[cmi-campinas] 4o. Mês da Diversidade e da 6a. Parada do Orgulho GLTTB de Campinas
João
johano em uol.com.br
Segunda Maio 22 07:10:17 PDT 2006
25/06, Campinas faz sua Parada ( A de São Paulo vai ser antes: 17 de junho, 14h, Avenida Paulista
O cartaz da parada gay de Campinas em http://hosting.pop.com.br/glx/glx.php?artid=2764
4o. Mês da Diversidade e da 6a. Parada do Orgulho GLTTB de Campinas
11.05.2006 fonte: http://hosting.pop.com.br/glx/glx.php?artid=2764
Joao
Depois de levar quase 20 mil pessoas às ruas da cidade no ano passado para comemorar o Dia do Orgulho Homossexual, o Fórum de Gays, Lésbicas, Travestis, Transexuais e Bissexuais de Campinas realiza mais uma vez sua maior manifestação no dia 25 de junho de 2006.
Sob o tema "Homofobia é CRIME! Defender o respeito é dever de TODA a sociedade", o Fórum GLTTB espera contar com cerca de 80 entidades para juntos comporem a Parada do Orgulho deste ano. Entre as entidades convidadas estão o movimento negro, o movimento de mulheres e entidades estudantis. Tudo para mostrar que, realmente, TODOS podem se empenhar em lutar contra o preconceito e a discriminação à diversidade sexual.
"É algo nunca feito antes," admitem membros do Fórum, "Mas depois de ser a última cidade a abolir a escravidão, Campinas vem mantendo uma tradição de ser vanguarda na defesa dos direitos GLTTB. É bom lembrar que foi aqui que surgiu o primeiro Centro de Referência GLTTB do Brasil." Segundo eles, o que o Fórum está fazendo é abrir espaço dentro da Parada para que cada um desses movimentos dê o seu recado, aliando sua própria bandeira à causa GLTTB. "As mulheres, por exemplo, podem ressaltar a caráter machista da homofobia. Ou os negros mostrarem que a homofobia, assim como o racismo, é uma forma de opressão," explicam.
Isso é importante porque ainda existe um receio em se falar em crimes homofóbicos no Brasil. A cada 2 dias uma pessoa homossexual, bissexual ou trans é assassinada no país. Na maior parte dos casos a mídia omite o fato dessa pessoa não ser heterossexual e ter morrido por causa disso. O que acontece é que a população GLTTB sofre o mesmo tipo de agressão direcionada aos negros, por exemplo, por meio de atitudes e comportamentos racistas. Mas enquanto o racismo é considerado crime hediondo, a homofobia não. Existe um projeto de lei tramitando na Câmara Federal para equiparar a homofobia ao racismo, o PL 5003/01, da Dep. Iara Bernardi (PT-SP). Será pela aprovação deste projeto que todas as Paradas do Brasil se manifestarão esse ano. Essa necessidade se apresenta, segundo a Desembargadora Maria Berenice Dias (RS), porque "o afeto merece ser visto como uma realidade digna de tutela."
Mas tem mais. Uma vez oferecida a chance de participar da Parada, cada movimento organizado foi convidado a pensar em maneiras irreverentes de ocupar este espaço. Para o Fórum GLTTB, quanto mais artística ou divertida essa participação melhor. "Queremos que os grupos levem o debate para dentro de suas entidades e que pensem em conjunto como será essa intervenção. Que tenha a cara da entidade, mas centrada no combate ao preconceito." E não é só isso. "Queremos também que todos e todas participem da organização da Parada propriamente dita, que a tirem do papel junto conosco."
Aula de Cidadania
Para o Fórum, só esse ato de levar a discussão sobre diversidade sexual para o interior de diversos segmentos organizados da sociedade já é em si benéfico. Se discutir relações de gênero, o papel do homem e damulher, ainda é tabu em muitos grupos, que dirá então discutir homossexualidade e travestilidade! Está lançado o desafio.
