[Cmi-brasil-editorial] Proposta okOK URGENTE: sugestão de editorial

alface eric_v em riseup.net
Quarta Março 5 16:17:54 PST 2008


Mais um link

http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2008/03/413527.shtml

Pessoal, temos que subir logo!

E como no caso de Colombia, ficar atualizando

Alface

> OK!
> --
> Flecha / CMI-SP / ((i))
> www.midiaindependente.org
>
>
> Citando alface <eric_v em riseup.net>:
>
>> Mais sobre o caso no Brasil de fato;
>>
>> http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia/nacional/mulheres-da-via-campesina-ocupam-area-ilegal-da-transnacional-stora-enso
>>
>>> Para mim, a reportagem sugerida (tirada da sugestão em baixo) está
>>> ótima.
>>> Nem precisa mexer.
>>>
>>> OK, Alface
>>>
>>> Mulheres da Via Campesina ocupam área ilegal da Stora Enso no RS
>>> .
>>> Cerca de 900 mulheres da Via Campesina ocuparam a fazenda Tarumã, de
>>> 2.100
>>> hectares, no município de Rosário do Sul, a aproximadamente 400 km de
>>> Porto Alegre, na manhã desta terça-feira (04/03), quando iniciaram o
>>> corte
>>> de eucaliptos e o plantio de árvores nativas em área que pertence à
>>> empresa sueco finlandesa Stora Enso.
>>>
>>> A transnacional estrangeira, pela legislação brasileira (lei nº 6.634
>>> de
>>> 1979; e o artigo 20, parágrafo 2 da Constituição Federal), não pode
>>> adquirir terras em uma faixa de 150 km da fronteira do Brasil com
>>> outros
>>> países. No entanto, a transnacional vem comprando dezenas de áreas no
>>> Rio
>>> Grande do Sul, próximo da fronteira com Uruguai onde a empresa também
>>> tem
>>> plantios. A meta é formar uma base florestal de mais de 100 mil
>>> hectares e
>>> implantar fábricas na região.
>>>
>>> Em nota distribuída à imprensa as mulheres declaram o seguinte: “Nossa
>>> ação é legítima. A Stora Enso é que é ilegal. Plantar esse deserto
>>> verde
>>> na faixa de fronteira é um crime contra a lei de nosso país, contra o
>>> bioma pampa e contra a soberania alimentar de nosso estado que está
>>> cada
>>> vez mais sem terra para produzir alimentos. Estamos arrancando o que
>>> ruim
>>> e plantando o que é bom para o meio ambiente e para o povo gaúcho”.
>>>
>>> [Leia matéria inteira]
>>>
>>> Multinacional age ilegalmente
>>>
>>> A Stora Enso adquiriu as terras em nome da empresa Derflin, que é o
>>> braço
>>> da multinacional para produzir matérias-primas. Como a Derflin também é
>>> estrangeira não conseguiu legalizar as áreas. Por isso, a Stora Enso
>>> criou
>>> uma empresa laranja: a agropecuária Azenglever, de propriedade de dois
>>> brasileiros: João Fernando Borges e Otávio Pontes (diretor florestal e
>>> vice-presidente da Stora Enso para a América Latina, respectivamente).
>>> Eles são atualmente os maiores latifundiários do RS.
>>>
>>> Cerca de 50 fazendas, totalizando mais de 45 mil hectares, já estão
>>> registradas em nome da Agropecuária Azenglever. Entre essas áreas, está
>>> a
>>> Tarumã, ocupada pelas mulheres camponesas. Há um inquérito na Polícia
>>> Federal responsável para investigar o crime, mas a empresa continua
>>> agindo
>>> livremente.
>>>
>>> A seguir, leia a pauta de reivindicações das mulheres no manifesto das
>>> mulheres da Via Campesina.
>>> .
>>> Manifesto das Mulheres da Via Campesina
>>> .
>>> Nós mulheres da Via Campesina do Rio Grande do Sul estamos mais uma vez
>>> mobilizadas, nesta semana do 8 de março, para intensificar nossa luta
>>> contra o agronegócio e em defesa da soberania alimentar da população
>>> brasileira.
