[cmi-brasil-video] Cineclube Pólis tem sessão amanhã

João Baptista Pimentel pimentel43 gmail.com
Quarta-Feira, 22 de Março de 2006 - 16:43:27 PST


Cineclube Pólis exibe O Profeta das Águas
e promove debate sobre cineclubismo   A exibição do documentário "O Profeta
das Águas" de Leopoldo Nunes e da mesa "O Que é Cineclube?", marcam o início
das atividades do Cineclube do Pólis, que acontecerá no próximo dia 23 de
março, a partir das 18h30, em São Paulo, SP, com entrada franca. Fazem ainda
parte do programa os curtas "Desirella", de Carlos Eduardo Nogueira e "Na
parede, na toalha e no lençol", obra coletiva dos cineclubistas capixabas
Virgínia Jorge, Lizandro Nunes, Ursula Dart e Luciana Gama.   A mesa de
debates acontecerá logo após a exibição dos filmes e será composta por
Felipe Macedo, presidente do Conselho de Administração do CPCine e Diretor
de Atividades Culturais do Memorial da América Latina; Carlos Seabra,
coordenador do Cineclube Vila Buarque e Diretor de Difusão e Acervos do CNC
– Conselho nacional de Cineclubes e João Baptista Pimentel Neto, presidente
do CREC – Centro Rio-clarense de Estudos Cinematográficos e tesoureiro do
CNC – Conselho Nacional de Cineclubes. A coordenação do evento será feita
por Luis Eduardo Tavares e Fernanda Versolato do Laboratório de
Desenvolvimento Cultural do Fórum Intermunicipal de Cultura-FIC. A proposta
é apresentar uma visão geral sobre o cineclubismo e debater as
possibilidades da ação cineclubista no Brasil após a rearticulação do
movimento ocorrida a partir de 2003.   Segundo Hamilton Faria, a criação do
Cineclube do Pólis faz parte das atividades desenvolvidas pelo Laboratório
de Desenvolvimento Cultural e acontece após um longo período de
amadurecimento da idéia. "Há tempos a criação de um cineclube vinculado ao
Pólis vêm sendo um assunto recorrente às reuniões promovidas pelo
Laboratório de Desenvolvimento Cultural. Fizemos algumas exibições
experimentais e acredito que agora estamos prontos para promover a atividade
de maneira mais organizada e permanente através da criação de um coletivo
voltado especificamente para isso".   Ainda segundo Hamilton, a criação do
CC do Pólis, através do Laboratório de Desenvolvimento Cultural, é um
reconhecimento do importante papel que pode ser desempenhado pelo
cineclubismo na construção de políticas públicas de cultura e na
democratização do acesso à cultura e à informação audiovisual.   A abertura
da sessão será feita por Luis Eduardo Tavares que apresentará os objetivos
do Cineclube Pólis.     Programação Dia: 23 de março – 18h30  
Desirella Direção:
Carlos Eduardo Nogueira Brasil, 11 min.   Na parede, na toalha, no
lençol... Direção:
Virgínia Jorge, Lizandro Nunes, Ursula Dart e Luciana Gama. Brasil, 20 min.
  O Profeta das Águas *Direção: *Leopoldo Nunes Brasil, 83 min.   Mesa: O
que é Cineclube? Felipe Macedo, Carlos Sebra, João Baptista Pimentel Neto,
Luis Eduardo Tavares e Fernanda Versolato.     Sinopses e Fichas Técnicas:
Desirella Direção: Carlos Eduardo Nogueira Brasil, 2003.
tempo de duração: 11 minutos
gênero: animação
estado: São Paulo som e música: Ruggero Buschione

