[cmi-campinas] Moradores tentam salvar lagoa
João
johano em uol.com.br
Domingo Dezembro 3 17:16:40 PST 2006
http://www.cosmo.com.br/cidades/campinas/integra.asp?id=179105
Publicada em 03-12-2006
Moradores tentam salvar lagoa
Delma Medeiros / Agência Anhangüera
Cerca de 50 pessoas, entre moradores da região e representantes de entidades
ambientalistas, se mobilizaram no sábado para protestar contra o
esvaziamento da represa do Jardim Míriam, mais conhecida como Lagoa das
Canas. Os manifestantes tomaram para si a tarefa de fechar com pedras uma
vala aberta há cerca de um mês e que fez baixar em vários metros a água da
lagoa. "A vala foi aberta com dinamite, e sem uma providência a lagoa seria
esvaziada. Assim, a população se uniu para fazer um dique e represar
novamente a água", explicou a presidente da Associação de Proteção à
Diversidade das Espécies (Proesp), Márcia Corrêa.
Até as crianças se empenharam na recuperação, retirando peixes que ficaram
presos depois do dique e os colocando novamente na represa. De acordo com o
Departamento de Água e Energia Elétrica (DAEE), a construção da vala foi
determinada à Universidade São Francisco, uma das proprietárias da área,
para baixar o nível da água por razões de segurança, já que haveria risco do
dique se romper e a água atingir imóveis das proximidades. Já os
ambientalistas e moradores alegam que a medida atende interesses comerciais,
para construção de um condomínio no local.
"É um absurdo. Todo um ecossistema será afetado se esvaziarem a represa.
Isso será prejudicial para pássaros, peixes e outros animais silvestres,
além das quatro nascentes que abastecem a lagoa", afirmou a representante da
Associação de Moradores do Vale das Águas, Eurimar Amaral. Ela citou ainda
que o escoamento de milhões de litros d´água para o ribeirão Anhumas pode
causar mais enchentes e transbordamento do ribeirão neste período de chuvas.
Os moradores contestam também a alegação de que a represa, chamada de
"praia" do Míriam, representa risco para a população devido à possibilidade
de afogamentos dos freqüentadores. "No mar também morre muita gente afogada,
mas nem por isso vamos secá-lo. O risco de afogamento existe em qualquer
lagoa ou rio. Não se pode acabar com os cursos d´água por isso. Cabe às
pessoas o cuidado para evitar os acidentes", resumiu Márcia.
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