>>>
>>> A soberania alimentar é o direito dos povos de produzir sua comida
>>> respeitando a biodiversidade e os hábitos culturais de cada região.
>>> Hoje
>>> em nosso país as riquezas naturais estão sob domínio das empresas
>>> multinacionais do agronegócio e a população tem cada vez menos acesso à
>>> terra, à água e aos alimentos.
>>>
>>> Nós mulheres somos as primeiras a serem expulsas das atividades
>>> agrícolas
>>> nas áreas onde avança o agronegócio. Nosso trabalho é importante em uma
>>> agricultura camponesa porque sabemos produzir alimentos. Mas as
>>> empresas
>>> do agronegócio não estão preocupadas em produzir comida, só em produzir
>>> lucro transformando o campo em desertos verdes (de eucalipto, de soja,
>>> de
>>> cana). Um dos desertos que mais cresce em nosso Estado é o de eucalipto
>>> para celulose.
>>>
>>> As empresas de celulose estão fechando fábricas nos Estados Unidos e na
>>> Europa e vindo para a América Latina. Aqui encontram muita terra, água,
>>> clima favorável e governos dispostos a atender seus interesses. Mais de
>>> 90% da produção de celulose do Brasil é para exportação. Assim,
>>> reduzimos
>>> a produção de comida, destruímos a biodiversidade, aumentamos a pobreza
>>> e
>>> a desigualdade para atender a demanda de lucro das empresas e um estilo
>>> de
>>> vida consumista nos países ricos. Esse é o papel horroroso que o Brasil
>>> cumpre hoje no mundo.
>>>
>>> Uma das empresas responsáveis pelo avanço do deserto verde no Rio
>>> Grande
>>> do Sul é a Stora Enso, multinacional sueco-finlandesa. Pela lei
>>> brasileira
>>> estrangeiros não podem ter terra em uma faixa de 150 km da fronteira do
>>> Brasil com outros países. Acontece que a Stora Enso já tem milhares de
>>> hectares plantados no Uruguai e é exatamente próximo da fronteira
>>> gaúcha
>>> com este país que essa gigante do ramo de papel e celulose quer formar
>>> uma
>>> base florestal de mais de 100 mil hectares.
>>>
>>> Inicialmente a Stora Enso tentou comprar as terras em nome da empresa
>>> Derflin, o braço da multinacional para produção de matéria prima, que
>>> por
>>> ser estrangeira não conseguiu legalizar as áreas.
>>>
>>> Para viabilizar sua implantação a multinacional criou uma empresa
>>> laranja
>>> que está comprando as terras em seu nome: a agropecuária Azenglever
>>> Ltda,
>>> cujos donos são dois importantes funcionários da Stora Enso. Eles se
>>> tornaram os maiores latifundiários do estado, sendo “proprietários” de
>>> mais de 45 mil hectares. Essa operação ilegal é de conhecimento dos
>>> Ministérios Públicos Estadual e Federal, do Incra, da Polícia Federal,
>>> mas
>>> nada de concreto foi feito para impedir o avanço do deserto verde.
>>> Decidimos então romper o silêncio que paira sobre esse crime.
>>>
>>> Nossa ação é legítima. A Stora Enso é que é ilegal. Plantar esse
>>> deserto
>>> verde na faixa de fronteira é um crime contra a lei de nosso país,
>>> contra
>>> o bioma pampa e contra a soberania alimentar de nosso estado que está
>>> cada
>>> vez mais sem terras para produzir alimentos. Estamos arrancando o que é
>>> ruim e plantando o que é bom para o meio ambiente e para o povo gaúcho.
>>>
>>> Alguns parlamentares gaúchos ao invés de combaterem a invasão dos
>>> estrangeiros estão propondo reduzir a Faixa de Fronteira para legalizar
>>> o
>>> crime. Usam o argumento de que a faixa de 150 km impede o
>>> desenvolvimento
>>> econômico dos municípios. Mas isso é uma grande mentira. Todos sabem
>>> que a
>>> Metade Sul não se desenvolve por causa do latifúndio e das
>>> monoculturas.
>>> Tanto que a faixa de fronteira também vigora na metade norte do estado
>>> e
>>> nessa região a economia é dinâmica.
