[Cmi-brasil-editorial] Mulheres da Via Campesina ocupam sede da Codevasf em Pernambuco

Elaine Campos femmeliberte em sindominio.net
Quinta Março 6 12:37:53 PST 2008


toya,
eu fiz a proposta pro coletivo editorial, mandei ontem, só não consigo
escrever isso pro cmi, tô clipando as ações da MMM nos estados, olhando
email por email, atendo minuto a minuto ligação da imprensa marrom, enfim,
de todo jeito foi uma sugestão, só uma sugestão, pq conheço o cmi desde
seu embrião e sempre que posso, gosto de colaborar de algum jeito, mesmo q
seja com sugestões.

beijos,
Elaine ((A))

toya em riseup.net escribió:
> o cmi aceita sim a sugestao de pauta, o problema eh que nao tem ninguem
> para escrever o editorial...
> nao sei porque esse email nao eh enviado para a lista editorial
> diretamente. e tambem gostaria de pedir, que se alguem tem tempo para
> escrever a proposta que o faca e envie para a lista.
> acho que existe uma grande diferenca em nao aceitar uma pauta e nao ter
> tempo para poder escrever o editorial sobre ela
> abracos
> toya
>
> ps: encaminhando esse email para a lista editorial
>> é uma pena mesmo o cmi não ter aceitado a sugestão de pauta, pq as
>> mulheres estão em ação!
>>
>> GENTE é 8 de março aí, e as mulheres da VIA estão em todas as partes do
>> brasil reunidas nesta semana, tem ações rolando e nada no editorial?
>> puxa
>> vida...
>>
>> lástima..
>>
>> Elaine
>>
>>
>> --
>> PAUTA
>> Mulheres da Via Campesina ocupam sede da Codevasf em Pernambuco
>> .
>> Cerca de 500 mulheres da Via Campesina, do Movimento dos Trabalhadores
>> Rurais Sem Terra (MST), da Comissão Pastoral da Terra (CPT) e do
>> Movimento
>> dos Pequenos Agricultores (MPA) ocuparam na manhã desta quinta-feira
>> (06/03) a sede da Codevasf (Companhia de Desenvolvimento do Vale do São
>> Francisco), em Petrolina, sertão de Pernambuco, em protesto contra o
>> modelo de desenvolvimento implantado na região.
>>
>> Os projetos da companhia beneficiam empreendimentos de irrigação para
>> empresas do agronegócio, como o projeto de
>> transposição do Rio São Francisco, o Pontal Sul, em Petrolina, e o
>> Projeto
>> Salitre, na cidade vizinha de Juazeiro, na Bahia.
>>
>> Atualmente, o MST tem cerca de 2.000 famílias acampadas nos projetos
>> Pontal Sul e Salitre, produzindo e vivendo nas terras que a Codevasf
>> pretende passar para empresas transnacionais. Por exemplo, o acordo
>> assinado com uma empresa japonesa para a produção de cana-de-açúcar para
>> agrocombustível em áreas irrigadas de Minas Gerais, Bahia, Pernambuco e
>> Piauí.
>>
>> Uma região, como o Sertão do São Francisco, que é hoje marcada pela
>> agricultura familiar e pela produção de alimentos para o mercado
>> interno,
>> está sendo transformada em uma grande fazenda privada, com produção
>> voltada para os Estados Unidos e para a Europa. Na Zona da Mata, onde
>> mandam os usineiros e os trabalhadores são escravos.
>>
>> "Tais projetos revelam um modelo de desenvolvimento que mantém a lógica
>> colonialista de colocar nossas terras a serviço dos interesses do
>> mercado
>> internacional. Depois de altíssimo investimento público em
>> infra-estrutura
>> de irrigação (no caso do Pontal Sul já foram investidos cerca de 250
>> milhões de reais), essa estrutura é privatizada através de acordos de
>> Parceria
>> Publica Privada (PPP)", afirma em nota a Via Campesina de Pernambuco.
>>
>> Prejuízos para agricultores
>>
>> Para a coalizão de movimentos camponeses, as terras, a água e toda a
>> infra-estrutura são passadas para as mãos de grandes empresas do
>> agronegócio, que produzem para o mercado externo. Existe até acordos
