[cmi-curitiba] UFPR: Denúncia de aparelhos em cães repercute em todo País
João
johano em uol.com.br
Sexta Setembro 15 06:31:08 PDT 2006
Uma informação importante: "O próximo passo do professor é doar os seis cães
para uma ONG de proteção animal, o que deve acontecer ainda hoje." Vamos
acompanhar para saber o estado de saúde dos cães e para que ONG serão
encaminhados.
João
Cidades cidades em parana-online.com.br Fonte:
http://www.parana-online.com.br/noticias/index.php?op=ver&ano=temp&id=232005&caderno=3
Denúncia de aparelhos em cães repercute em todo País
Ligia Martoni [15/09/2006]
A repercussão da denúncia de colocação de aparelhos dentários em cães, que
partiu de estudantes da Universidade Federal do Paraná (UFPR), gerou
polêmica muito além do território paranaense. Classificado como uma
inverdade pelo coordenador do curso de Odontologia, Jayme Bordini Junior, o
assunto ganhou repercussão em outros estados, a partir de ONGS e ativistas
protetores dos animais. Por isso, o professor cancelou o experimento que
afirmava realmente pretender fazer regeneração óssea a partir da aplicação
de uma proteína e se revelou frustrado com as perdas financeiras e
científicas: "Se funcionasse com animais, poderíamos futuramente corrigir
defeitos ósseos que atualmente não conseguimos em seres humanos".
Foram mais de cem e-mails recebidos de pessoas de todo o Brasil. "Fiz
questão de responder a todos", diz Bordini. O celular também não parava de
tocar, com ligações de toda parte. "As pessoas ligam fazendo ameaças",
desabafa. Segundo ele, a denúncia que fez ruir sua pesquisa era mentirosa.
"Para não sujar o nome da instituição, resolvi cancelar o procedimento. Foi
uma grande perda, já que acredito não ter mais recursos para subsidiar
novamente um experimento como este".
Bordini tinha permissão do Conselho de Ética em Pesquisa Animal da
universidade, que, segundo ele, é composto por pesquisadores criteriosos.
"São biólogos extremamente rígidos. Conhecem a fisiologia do animal e sabem
detectar se vão sentir dor ou não com os experimentos", explica. Segundo o
coordenador, o estudo é realizado do início ao fim sem maus-tratos aos
animais.
O teste relatado pelo professor consiste em aplicar a proteína em áreas de
defeito ósseo do maxilar através de pequenas cirurgias - as fissuras podem
ser pré-existentes ou feitas cirurgicamente. "Não seriam causados grandes
danos aos animais. Mas a questão é que ninguém entra em uma farmácia para
comprar um remédio, um cosmético ou tomar uma vacina sem que tudo isso tenha
antes sido testado em animais. Felizmente, hoje a ciência nos proporciona
uma série de alternativas para não termos de usá-los, mas existem casos em
que isso ainda não é possível".
O próximo passo do professor é doar os seis cães para uma ONG de proteção
animal, o que deve acontecer ainda hoje.
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