>>>
>>> As empresas de celulose prometem gerar emprego e desenvolvimento. Mas
>>> onde
>>> elas se instalam só aumenta o êxodo rural e a pobreza. Os trabalhos que
>>> geram são temporários, sem direitos trabalhistas, em condições
>>> precárias.
>>> Um exemplo é a Fazenda Tarumã em Rosário do Sul, de 2,1 mil hectares
>>> onde
>>> a Stora Enso gera somente dois empregos permanentes e alguns empregos
>>> temporários.
>>>
>>> Se essa área for destinada para a reforma agrária podem ser assentadas
>>> 100
>>> famílias gerando no mínimo 300 empregos diretos permanentes. Portanto,
>>> a
>>> Reforma Agrária e a Agricultura Camponesa é que são a melhor
>>> alternativa
>>> para preservar a biodiversidade, gerar trabalho e renda para a
>>> população
>>> do campo e alimentos saudáveis e mais baratos para quem mora nas
>>> cidades.
>>>
>>> O projeto que tramita no Senado propondo reduzir a Faixa de Fronteira
>>> brasileira não inclui a Amazônia porque entende que isso seria uma
>>> ameaça
>>> para a floresta. Ou seja, admite que a redução da Faixa de Fronteira
>>> irá
>>> aumentar a destruição ambiental. Para nós todos os biomas brasileiros
>>> são
>>> importantes e entendemos que o Cerrado e o Pampa também precisam ser
>>> preservados.
>>>
>>> Nós mulheres da Via Campesina reivindicamos das autoridades
>>> brasileiras:
>>>
>>> - Anulação das compras de terra feitas ilegalmente pela Stora Enso na
>>> faixa de fronteira e expropriação dessas áreas para a reforma agrária.
>>> Somente nos 45 mil hectares que estão em nome da empresa laranja, a
>>> Agropecuária Azenglever daria para assentar cerca de 2 mil famílias,
>>> gerando 6 mil empregos diretos. Atualmente 2.500 famílias estão
>>> acampadas
>>> no Rio Grande do Sul e o Incra alega não ter terras para fazer
>>> assentamento.
>>>
>>> - Retirada dos projetos no Senado e na Câmara Federal que propõem a
>>> redução da Faixa de Fronteira. Essa medida só vai beneficiar empresas
>>> como
>>> a Stora Enso que querem se apropriar das terras para transformá-las em
>>> deserto verde, destruir nossas riquezas naturais como o aqüífero
>>> guarani e
>>> o bioma Pampa. Para o povo gaúcho essa redução da faixa de fronteira só
>>> vai provocar aumento do êxodo rural, do desemprego, da destruição
>>> ambiental e o fim soberania alimentar pois vai faltar terra para
>>> produzir
>>> alimentos.
>>>
>>> Sabemos que por lutar contra o deserto verde podemos sofrer a repressão
>>> do
>>> governo gaúcho. É prática desse governo tratar os movimentos sociais
>>> como
>>> criminosos e proteger empresas que cometem crimes contra a sociedade.
>>> Vamos resistir. Nossa luta é em defesa da vida das pessoas e do meio
>>> ambiente. Estamos aqui em 900 mulheres, mas carregamos conosco a
>>> energia e
>>> a coragem das milhares de camponesas que em todo o mundo lutam contra a
>>> mercantilização das riquezas naturais e da vida. Como dizia a
>>> companheira
>>> sem terra Roseli Nunes, assassinada covardemente em março de 1987 aqui
>>> no
>>> Rio Grande do Sul, “preferimos morrer lutando do que morrer de fome!”.
>>>
>>> Mulheres da Via Campesina do Rio Grande do Sul,
>>>
>>> Brasil, 04 de março de 2008.
>>> .
>>> Assessoria de Comunicação da Via Campesina
>>> Porto Alegre: 51 9994-6156
>>> Rosário do Sul: 51 9992-7674
>>> #
>>> --------------------------
>>> Igor Felippe Santos
>>> Assessoria de Imprensa do MST
>>> Secretaria Nacional - SP
>>> Tel/fax: (11) 3361-3866
>>> Correio - imprensa em mst.org.br
>>> Página -  www.mst.org.br
>>>
>>> +++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++
>>>
>>>> Pessoal,
>>>> gostaria de sugerir uma pauta para o editorial!
