Grande do Sul, próximo da fronteira com Uruguai onde a empresa também
>>>>> tem
>>>>> plantios. A meta é formar uma base florestal de mais de 100 mil
>>>>> hectares
>>>>> e
>>>>> implantar fábricas na região.
>>>>>
>>>>> Em nota distribuída à imprensa as mulheres declaram o seguinte:
>>>>> “Nossa
>>>>> ação é legítima. A Stora Enso é que é ilegal. Plantar esse deserto
>>>>> verde
>>>>> na faixa de fronteira é um crime contra a lei de nosso país, contra o
>>>>> bioma pampa e contra a soberania alimentar de nosso estado que está
>>>>> cada
>>>>> vez mais sem terra para produzir alimentos. Estamos arrancando o que
>>>>> ruim
>>>>> e plantando o que é bom para o meio ambiente e para o povo gaúcho”.
>>>>>
>>>>> Multinacional age ilegalmente
>>>>>
>>>>> A Stora Enso adquiriu as terras em nome da empresa Derflin, que é o
>>>>> braço
>>>>> da multinacional para produzir matérias-primas. Como a Derflin também
>>>>> é
>>>>> estrangeira não conseguiu legalizar as áreas. Por isso, a Stora Enso
>>>>> criou
>>>>> uma empresa laranja: a agropecuária Azenglever, de propriedade de
>>>>> dois
>>>>> brasileiros: João Fernando Borges e Otávio Pontes (diretor florestal
>>>>> e
>>>>> vice-presidente da Stora Enso para a América Latina,
>>>>> respectivamente).
>>>>> Eles são atualmente os maiores latifundiários do RS.
>>>>>
>>>>> Cerca de 50 fazendas, totalizando mais de 45 mil hectares, já estão
>>>>> registradas em nome da Agropecuária Azenglever. Entre essas áreas,
>>>>> está
>>>>> a
>>>>> Tarumã, ocupada pelas mulheres camponesas. Há um inquérito na Polícia
>>>>> Federal responsável para investigar o crime, mas a empresa continua
>>>>> agindo
>>>>> livremente.
>>>>>
>>>>> A seguir, leia a pauta de reivindicações das mulheres no manifesto
>>>>> das
>>>>> mulheres da Via Campesina.
>>>>> .
>>>>> Manifesto das Mulheres da Via Campesina
>>>>> .
>>>>> Nós mulheres da Via Campesina do Rio Grande do Sul estamos mais uma
>>>>> vez
>>>>> mobilizadas, nesta semana do 8 de março, para intensificar nossa luta
>>>>> contra o agronegócio e em defesa da soberania alimentar da população
>>>>> brasileira.
>>>>>
>>>>> A soberania alimentar é o direito dos povos de produzir sua comida
>>>>> respeitando a biodiversidade e os hábitos culturais de cada região.
>>>>> Hoje
>>>>> em nosso país as riquezas naturais estão sob domínio das empresas
>>>>> multinacionais do agronegócio e a população tem cada vez menos acesso
>>>>> à
>>>>> terra, à água e aos alimentos.
>>>>>
>>>>> Nós mulheres somos as primeiras a serem expulsas das atividades
>>>>> agrícolas
>>>>> nas áreas onde avança o agronegócio. Nosso trabalho é importante em
>>>>> uma
>>>>> agricultura camponesa porque sabemos produzir alimentos. Mas as
>>>>> empresas
>>>>> do agronegócio não estão preocupadas em produzir comida, só em
>>>>> produzir
>>>>> lucro transformando o campo em desertos verdes (de eucalipto, de
>>>>> soja,
>>>>> de
>>>>> cana). Um dos desertos que mais cresce em nosso Estado é o de
>>>>> eucalipto
>>>>> para celulose.
>>>>>
>>>>> As empresas de celulose estão fechando fábricas nos Estados Unidos e
>>>>> na
>>>>> Europa e vindo para a América Latina. Aqui encontram muita terra,
>>>>> água,
>>>>> clima favorável e governos dispostos a atender seus interesses. Mais
>>>>> de
>>>>> 90% da produção de celulose do Brasil é para exportação. Assim,
>>>>> reduzimos
>>>>> a produção de comida, destruímos a biodiversidade, aumentamos a
>>>>> pobreza
>>>>> e
>>>>> a desigualdade para atender a demanda de lucro das empresas e um
>>>>> estilo
>>>>> de
>>>>> vida consumista nos países ricos. Esse é o papel horroroso que o
>>>>> Brasil
>>>>> cumpre hoje no mundo.
