[cmi-curitiba] Robôs atuam em guerras no Afeganistão e no Iraque

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Terça Maio 26 19:31:47 PDT 2009


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Robôs atuam em guerras no Afeganistão e no Iraque

Andy Robinson

Uma das primeiras baixas do conflito no Iraque é o sonho futurista de 
Donald Rumsfeld, que previa uma guerra de conectividade virtual e de 
sistemas, de redes de informações que vinculariam as diversas 
plataformas de armamentos, de tanques a caças-bombardeiros, e 
facilitariam uma redução drástica nos efetivos humanos das forças 
armadas. Mas a robótica militar foi adotada extensamente, e com sucesso, 
nas guerras do Afeganistão e Iraque.

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Passados cinco anos, Rumsfeld já não é secretário da Defesa, e o livro 
de estratégia militar mais em moda nos Estados Unidos é o manual nada 
tecnológico de combate à insurreição que está sendo seguido pelo general 
James Petraeus, o comandante em chefe das forças armadas no Iraque.

Se a visão militar de Rumsfeld se provou fantasiosa, em outra área da 
tecnologia militar do século XXI filmes como Exterminador do Futuro e 
Eu, Robô já parecem realistas. Há mais de cinco mil veículos militares 
robotizados no Iraque, a maioria dos quais trabalhando na busca de 
explosivos; no entanto, número cada vez maior deve ser equipado com 
metralhadoras ou como plataformas para mísseis.

Na guerra aérea, há mais de mil aviões sem piloto em operação, do Global 
Hawk, um aparelho de espionagem de elevada autonomia fabricado pela 
General Atomics, da Virgínia, ao letal Predator, produzido pela Northrop 
Grumann, multinacional da área de defesa.

"É verdade que a tecnologia de redes não mudou em nada, mas a qualquer 
momento um Global Hawk pode detectar um alvo e um Predator pode 
destrui-lo com um míssil. Basta que um operador aperte um botão em Fort 
Neill, Las Vegas", diz Peter Singer, que trabalha no programa de 
pesquisa da defesa da Brookings Institution.

Singer alega, em Wired for War, seu livro ainda inédito sobre as novas 
tecnologias, que, como o tanque e o submarino na Primeira Guerra 
Mundial, ou a bomba atômica na Segunda, o robô militar será visto como a 
grande inovação tecnológica da guerra no Iraque. "Não se sabe exatamente 
como esse equipamento virá a ser utilizado, mas pela primeira vez na 
história o monopólio humano sobre a guerra foi perdido", ele explicou em 
entrevista ao La Vanguardia.

Nos planos de combate do Pentágono para o futuro ¿ com um orçamento de 
US$ 127 bilhões -, cerca de um terço das unidades encarregadas de 
tarefas como reconhecimento, desativação de bombas, vigilância e 
espionagem, e ataques selecionados devem ser formadas por robôs, até 
2015. E o departamento considera possível ter soldados robotizados em 
ação em 2035.

No começo da guerra, segundo Singer, havia ceticismo com relação aos 
robôs. Mas "Iraque e Afeganistão criaram aceitação geral para a 
tecnologia robótica no comando das forças armadas", disse.

Na gama atual de veículos terrestres sem piloto, existem robôs pequenos 
que parecem tanques de brinquedo, perfeitos para inspecionar 
carros-bomba ou, equipados com câmeras, conduzir reconhecimento em 
terreno perigoso. Outros modelos, maiores, estão equipados com 
metralhadoras ou lança-mísseis. O Sword System, da Foster Millar, inclui 
robôs armados com metralhadora que procuram inimigos escondidos como se 
fossem soldados em uma rua de Falluja.

Já os robôs voadores superam qualquer coisa vista em um filme de James 
Bond. Outra gigante da defesa, a Lockheed Martin, desenvolveu o 
Cormorant, um protótipo de avião sem piloto a ser instalado em 
submarinos. Lançado, o avião flutua até a superfície, decola e ataca com 
mísseis.

Os robôs militares não se parecem muito com o exterminador do futuro, 
ainda que haja projetos de trajes que reforçam a potência corporal, a 
velocidade a resistência dos soldados. Ou seja, trajes com vida própria.

foto:
Robô equipado com metralhadora já é realidade nas ações militares no Iraque
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