>>>>
>>>> esta semana, que antecede o 8 de março, diversas ações nos estados
>>>> brasileiros estão sendo programadas por mulheres de diversos
>>>> movimentos,
>>>> uma dessas ações aconteceu hoje pela manhã, no município de Rosário do
>>>> Sul/RS, onde 900 mulheres da VIA CAMPESINA ocuparam uma fazenda da
>>>> empresa
>>>> filandesa Stora Enso, que faz plantio de mudas de eucaliptos e arvores
>>>> nativas.
>>>>
>>>> Neste momento a brigada militar ocupa o lugar, já agrediu diversas
>>>> mulheres e expulsou jornalistas do local, sendo assim, acho de extrema
>>>> importância dar visibilidade para esta ação do sul. Aproveito para
>>>> mandar
>>>> as notícias que estão circulando:
>>>>
>>>>
>>>> ____________________
>>>> NOTA: Brigada Militar agride mulheres e retira jornalistas da área
>>>> Stora
>>>> Enso
>>>> .
>>>> Camponesas foram agredidas pelo Comandante Binsel; jornalistas tiveram
>>>> equipamentos apreendidos
>>>>  .
>>>> A situação na fazenda Tarumã, em Rosário do Sul – ocupada por 900
>>>> mulheres
>>>> da Via Campesina na manhã de hoje (04/03) – é de tensionamento no
>>>> início
>>>> desta tarde. Um efetivo de 50 homens da Brigada Militar agrediu
>>>> fisicamente algumas das mulheres que se encontravam na entrada da
>>>> área.
>>>> O
>>>> próprio Comandante Binsel desferiu socos e pontapés contra as
>>>> manifestantes.
>>>>
>>>> Os jornalistas gaúchos também estão sendo impedidos de exercer sua
>>>> atividade. Todos os jornalistas que se encontravam na área foram
>>>> revistados e retirados com violência. Equipamentos e telefones
>>>> celulares
>>>> foram retirados dos jornalistas. Um cinegrafista, que registrou a
>>>> agressão
>>>> às camponesas, teve a fita apreendida e foi mantido algemado em um
>>>> veículo
>>>> da Brigada Militar por mais de uma hora.
>>>>
>>>> A Via Campesina condena a postura de omissão sobre as denúncias de
>>>> compra
>>>> ilegal de terras na faixa da fronteira e o comportamento do Governo
>>>> Yeda
>>>> Crusius de intransigência e repressão aos movimentos sociais. Além das
>>>> 900
>>>> mulheres, estão presentes 250 crianças na ocupação.
>>>>
>>>> Leia mais informações em www.mst.org.br .
>>>> .
>>>> Assessoria de Comunicação da Via Campesina
>>>> Porto Alegre: 51 9994-6156
>>>> Rosário do Sul: 51 9992-7674
>>>> .
>>>> --------------------------
>>>> Caros amigos,
>>>>
>>>> as mulheres da Via Campesina ocuparam área ilegal que pertence à
>>>> empresa
>>>> sueco finlandesa Stora Enso para denunciar que a transnacional
>>>> estrangeira
>>>> não pode adquirir terras em uma faixa de 150 km da fronteira do Brasil
>>>> com
>>>> outros países, de acordo com a legislação brasileira.
>>>>
>>>> Pedimos que vocês e suas entidades mandem declarações de apoio para
>>>> colocar na nossa página e mandar para imprensa para evitar que
>>>> fiquemos
>>>> no
>>>> isolamento, sem apoio de setores da sociedade.
>>>>
>>>> Saudações,
>>>>
>>>> Igor Felippe Santos
>>>> Assessoria de Imprensa do MST
>>>> Secretaria Nacional - SP
>>>> Tel/fax: (11) 3361-3866
>>>> Correio - imprensa em mst.org.br
>>>> Página -  www.mst.org.br
>>>>
>>>> ___________________________________
>>>> PAUTA
>>>> Mulheres da Via Campesina ocupam área ilegal da Stora Enso no RS
>>>> .