>>>>>
>>>>> Uma das empresas responsáveis pelo avanço do deserto verde no Rio
>>>>> Grande
>>>>> do Sul é a Stora Enso, multinacional sueco-finlandesa. Pela lei
>>>>> brasileira
>>>>> estrangeiros não podem ter terra em uma faixa de 150 km da fronteira
>>>>> do
>>>>> Brasil com outros países. Acontece que a Stora Enso já tem milhares
>>>>> de
>>>>> hectares plantados no Uruguai e é exatamente próximo da fronteira
>>>>> gaúcha
>>>>> com este país que essa gigante do ramo de papel e celulose quer
>>>>> formar
>>>>> uma
>>>>> base florestal de mais de 100 mil hectares.
>>>>>
>>>>> Inicialmente a Stora Enso tentou comprar as terras em nome da empresa
>>>>> Derflin, o braço da multinacional para produção de matéria prima, que
>>>>> por
>>>>> ser estrangeira não conseguiu legalizar as áreas.
>>>>>
>>>>> Para viabilizar sua implantação a multinacional criou uma empresa
>>>>> laranja
>>>>> que está comprando as terras em seu nome: a agropecuária Azenglever
>>>>> Ltda,
>>>>> cujos donos são dois importantes funcionários da Stora Enso. Eles se
>>>>> tornaram os maiores latifundiários do estado, sendo “proprietários”
>>>>> de
>>>>> mais de 45 mil hectares. Essa operação ilegal é de conhecimento dos
>>>>> Ministérios Públicos Estadual e Federal, do Incra, da Polícia
>>>>> Federal,
>>>>> mas
>>>>> nada de concreto foi feito para impedir o avanço do deserto verde.
>>>>> Decidimos então romper o silêncio que paira sobre esse crime.
>>>>>
>>>>> Nossa ação é legítima. A Stora Enso é que é ilegal. Plantar esse
>>>>> deserto
>>>>> verde na faixa de fronteira é um crime contra a lei de nosso país,
>>>>> contra
>>>>> o bioma pampa e contra a soberania alimentar de nosso estado que está
>>>>> cada
>>>>> vez mais sem terras para produzir alimentos. Estamos arrancando o que
>>>>> é
>>>>> ruim e plantando o que é bom para o meio ambiente e para o povo
>>>>> gaúcho.
>>>>>
>>>>> Alguns parlamentares gaúchos ao invés de combaterem a invasão dos
>>>>> estrangeiros estão propondo reduzir a Faixa de Fronteira para
>>>>> legalizar
>>>>> o
>>>>> crime. Usam o argumento de que a faixa de 150 km impede o
>>>>> desenvolvimento
>>>>> econômico dos municípios. Mas isso é uma grande mentira. Todos sabem
>>>>> que
>>>>> a
>>>>> Metade Sul não se desenvolve por causa do latifúndio e das
>>>>> monoculturas.
>>>>> Tanto que a faixa de fronteira também vigora na metade norte do
>>>>> estado
>>>>> e
>>>>> nessa região a economia é dinâmica.
>>>>>
>>>>> As empresas de celulose prometem gerar emprego e desenvolvimento. Mas
>>>>> onde
>>>>> elas se instalam só aumenta o êxodo rural e a pobreza. Os trabalhos
>>>>> que
>>>>> geram são temporários, sem direitos trabalhistas, em condições
>>>>> precárias.
>>>>> Um exemplo é a Fazenda Tarumã em Rosário do Sul, de 2,1 mil hectares
>>>>> onde
>>>>> a Stora Enso gera somente dois empregos permanentes e alguns empregos
>>>>> temporários.
>>>>>
>>>>> Se essa área for destinada para a reforma agrária podem ser
>>>>> assentadas
>>>>> 100
>>>>> famílias gerando no mínimo 300 empregos diretos permanentes.
>>>>> Portanto,
>>>>> a
>>>>> Reforma Agrária e a Agricultura Camponesa é que são a melhor
>>>>> alternativa
>>>>> para preservar a biodiversidade, gerar trabalho e renda para a
>>>>> população
>>>>> do campo e alimentos saudáveis e mais baratos para quem mora nas
>>>>> cidades.
