[cmi-brasil-tech] Google em disputa com legisladores europeus sobre privacidade
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Terça Janeiro 22 05:07:42 PST 2008
Terça, 22 de janeiro de 2008, 10h01
Google em disputa com legisladores europeus sobre privacidade
David Lawsky
O Google criticou parlamentares europeus e grupos de defesa da
privacidade, na segunda-feira, por seus esforços para convencer as
autoridades a avaliar como o grupo trata as informações pessoais de seus
usuários em sua análise da tomada de controle acionário da rival
DoubleClick, em uma transação de 3,1 bilhão de dólares.
O argumento foi um dos pontos centrais na audiência do Parlamento Europeu
para estudar o papel crescente que a Internet vem exercendo na violação
dos direitos dos cidadãos à privacidade.
A Federal Trade Commission (FTC) dos Estados Unidos aprovou no mês passado
a transação do Google, que combinaria sua posição dominante na publicidade
online vinculada a buscas à posição de liderança da DoubleClick no mercado
de publicidade em banners de Internet.
Depois de ouvir um comissário da FTC, grupos norte-americanos e europeus
de defesa da privacidade e membros do Parlamento europeu questionarem o
impacto da transação sobre os direitos dos cidadãos europeus à privacidade
online, o diretor jurídico do Google para questões de privacidade rebateu.
"As pessoas estão tentando encaixar um caso de privacidade em uma revisão
que gira em torno das leis de defesa da competição... Compreendo que as
pessoas continuem a difundir essa tese na Europa depois de serem
derrotadas nos EUA", disse Peter Fleischer. O ataque dele não fez muito
para acalmar as águas.
"O motivo para que vocês desejem os dados é que eles lhes oferecem
vantagem competitiva. São os negócios. Não acredito que as duas coisas
possam ser completamente desconectadas. E deveríamos discutir também esse
lado das coisas", disse Sophie in ''t Veld, a parlamentar holandesa que
solicitou a audiência.
Ela declarou que a informação é um fator de concorrência e declarou que
"dispor de tanta informação se traduz em poder de mercado."
Pamela Harbour, comissária da FTC, disse que seus quatro colegas na
comissão haviam adotado uma abordagem tradicional e excluído questões de
privacidade de sua decisão, mas ela dissentiu.
"Creio que uma abordagem tradicional não captura os interesses de todas as
partes. Não existe representação do consumidor cuja privacidade está em
jogo", afirmou.
Reuters
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