>>>> Cerca de 900 mulheres da Via Campesina ocuparam a fazenda Tarumã, de
>>>> 2.100
>>>> hectares, no município de Rosário do Sul, a aproximadamente 400 km de
>>>> Porto Alegre, na manhã desta terça-feira (04/03), quando iniciaram o
>>>> corte
>>>> de eucaliptos e o plantio de árvores nativas em área que pertence à
>>>> empresa sueco finlandesa Stora Enso.
>>>>
>>>> A transnacional estrangeira, pela legislação brasileira (lei nº 6.634
>>>> de
>>>> 1979; e o artigo 20, parágrafo 2 da Constituição Federal), não pode
>>>> adquirir terras em uma faixa de 150 km da fronteira do Brasil com
>>>> outros
>>>> países. No entanto, a transnacional vem comprando dezenas de áreas no
>>>> Rio
>>>> Grande do Sul, próximo da fronteira com Uruguai onde a empresa também
>>>> tem
>>>> plantios. A meta é formar uma base florestal de mais de 100 mil
>>>> hectares
>>>> e
>>>> implantar fábricas na região.
>>>>
>>>> Em nota distribuída à imprensa as mulheres declaram o seguinte: “Nossa
>>>> ação é legítima. A Stora Enso é que é ilegal. Plantar esse deserto
>>>> verde
>>>> na faixa de fronteira é um crime contra a lei de nosso país, contra o
>>>> bioma pampa e contra a soberania alimentar de nosso estado que está
>>>> cada
>>>> vez mais sem terra para produzir alimentos. Estamos arrancando o que
>>>> ruim
>>>> e plantando o que é bom para o meio ambiente e para o povo gaúcho”.
>>>>
>>>> Multinacional age ilegalmente
>>>>
>>>> A Stora Enso adquiriu as terras em nome da empresa Derflin, que é o
>>>> braço
>>>> da multinacional para produzir matérias-primas. Como a Derflin também
>>>> é
>>>> estrangeira não conseguiu legalizar as áreas. Por isso, a Stora Enso
>>>> criou
>>>> uma empresa laranja: a agropecuária Azenglever, de propriedade de dois
>>>> brasileiros: João Fernando Borges e Otávio Pontes (diretor florestal e
>>>> vice-presidente da Stora Enso para a América Latina, respectivamente).
>>>> Eles são atualmente os maiores latifundiários do RS.
>>>>
>>>> Cerca de 50 fazendas, totalizando mais de 45 mil hectares, já estão
>>>> registradas em nome da Agropecuária Azenglever. Entre essas áreas,
>>>> está
>>>> a
>>>> Tarumã, ocupada pelas mulheres camponesas. Há um inquérito na Polícia
>>>> Federal responsável para investigar o crime, mas a empresa continua
>>>> agindo
>>>> livremente.
>>>>
>>>> A seguir, leia a pauta de reivindicações das mulheres no manifesto das
>>>> mulheres da Via Campesina.
>>>> .
>>>> Manifesto das Mulheres da Via Campesina
>>>> .
>>>> Nós mulheres da Via Campesina do Rio Grande do Sul estamos mais uma
>>>> vez
>>>> mobilizadas, nesta semana do 8 de março, para intensificar nossa luta
>>>> contra o agronegócio e em defesa da soberania alimentar da população
>>>> brasileira.
>>>>
>>>> A soberania alimentar é o direito dos povos de produzir sua comida
>>>> respeitando a biodiversidade e os hábitos culturais de cada região.
>>>> Hoje
>>>> em nosso país as riquezas naturais estão sob domínio das empresas
>>>> multinacionais do agronegócio e a população tem cada vez menos acesso
>>>> à
>>>> terra, à água e aos alimentos.
>>>>
>>>> Nós mulheres somos as primeiras a serem expulsas das atividades
>>>> agrícolas
>>>> nas áreas onde avança o agronegócio. Nosso trabalho é importante em
>>>> uma
>>>> agricultura camponesa porque sabemos produzir alimentos. Mas as
>>>> empresas
>>>> do agronegócio não estão preocupadas em produzir comida, só em
>>>> produzir
>>>> lucro transformando o campo em desertos verdes (de eucalipto, de soja,
>>>> de
>>>> cana). Um dos desertos que mais cresce em nosso Estado é o de
>>>> eucalipto
>>>> para celulose.