Sinopse: Vivendo um conto de fadas, a velha Desirella consegue um par de
sapatos mágicos que a torna jovem, numa desesperada tentativa de
transcendência.   Premiação: Prêmio do Público no Festival de Cuiabá 2004
Prêmio Especial do Júri no Festival de Cuiabá 2004
Melhor Ficção no Festival de Gramado 2004
Melhor vídeo no Festival de Gramado 2004
Melhor Animação - Hors Concours no Festival de Vídeo de São Carlos 2004
Prêmio Porta Curtas no Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro -
Curta Cinema 2004
Prêmio Especial do Júri no Festival Latino-americano de Vídeo de Buenos
Aires 2004
Melhor Curta - Prêmio da Crítica no Cine Ceará 2004
Melhor direção no Cine Ceará 2004
Melhor Trilha Sonora no Cine Ceará 2004
Melhor vídeo no Cine Ceará 2004
Melhor Animação no Festival de Belém 2004
Melhor Trilha Sonora no Festival de Belém 2004
Melhor Animação no Festival de Vídeo de Santa Maria 2004
Melhor Roteiro no Festival de Vídeo de Santa Maria 2004
Melhor vídeo no Festival de Vídeo de Santa Maria 2004
Melhor Animação no Guarnicê de Cine e Vídeo 2004
Melhor Animação na Jornada de Cinema da Bahia 2004
Melhor Direção de Arte no Vitória Cine Vídeo 2004






Na parede, na toalha, no lençol... Direção: Virgínia Jorge, Lizandro Nunes,
Ursula Dart e Luciana Gama.



Brasil, 1997.



tempo de duração: 20 minutos
gênero: documentário
roteiro: Lizandro Nunes, Luciana Gama, Ursula Dart, Virgínia Jorge, Thaiz
Sabbagh.


*Sinopse:* Documentário sobre o movimento cineclubista no Espírito Santo e
no Brasil, que reconstrói, a partir dos relatos de seus principais
participantes no Espírito Santo, a atmosfera de um movimento que desejava
transformar a vida das pessoas através do cinema.

*Prêmios*:
Melhor Vídeo Documentário no Festival de Vídeo da Paraíba.
Prêmio Especial do Júri no Festival de Cinema e Vídeo de Curitiba.








O Profeta das Águas
*Direção:** *Leopoldo Nunes     Brasil, 2006. tempo de duração: 83 min gênero:
documentário *Roteiro**: *Leopoldo Nunes *Produção executiva:* Leopoldo
Nunes e Reinaldo Volpato *Direção de produção: *Jerson Badaró *Fotografia e
câmara:* Cleumo Segond *Som direto:* Marcio Jacovani *Montagem: *Reinaldo
Volpato *Co-produção: *TV Cultura e STV

Sinopse: A cidade de Rubinéia nasceu na expansão agrícola da década de 40 do
século XX, na fronteira de São Paulo com Mato Grosso do Sul e Minas Gerais,
onde do encontro das águas dos rios Grande e Paranaíba, nasce o rio Paraná.
Era o fim da linha do trem da FEPASA – Ferrovias Paulistas S.A., região
habitada por pioneiros agricultores que arrancavam o mato para plantar a
roça e depois o capim, que animavam o comércio e a política. Em 1966 os
militares que comandavam o Brasil decidem iniciar a construção da
hidrelétrica de Ilha Solteira, a maior do país, que inundaria toda a região.
Inicia-se o processo de desapropriação da população, causando grande
movimentação com a venda de posses e mudanças.

