[CMI-caxias-boletim] Boletim 27 - Fórum Social Mundial V - antes tarde do que nunca

CMI-Caxias cmi-caxias em terra.com.br
Terça Fevereiro 15 09:16:46 PST 2005


*Centro de Mídia Independente <www.midiaindependente.org>*

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*Boletim de Notícias n°27 - 07/02/2005
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***CMI - Caxias do Sul*

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/*Por uma rede de informação e solidariedade
entre os movimentos sociais e segmentos oprimidos!

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Cobertura do CMI no V FSM** *
Retrospectiva do fórum

*EVENTO VOLTA A PORTO ALEGRE*

*Fórum Social Mundial começou nesta quarta-feira*
Fonte: CMI-Brasil

    Começou o V FSM em Porto Alegre. Ao contrário das edições passadas, 
essa quinta edição é marcada pela ausência de atividades centrais. Todas 
as atividades estão espalhadas em edifícios e galpões às margens do Rio 
Guaíba e organizadas em 11 espaços temáticos: Afirmando e defendendo os 
bens comuns da terra e dos povos; Arte e Criação; Comunicação; 
Defendendo a diversidade, pluralidade e identidades; Direitos humanos e 
dignidade para um mundo justo e igualitário; Economia soberanas pelos e
para os povos; Ética, cosmovisões e espiritualidades; Lutas sociais e 
alternativas democráticas; Paz e desmilitarização; Pensamento autônomo; 
Rumo à construção de uma ordem democrática internacional e integração 
dos povos.
    Paralelamente, o Acampamento Internacional da Juventude tem 
programação própria, organizada em 8 centros de ação: Aldeia da Paz; 
Caracol Intergaláctika; Espaço TERRAU; Espaço de Saúde e Cultura Ernesto 
Guevara; Laboratório de Conhecimentos Livres; Lógun-édè; Raízes e 
Tupiguara. A programação destes espaços pode ser encontrada aqui. Grupos 
autônomos estão organizando atividades dentro e fora do Fórum Social 
Mundial. Grupos de software livre, mídia independente, rádios livres e 
mídia tática estão reunidos no Laboratório de Conhecimentos Livres no 
Acampamento da Juventude. Também no Acampamento da Juventude, grupos 
ativistas autônomos estão no Caracol Intergaláctika, num espaço dedicado 
às lutas sociais autônomas, dos zapatistas ao passe livre, dos 
trabalhadores desempregados ao movimento pelo software livre.
    Finalmente, a Federação Anarquista Gaúcha está promovendo as III 
Jornadas Anarquistas que se realizam todas as noites, a partir das 18 
horas, nos dias 27 e 30, na Escola Protásio Alves (Avenida Ipiranga, 1090).

*Como foi o território do fórum nesse ano... Clique:*
HTTP://www.midiaindependente.org/pt/blue/2005/01/303914.shtml

*Movimentos Sociais realizam protestos no FSM*
Fonte: CMI-Brasil

    A Marcha Pela Paz de abertura do V FSM contou com 200.000 pessoas, 
segundo dados da brigada militar do Rio Grande do Sul. Visto os 
objetivos iniciais do evento, a marcha não deixou de ter um caráter 
excessivamente carnavalesco. Movimentos sociais como o Movimento dos 
Atingidos por Barragens (MAB) e Movimento Nacional de Luta por Moradia 
(MNLM) realizaram protestos de ação direta. Na madrugada do dia 25 de 
janeiro, o MNLM ocupou um prédio da saúde pública federal abandonado há 
muito tempo no centro de Porto Alegre com cerca de 80 pessoas. Na manhã 
da quarta-feira (26/01) o MAB realizou uma série de bloqueios de 
rodovias em quatro pontos diferentes dos estados de Santa Catarina e Rio 
Grande do Sul.
    Já na quinta-feira, 27, o dia começou com discurso do presidente 
Lula diante de uma platéia distinta, composta por milhares de petistas 
vestidos com camisetas "100% Lula", militantes do PSTU, PSOL e 
apartidários que protestaram dentro e fora do Gigantinho (local do 
discurso). Após o discurso de Lula, dois estudantes que vaiaram o 
presidente foram presos e agredidos pelos seguranças.
No final do primeiro dia de atividades, o Ministro da Cultura, Gilberto 
Gil, visitou o Laboratório de Conhecimentos Livres e participou de uma 
atividade sobre Software Livre. Durante a visita, grupos ligados ao 
movimento pela democratização da mídia fizeram um grande protesto 
exigindo do ministro explicações sobre a política de repressão às rádios 
livres e comunitárias. O governo Lula é o recordista em perseguições e 
fechamento de rádios. O debate não foi muito adiante pois o Ministro Gil 
e seus assessores não atenderam ao convite dos meios livres e 
alternativos para conceder uma entrevista afastada dos meios corporativos.

*Outros textos (relatos, ocupações dos movimentos, repressão, sobre 
Davos)... Tudo em:*
HTTP://www.midiaindependente.org/pt/blue/2005/01/304951.shtml

Polícia invade ocupação, detém os presentes e apreende material
Fonte: CMI-Brasil

    A policia civil, acompanhada da militar, invadiu na tarde do dia 28 
de janeiro uma ocupação cultural, o Squatt Teimosia, em Porto Alegre e 
prendeu cerca de 30 pessoas que foram levadas à delegacia e liberadas 
posteriormente. A polícia, que não possuía mandado judicial, afirmou ter 
recebido uma denuncia anônima dizendo que o grupo pretendia realizar um 
atentado contra o Fórum Social Mundial. No local a policia alegou ter 
encontrado 30 coquetéis molotov, um vidro de pólvora e seis pequenas 
bombas. Apesar disso, foi visto apenas pólvora proveniente de fogos de 
artifício e garrafas vazias. Ao contrário do que algumas rádios locais 
também divulgaram, nenhum ataque feito com materiais explosivos a 
agencias bancárias pelos moradores e moradoras da ocupação foi comprovado.

*Matéria completa e relatos... Clique:*
HTTP://www.midiaindependente.org/pt/blue/2005/01/305251.shtml

*MULHERES*

***Manifestação denuncia a violência contra a mulher no Acampamento da 
Juventude*
Fonte: CMI-Brasil

    Na noite do sábado (29) ocorreu uma manifestação denunciando a 
violência contra a mulher no Acampamento da Juventude do V Fórum Social 
Mundial. Muitas pessoas se reuniram para mostrar que não toleram e não 
se mantêm passivas diante das diversas manifestações de violência que as 
mulheres estão sofrendo dentro do acampamento. Durante a concentração da 
manifestação, muitas mulheres estavam relatando casos de assédio e 
agressão que sofreram dentro do acampamento, do problema que se tornou 
tomar banho nos chuveiros comuns a homens e mulheres, da dificuldade que 
têm até de circular de um lado para o outro sem que sejam assediadas.
    A manifestação recomenda que as mulheres não circulem sozinhas pelo 
acampamento para que possam defender-se dos ataques machistas de alguns 
acampados, mas que não se inibam pelos homens e não deixem de fazer suas 
atividades e se manifestarem por sua causa. As manifestantes criaram 
também, como mecanismo de defesa das acampadas, a chamada "Brigada 
Lilás", uma espécie de milícia feminista que pretende ajudar a mulher 
que sofrer qualquer caso de abuso dentro do acampamento.As voluntárias 
da Brigada Lilás podem ser identificadas por um pedaço de tecido lilás, 
amarrado no braço ou na cabeça das participantes.

*Outros textos e fotos... Veja:*
HTTP://www.midiaindependente.org/pt/blue/2005/01/305281.shtml


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