>>>>>
>>>>> O projeto que tramita no Senado propondo reduzir a Faixa de Fronteira
>>>>> brasileira não inclui a Amazônia porque entende que isso seria uma
>>>>> ameaça
>>>>> para a floresta. Ou seja, admite que a redução da Faixa de Fronteira
>>>>> irá
>>>>> aumentar a destruição ambiental. Para nós todos os biomas brasileiros
>>>>> são
>>>>> importantes e entendemos que o Cerrado e o Pampa também precisam ser
>>>>> preservados.
>>>>>
>>>>> Nós mulheres da Via Campesina reivindicamos das autoridades
>>>>> brasileiras:
>>>>>
>>>>> - Anulação das compras de terra feitas ilegalmente pela Stora Enso na
>>>>> faixa de fronteira e expropriação dessas áreas para a reforma
>>>>> agrária.
>>>>> Somente nos 45 mil hectares que estão em nome da empresa laranja, a
>>>>> Agropecuária Azenglever daria para assentar cerca de 2 mil famílias,
>>>>> gerando 6 mil empregos diretos. Atualmente 2.500 famílias estão
>>>>> acampadas
>>>>> no Rio Grande do Sul e o Incra alega não ter terras para fazer
>>>>> assentamento.
>>>>>
>>>>> - Retirada dos projetos no Senado e na Câmara Federal que propõem a
>>>>> redução da Faixa de Fronteira. Essa medida só vai beneficiar empresas
>>>>> como
>>>>> a Stora Enso que querem se apropriar das terras para transformá-las
>>>>> em
>>>>> deserto verde, destruir nossas riquezas naturais como o aqüífero
>>>>> guarani
>>>>> e
>>>>> o bioma Pampa. Para o povo gaúcho essa redução da faixa de fronteira
>>>>>>>>>> vai provocar aumento do êxodo rural, do desemprego, da destruição
>>>>> ambiental e o fim soberania alimentar pois vai faltar terra para
>>>>> produzir
>>>>> alimentos.
>>>>>
>>>>> Sabemos que por lutar contra o deserto verde podemos sofrer a
>>>>> repressão
>>>>> do
>>>>> governo gaúcho. É prática desse governo tratar os movimentos sociais
>>>>> como
>>>>> criminosos e proteger empresas que cometem crimes contra a sociedade.
>>>>> Vamos resistir. Nossa luta é em defesa da vida das pessoas e do meio
>>>>> ambiente. Estamos aqui em 900 mulheres, mas carregamos conosco a
>>>>> energia
>>>>> e
>>>>> a coragem das milhares de camponesas que em todo o mundo lutam contra
>>>>> a
>>>>> mercantilização das riquezas naturais e da vida. Como dizia a
>>>>> companheira
>>>>> sem terra Roseli Nunes, assassinada covardemente em março de 1987
>>>>> aqui
>>>>> no
>>>>> Rio Grande do Sul, “preferimos morrer lutando do que morrer de
>>>>> fome!”.
>>>>>
>>>>> Mulheres da Via Campesina do Rio Grande do Sul,
>>>>>
>>>>> Brasil, 04 de março de 2008.
>>>>> .
>>>>> Assessoria de Comunicação da Via Campesina
>>>>> Porto Alegre: 51 9994-6156
>>>>> Rosário do Sul: 51 9992-7674
>>>>> #
>>>>> --------------------------
>>>>> Igor Felippe Santos
>>>>> Assessoria de Imprensa do MST
>>>>> Secretaria Nacional - SP
>>>>> Tel/fax: (11) 3361-3866
>>>>> Correio - imprensa em mst.org.br
>>>>> Página -  www.mst.org.br
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>>>>>
>>>>> _______________________________________________
>>>>> Lista CMI-Brasil-editorial
>>>>> CMI-Brasil-editorial em lists.indymedia.org
>>>>> http://lists.indymedia.org/mailman/listinfo/cmi-brasil-editorial
>>>>>
>>>>
>>>>
>>>> _______________________________________________
>>>> Lista CMI-Brasil-editorial
>>>> CMI-Brasil-editorial em lists.indymedia.org
>>>> http://lists.indymedia.org/mailman/listinfo/cmi-brasil-editorial
>>>>
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