O resultado será vantajoso de duas formas. Primeiro, mostrará à própria sociedade que toda ela pode se beneficiar por viver o respeito às diferenças. E que não é preciso ser gay, lésbica, travesti, transexual ou bissexual para abraçar a luta pelo respeito à diversidade. Por fim, a própria comunidade GLTTB irá perceber,com essa nova Parada, que ela não é isolada, um gueto, mas parte de um todo. E que do mesmo modo que luta por seus direitos, também pode participar da luta dos jovens pela educação ou da luta dos sem-terra por uma reforma agrária justa. Em 2006, a Parada do Orgulho GLTTB de Campinas será uma verdadeira aula de cidadania.
Mês da Diversidade
A 6ª. Parada do Orgulho GLTTB é o clímax do 4º. Mês da Diversidade, relizado desde 2003, e que dura todo o mês de junho.
Este ano, mais uma vez, o Mês da Diversidade terá sua abertura no Parque do Taquaral dia 04 de junho, com a já tradicional Gincana da Diversidade. Ano passado o próprio prefeito da cidade esteve presente para o hasteamento da bandeira do arco-íris, símbolo do movimento, e a abertura dos jogos.
No fim de semana seguinte, dia 10/06, ocorrerá o Festival de Novos Talentos, na Vila Pe. Anchieta, organizado pelos próprios moradores da comunidade.
No meio da semana, na terça-feira dia 13, acontecerá a I Parada da Unicamp pela Diversidade Sexual e uma festa junina com uma exclusiva quadrilha GLTTB.
No dia 17/06 acontece a Parada do Orgulho GLTTB de São Paulo, onde são esperadas mais de 2 milhões de pessoas.
Uma semana depois, no dia 24/06, véspera da Parada de Campinas, acontece a Manifestação Sáfica, onde lésbicas e mulheres bissexuais expressam seu amor por mulheres e expõem questões de gênero em prosa, verso e música na Praça Bento Quirino.
No dia seguinte, 25/06, Campinas faz sua Parada e, no dia 28, Dia Municipal do Orgulho Homossexual, a Câmara de Vereadores de Campinas realizará um Ato Solene em homenagem à população GLTTB.
Finalmente, no dia 1º. de julho, um sábado à tarde, o Fórum encerra suas atividades com a Matinê Converse Party, uma festa voltada aos jovens. Na ocasião, será lançado o livro "Frutos do Brasil", da jornalista Neide Duarte, da Globo, que tem um capítulo dedicado ao movimento de juventude GLTTB em Campinas.
História
Há 37 anos, em um pequeno bar de Nova York, gays, lésbicas e travestis se rebelaram contra o tratamento agressivo que recebiam de uma blitze da polícia. Pela primeira vez houve um enfrentamento real, que durou três dias e incendiou o boêmio bairro de Greenwich Village. Um ano depois, na mesma data, três das maiores cidades americanas realizaram marchas de protesto contra o preconceito e a discriminação e pedindo por mais respeito e visibilidade. Eram as primeiras Paradas do Orgulho GLTTB.
Desde então, em todo o mundo, gays, lésbicas, travestis, transexuais e bissexuais celebram esse importante dia, que foi o inicio do movimento GLTTB. Campinas não ignorou esse clamor, instituindo através da Lei no. 10.182/99, o dia 28 de junho como o Dia Municipal do Orgulho Homossexual.
Hoje o Brasil conta com mais de 70 Paradas em todo o território nacional. Só ano passado na cidade de São Paulo, quase 2,5 milhões de pessoas estiveram na Avenida Paulista e Rua da Consolação.
O Fórum
O Fórum de Gays, Lésbicas, Travestis, Transexuais e Bissexuais de Campinas é uma entidade formada pelo GRUPO E-JOVEM de Adolescentes Gays, Lésbicas e Aliados; pelo IDENTIDADE - Grupo de Ação Pela Cidadania de Lésbicas, Gays, Travestis, Transexuais e Bissexuais; e pelo MO.LE.CA. - Movimento Lésbico de Campinas que, com um entrosamento pioneiro no país, se uniram para realizar ações de resgate de cidadania junto à comunidade GLTTB, orientar políticas públicas voltadas a essa população e realizar ainda outros eventos, como o Dia de Visibilidade Lésbica, em agosto.
CONTATOS:
Paradacampinas2006 em yahoo.com.br
GRUPO E-JOVEM: (19) 3295-9642 / 9136-1950
IDENTIDADE: (19) 3234-8953 / 3236-2428 / 3267-9023
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