>> para
>> a produção de cana de açúcar em larga escala na região desses projetos
>> de
>> irrigação.
>>
>> Os pequenos agricultores e agricultoras que vivem no entorno desses
>> projetos servirão de reservatório de trabalhadores assalariados a
>> serviço
>> das empresas de agronegócio. A tendência é que pequenos agricultores se
>> tornem futuros sem-terra, bóia-frias, desempregados ou até mesmo,
>> cortadores de cana, vivendo sob as condições desumanas como conhece o
>> povo
>> da Zona da Mata de Pernambuco.
>>
>> Além disso, ao contrário do que prega a propaganda oficial, esses
>> projetos
>> não só não levarão água para a população do Sertão, como afetarão
>> negativamente o abastecimento de água ao público da região. A
>> agricultura
>> irrigada intensiva afeta diretamente o abastecimento de água à população
>> porque diminui a quantidade de água disponível.
>>
>> As mulheres da Via Campesina estão em luta por soberania alimentar, por
>> um
>> projeto que priorize a produção de alimentos para o mercado interno e
>> que
>> não destrua o meio ambiente. A entidade defende também que as terras e a
>> água do São Francisco devem ser do povo.
>> .
>> Informações à imprensa
>> Cássia Bechara (MST) - tel: 81 - 9647 4331 / 81 - 8795 4986
>> Bia (MST) - tel. 87 - 9638 7504
>> .
>> --------------------------
>> NOTA
>> Agricultoras feridas no RS denunciam violência ao ministro Tarso Genro
>> ..
>> Trabalhadoras rurais da Via Campesina mantêm mobilizações no estado,
>> com atos contra a violência e o deserto verde
>> .
>> Na manhã desta quinta-feira (06/03), trabalhadoras da Via Campesina
>> entregam denúncia ao Ministro da Justiça, Tarso Genro, sobre a violência
>> da Brigada Militar do Rio Grande do Sul, durante o despejo de 900
>> trabalhadoras rurais da Fazenda Tarumã, em Rosário do Sul, de área
>> ilegal
>> da empresa Stora Enso, na terça-feira (04/03). A audiência acontece a
>> partir das 9h30, no Ministério da Justiça, em Brasília.
>>
>> Durante a ação policial, cerca de 50 camponesas foram feridas por balas
>> de
>> borrachas e estilhaços de bombas, além de sofrerem agressões físicas
>> pela
>> Brigada Militar, sob ordens da Governadora Yeda Crusius e dos comandante
>> Lauro Binsfeld e coronel Paulo Mendes. Junto com o documento, as
>> trabalhadoras rurais entregarão um CD com fotos das mulheres feridas.
>>
>> Às 15h, as mulheres da Via Campesina entregam denúncia ao Secretário
>> Especial de Direitos Humanos, Paulo Vanucchi, com a presença de uma
>> manifestante com escoriações que saiu do Rio Grande do Sul e foi para
>> Brasília para dar o seu depoimento sobre a violência da Brigada Militar.
>> ..
>> Mobilizações seguem
>> ..
>> Em Santana do Livramento, as 900 trabalhadoras rurais deixaram o ginásio
>> municipal, às 9h, e seguem em caminhada à Praça Binacional, na fronteira
>> com Rivera, onde realizarão um ato político contra a Stora Enso, que
>> descumpre a legislação brasileira e usa empresas laranja para comprar
>> terras a menos de 150 km da fronteira, como determina a Constituição
>> Federal.
>>
>> Em Encruzilhada do Sul, a Fazenda Bota, da Aracruz Celulose, é o destino
>> das 600 camponesas que estão acampadas desde terça-feira no município.
>> As
>> agricultoras denunciam os prejuízos ambientais do plantio de pinus e
>> eucaliptos e a violação de direitos trabalhistas dos trabalhadores que
>> atuam no corte da madeira.
>>
>> Cerca de 250 mulheres da Via Campesina realizam caminhada em direção à
>> Superintendência Regional da Polícia Federal (Av. Ipiranga, 1365), em
