[cmi-curitiba] Carro da Guarda Municipal é apedrejado no Fazendinha

jf jf-ctba em riseup.net
Quinta Janeiro 1 18:56:59 PST 2009


opa
Aconteceu memso ou é o início de notícias plantadas pra justificar uma 
ação violênta de despejo???
alguém esta acompanhando la?

por sinal haviam dezenas de carros da guarda (goe, guarda, e diretran) 
cercando o local da posse do prefeito, inclusive com carros sobre 
gramado, calçadas, interdição de vias públicas.
Não acompanhei o circo mas fiquei curioso pra saber se houve algum 
manifesto contrário.


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http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=842912&tit=Carro-da-Guarda-Municipal-e-apedrejado-no-Fazendinha

Carro da Guarda Municipal é apedrejado no Fazendinha

31/12/2008 | 11:02 | Gazeta do Povo

  Um carro da Guarda Municipal de Curitiba foi apedrejado, na manhã 
desta quarta-feira (31), na Rua João Dembinski, no bairro Fazendinha, 
que tem a calçada ocupada por cerca de 60 famílias. Conforme informações 
da assessoria de imprensa da prefeitura de Curitiba, uma equipe da 
Guarda Municipal fazia ronda no local quando o veículo foi apedrejado 
por moradores da calçada ocupada. Uma segunda viatura da Guarda foi ao 
local para ajudar a controlar a situação.

Segundo reportagem veiculada pela rádio BandNews, o carro da Guarda 
Municipal foi apedrejado porque o veículo tentou passar por um bloqueio 
na rua promovido pelos moradores. Conforme a reportagem, foram ouvidos 
disparos de revólver mas, segundo a prefeitura, os guardas municipais 
que estavam no local não fizeram nenhum disparo.

A história da ocupação no Fazendinha vem se desenrolando desde o mês de 
setembro e já teve uma vítima. Na última segunda-feira (29) o 
desembargador Fernando Vidal de Oliveira, do Tribunal de Justiça do 
Paraná, determinou que seja feita a desocupação das calçadas da Rua João 
Dembinski. A decisão acrescentou que a prefeitura de Curitiba deve 
oferecer alojamento às 60 famílias que estão acampadas no local ou, caso 
os acampados prefiram, que sejam dadas passagens para que retornem à 
cidade de origem.

A ocupação teve início de setembro, quando um grupo formado por 60 
famílias ocupou um terreno na Rua João Dembinski. Em pouco tempo, o 
número de pessoas no local passava de mil. No dia 23 de outubro, uma 
ação de reintegração de posse do terreno deixou quatro pessoas feridas e 
um cinegrafista foi atingido por um disparo de tiro com munição de 
borracha no rosto.

Com a retirada das famílias do terreno, elas montaram barracos na 
calçada da rua. No dia 5 de novembro, um dos sem-teto que morava na 
calçada, Celso Eidt, 38 anos, foi assassinado com cerca de 15 tiros. A 
família acusou seguranças do terreno de terem executado Celso, porque na 
manhã do mesmo dia ele teria ido buscar água na área. O assassinato de 
Celso Eidt não intimidou as famílias que permanecem no local.

Durante uma audiência, no último dia 24 de novembro, a prefeitura 
sugeriu que as famílias fossem morar em albergues ou recebessem 
passagens de retorno para suas cidades de origem. Com isto, os moradores 
entraram com um novo pedido para suspender a reintegração de posse que 
havia sido determinada pela 4ª Vara de Fazenda Pública. Com base na Lei 
Orgânica da Assistência Social e no Plano Nacional de Assistência 
Social, os moradores justificaram que a população em situação de risco 
social não pode ser atendida por albergues ou casas de passagem, já que 
estes locais públicos possuem outra destinação.

No dia 18 de outubro, cerca de 50 moradores da calçada fizeram uma 
manifestação no centro de Curitiba. Portando faixas e cartazes contra o 
prefeito Beto Richa, os manifestantes saíram da Praça Rui Barbosa em 
direção à Câmara Municipal de Curitiba, onde protocolaram documento 
pedindo que o terreno particular que ocuparam no Fazendinha se 
transforme em uma Zona Especial de Interesse Social (Zeis), para receber 
as famílias sem moradia



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