>>>>
>>>> As empresas de celulose estão fechando fábricas nos Estados Unidos e
>>>> na
>>>> Europa e vindo para a América Latina. Aqui encontram muita terra,
>>>> água,
>>>> clima favorável e governos dispostos a atender seus interesses. Mais
>>>> de
>>>> 90% da produção de celulose do Brasil é para exportação. Assim,
>>>> reduzimos
>>>> a produção de comida, destruímos a biodiversidade, aumentamos a
>>>> pobreza
>>>> e
>>>> a desigualdade para atender a demanda de lucro das empresas e um
>>>> estilo
>>>> de
>>>> vida consumista nos países ricos. Esse é o papel horroroso que o
>>>> Brasil
>>>> cumpre hoje no mundo.
>>>>
>>>> Uma das empresas responsáveis pelo avanço do deserto verde no Rio
>>>> Grande
>>>> do Sul é a Stora Enso, multinacional sueco-finlandesa. Pela lei
>>>> brasileira
>>>> estrangeiros não podem ter terra em uma faixa de 150 km da fronteira
>>>> do
>>>> Brasil com outros países. Acontece que a Stora Enso já tem milhares de
>>>> hectares plantados no Uruguai e é exatamente próximo da fronteira
>>>> gaúcha
>>>> com este país que essa gigante do ramo de papel e celulose quer formar
>>>> uma
>>>> base florestal de mais de 100 mil hectares.
>>>>
>>>> Inicialmente a Stora Enso tentou comprar as terras em nome da empresa
>>>> Derflin, o braço da multinacional para produção de matéria prima, que
>>>> por
>>>> ser estrangeira não conseguiu legalizar as áreas.
>>>>
>>>> Para viabilizar sua implantação a multinacional criou uma empresa
>>>> laranja
>>>> que está comprando as terras em seu nome: a agropecuária Azenglever
>>>> Ltda,
>>>> cujos donos são dois importantes funcionários da Stora Enso. Eles se
>>>> tornaram os maiores latifundiários do estado, sendo “proprietários” de
>>>> mais de 45 mil hectares. Essa operação ilegal é de conhecimento dos
>>>> Ministérios Públicos Estadual e Federal, do Incra, da Polícia Federal,
>>>> mas
>>>> nada de concreto foi feito para impedir o avanço do deserto verde.
>>>> Decidimos então romper o silêncio que paira sobre esse crime.
>>>>
>>>> Nossa ação é legítima. A Stora Enso é que é ilegal. Plantar esse
>>>> deserto
>>>> verde na faixa de fronteira é um crime contra a lei de nosso país,
>>>> contra
>>>> o bioma pampa e contra a soberania alimentar de nosso estado que está
>>>> cada
>>>> vez mais sem terras para produzir alimentos. Estamos arrancando o que
>>>> é
>>>> ruim e plantando o que é bom para o meio ambiente e para o povo
>>>> gaúcho.
>>>>
>>>> Alguns parlamentares gaúchos ao invés de combaterem a invasão dos
>>>> estrangeiros estão propondo reduzir a Faixa de Fronteira para
>>>> legalizar
>>>> o
>>>> crime. Usam o argumento de que a faixa de 150 km impede o
>>>> desenvolvimento
>>>> econômico dos municípios. Mas isso é uma grande mentira. Todos sabem
>>>> que
>>>> a
>>>> Metade Sul não se desenvolve por causa do latifúndio e das
>>>> monoculturas.
>>>> Tanto que a faixa de fronteira também vigora na metade norte do estado
>>>> e
>>>> nessa região a economia é dinâmica.
>>>>
>>>> As empresas de celulose prometem gerar emprego e desenvolvimento. Mas
>>>> onde
>>>> elas se instalam só aumenta o êxodo rural e a pobreza. Os trabalhos
>>>> que
>>>> geram são temporários, sem direitos trabalhistas, em condições
>>>> precárias.
>>>> Um exemplo é a Fazenda Tarumã em Rosário do Sul, de 2,1 mil hectares
>>>> onde
>>>> a Stora Enso gera somente dois empregos permanentes e alguns empregos
>>>> temporários.