No dia 1º de outubro de 1970 o líder religioso Aparecido Galdino Jacintho
rezava com os seus fieis no seu templo, em Rubinéia, à espera do Exército
Nacional, que se juntaria ao Exército da Forca Divina, cujos 16 primeiros
soldados havia fardado na noite anterior. Juntos, partiriam rumo a Mato
Grosso, para curar, pregar a paz e praticar a justiça, e impedir a
construção da barragem. Enfim chega a força militar, conforme a profecia,
mas reprime os fieis com violência brutal. Os presos são colocados amarrados
sobre um caminhão, que desfila nas cidades da região como se estivesse
exibindo um troféu da ditadura militar. Os camponeses são torturados na
cadeia de Estrela D'Oeste durante três meses e Aparecido Galdino é levado
para a capital, São Paulo, pelas mãos do delegado Sérgio Paranhos Fleury, o
mais temido torturador dos anos de chumbo. É enquadrado na Lei de Segurança
Nacional e interrogado por todos os tribunais militares. Fica detido, com os
presos políticos, nos presídios Barro Branco, Tiradentes, Carandiru, além
das cadeias do DOPS e DOI-CODI. É considerado inimputável pelo Estado, e
transferido para o manicômio judiciário de Franco da Rocha, em 1972,
tornando-se o primeiro caso que revela o uso da instituição psiquiátrica
para o encarceramento de presos políticos. Em 1974 Galdino é absolvido pela
justiça comum, mas estava condenado à prisão perpétua pela ditadura militar,
desde que lhe conferiram o status de Louco.

Após duas décadas de pesquisas, o filme O Profeta das Águas resgata
documentos históricos de arquivos das justiças comum e militar, arquivos de
hospitais psiquiátricos, e localiza diversas pessoas que viveram este caso
de violência do regime ditatorial. Através da tradição oral foi possível
reconstruir detalhes desta história que não constara dos arquivos oficiais.
Alípio Freire, José de Souza Martins, Ricardo Carvalho, João Pedro Stédile,
Mário de Passos Simas, Dom Paulo Evaristo Arns, Alcides Silva, Percival de
Souza, entre os desconhecidos brasileiros daquela região, compõem esta
historia. Um discurso fílmico construído a partir de fragmentos vivos, vidas
marcadas por uma barragem e uma ditadura.

Depois de nove anos de prisão Aparecido Galdino é libertado, com o apoio da
Igreja Católica e de jornalistas e intelectuais. Volta para sua terra, Santa
Fé do Sul, e vai trabalhar como jardineiro no canteiro de obras da ponte
rodoferroviária sobre o rio Paraná, que ligaria os estados da São Paulo a
Mato Grosso do Sul. Mais uma década se passa o Profeta, agora com setenta
anos, constituiu uma nova família, já que a primeira o abandonara. Teve dez
novos filhos. Continua a benzer e profetizar, e prepara com suas crianças a
nova geração. "Tanto os homens como os peixes têm o direito de subir e
descer o rio", ou "a barragem tira o povo da beira do rio", dizia.

*O Diretor:*

*Leopoldo Nunes*, cineasta, estudou na Escuela Internacional de Cine y TV de
Cuba e na ECA-USP. Diretor dos curtas O Profeta das Cores (16mm, 1994 -
melhor documentário 16mm no 28º Festival de Brasília), Erra Uma Vez (16mm,
1997) e A Lata (35mm, 2003 - premio especial do júri e premio ANDI – Cinema
pela Infância, 36º Festival de Brasília; melhor filme do júri popular no FAM
- Florianópolis Audiovisual Mercosul 2004). Diretor de documentários para a
TV dos Trabalhadores, STV, TV Bandeirantes e para empresas independentes.
Dedicou-se nos últimos anos à política institucional do Cinema Brasileiro,
tendo presidido a ABD-SP e a ABD-Nacional. Foi representante de classe na
Comissão Nacional de Cinema e na diretoria do Congresso Brasileiro de
Cinema. Desde janeiro de 2003 é funcionário público federal. O Profeta das
Águas, apresentado neste festival, foi iniciado há 19 anos.

*Produtora:*
Taus Produções Audiovisuais
Rua Mourato Coelho, 206 Cj. 1, Pinheiros
05417-000 São Paulo - SP
(11) 3891-1929


Serviço: Cineclube Pólis Rua Araújo, 124 Próximo a Estação República do
Metro. São Paulo – SP Fone: 11.3258.6121 e-mail: cultura  polis.org.br
www.polis.org.br




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Pimentel

Construindo Uma Cultura de Paz
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