>> Porto Alegre (RS). As mulheres cobram informações sobre a investigação
>> da
>> compra ilegal de terra na Faixa de Fronteira pela empresa de celulose
>> Stora Enso.
>> ..
>> Histórico
>> ..
>> Cerca de 900 mulheres da Via Campesina ocuparam, na manhã de terça-feira
>> a
>> fazenda Tarumã, de 2.100 hectares, no município de Rosário do Sul (a 400
>> km de Porto Alegre). Elas plantaram árvores nativas no lugar dos
>> eucaliptos na área que pertence à empresa sueco finlandesa Stora Enso,
>> acusada pelas trabalhadoras rurais de agir ilegalmente ao comprar terras
>> em área de fronteira.
>>
>> A transnacional estrangeira, pela legislação brasileira (lei nº 6.634
>> de
>> 1979; e o artigo 20, parágrafo 2 da Constituição Federal), não pode
>> adquirir terras em uma faixa de 150 km da fronteira do Brasil com outros
>> países. No entanto, a empresa vem comprando dezenas de áreas no Rio
>> Grande
>> do Sul, próximo da fronteira com Uruguai onde a empresa também tem
>> plantios. A meta é formar uma base florestal de mais de 100 mil hectares
>> e
>> implantar fábricas na região.
>> ..
>> Informações à imprensa:
>> Em Brasília
>> Maria Mello - (61) 8464 6176
>> Mayrá - (61) 9966 4842
>> ..
>> No Rio Grande do Sul
>> Encruzilhada do Sul – 54 99280490/ 54 99840624
>> Porto Alegre – 54 91639205
>> Santana do Livramento – 51 96356297
>>
>> ---------------------------------
>>
>> Nota de solidariedade da Marcha Mundial das Mulheres
>> às mulheres da Via Campesina
>>
>>
>>
>>  Às vésperas do Dia Internacional da Mulher, um dia de luta para
>> mulheres
>> de todo o mundo, as companheiras da Via Campesina cumprem o importante
>> papel de denunciar a toda a sociedade gaúcha e brasileira os desmandos
>> que o latifúndio e as transnacionais promovem no campo, numa ação que
>> destaca o protagonismo das mulheres na luta por igualdade, autonomia e
>> soberania popular.
>>
>>
>>
>> Ao ocupar área ilegal de uma poderosa transnacional (Stora Enso), a ação
>> das mulheres da Via Campesina questiona o sistema capitalista, que
>> concentra terra e riquezas e aprofunda a miséria no campo e na cidade. A
>> ação denuncia a ordem capitalista e machista que não reconhece e não
>> valoriza o trabalho das mulheres no campo, relegando-as a um lugar de
>> subordinação.
>>
>>
>>
>> Repudiamos a ação da brigada militar gaúcha sob ordens do governo do
>> estado do Rio Grande do Sul, comandado por Yeda Crusius, que agiu
>> violentamente a serviço da ilegalidade operada pela transnacional. E
>> exigimos a libertação da companheira Irma Ostroski, detida covardemente
>> ao
>> realizar exames de corpo de delito, após ser agredida na ação violenta
>> da
>> polícia.
>>
>>
>>
>> Apoiamos as companheiras da Via Campesina: pela anulação da compra
>> ilegal
>> de terras pela Stora Enso na faixa de fronteira e sua expropriação para
>> fins de reforma agrária; e pela retirada do projeto, da Câmara e do
>> Senado, que propõe a redução da faixa de fronteira.
>>
>>
>>
>> Dizer não à ação das transnacionais e ao agronegócio, é uma tarefa
>> inadiável de todas e todos que lutam por um mundo de igualdade.
>>
>>
>>
>> TOTAL SOLIDARIEDADE A LUTA DAS MULHERES DA VIA CAMPESINA!
>>
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>>
>> Marcha Mundial das Mulheres
>>
>> 05/03/2008
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“Somos os que fomos desfeitos no que éramos, sem jamais chegar a ser o
formos ou quiséramos. Não sabendo quem éramos quando demorávamos inocentes
neles, inscientes de nós, menos sabemos quem seremos.” - Darcy Ribeiro



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