>>>>
>>>> Se essa área for destinada para a reforma agrária podem ser assentadas
>>>> 100
>>>> famílias gerando no mínimo 300 empregos diretos permanentes. Portanto,
>>>> a
>>>> Reforma Agrária e a Agricultura Camponesa é que são a melhor
>>>> alternativa
>>>> para preservar a biodiversidade, gerar trabalho e renda para a
>>>> população
>>>> do campo e alimentos saudáveis e mais baratos para quem mora nas
>>>> cidades.
>>>>
>>>> O projeto que tramita no Senado propondo reduzir a Faixa de Fronteira
>>>> brasileira não inclui a Amazônia porque entende que isso seria uma
>>>> ameaça
>>>> para a floresta. Ou seja, admite que a redução da Faixa de Fronteira
>>>> irá
>>>> aumentar a destruição ambiental. Para nós todos os biomas brasileiros
>>>> são
>>>> importantes e entendemos que o Cerrado e o Pampa também precisam ser
>>>> preservados.
>>>>
>>>> Nós mulheres da Via Campesina reivindicamos das autoridades
>>>> brasileiras:
>>>>
>>>> - Anulação das compras de terra feitas ilegalmente pela Stora Enso na
>>>> faixa de fronteira e expropriação dessas áreas para a reforma agrária.
>>>> Somente nos 45 mil hectares que estão em nome da empresa laranja, a
>>>> Agropecuária Azenglever daria para assentar cerca de 2 mil famílias,
>>>> gerando 6 mil empregos diretos. Atualmente 2.500 famílias estão
>>>> acampadas
>>>> no Rio Grande do Sul e o Incra alega não ter terras para fazer
>>>> assentamento.
>>>>
>>>> - Retirada dos projetos no Senado e na Câmara Federal que propõem a
>>>> redução da Faixa de Fronteira. Essa medida só vai beneficiar empresas
>>>> como
>>>> a Stora Enso que querem se apropriar das terras para transformá-las em
>>>> deserto verde, destruir nossas riquezas naturais como o aqüífero
>>>> guarani
>>>> e
>>>> o bioma Pampa. Para o povo gaúcho essa redução da faixa de fronteira
>>>>>>>> vai provocar aumento do êxodo rural, do desemprego, da destruição
>>>> ambiental e o fim soberania alimentar pois vai faltar terra para
>>>> produzir
>>>> alimentos.
>>>>
>>>> Sabemos que por lutar contra o deserto verde podemos sofrer a
>>>> repressão
>>>> do
>>>> governo gaúcho. É prática desse governo tratar os movimentos sociais
>>>> como
>>>> criminosos e proteger empresas que cometem crimes contra a sociedade.
>>>> Vamos resistir. Nossa luta é em defesa da vida das pessoas e do meio
>>>> ambiente. Estamos aqui em 900 mulheres, mas carregamos conosco a
>>>> energia
>>>> e
>>>> a coragem das milhares de camponesas que em todo o mundo lutam contra
>>>> a
>>>> mercantilização das riquezas naturais e da vida. Como dizia a
>>>> companheira
>>>> sem terra Roseli Nunes, assassinada covardemente em março de 1987 aqui
>>>> no
>>>> Rio Grande do Sul, “preferimos morrer lutando do que morrer de fome!”.
>>>>
>>>> Mulheres da Via Campesina do Rio Grande do Sul,
>>>>
>>>> Brasil, 04 de março de 2008.
>>>> .
>>>> Assessoria de Comunicação da Via Campesina
>>>> Porto Alegre: 51 9994-6156
>>>> Rosário do Sul: 51 9992-7674
>>>> #
>>>> --------------------------
>>>> Igor Felippe Santos
>>>> Assessoria de Imprensa do MST
>>>> Secretaria Nacional - SP
>>>> Tel/fax: (11) 3361-3866
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>>>> _______________________________________________
>>>> Lista CMI-Brasil-editorial
>>>> CMI-Brasil-editorial em lists.indymedia.org
>>>> http://lists.indymedia.org/mailman/listinfo/cmi-brasil-editorial
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