[cmi-goiania] Lagarta subverte milho da Monsanto

Jorge Camoles jcamoles em hotmail.com
Sábado Setembro 25 08:04:14 PDT 2004


Existem 4 mensagens sobre este tópico.

Tópicos contidos neste resumo:

     1. Marina apoia precaução e PR sem transgênico
          De: David Hathaway <hathaway em unisys.com.br>
     2. Decisão sobre MP transgênica sai até 4a , diz Aldo
          De: David Hathaway <hathaway em unisys.com.br>
     3. Lagarta subverte milho da Monsanto
          De: David Hathaway <hathaway em unisys.com.br>
     4. Re: Lula: MP transgênica pode ser editada
          De: "jussara" <jussara em sercomtel.com.br>


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Mensagem: 1
    Data: Fri, 24 Sep 2004 12:24:19 -0300
      De: David Hathaway <hathaway em unisys.com.br>
Assunto: Marina apoia precaução e PR sem transgênico

Folha de São Paulo, sexta-feira, 24 de setembro de 2004
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi2409200426.htm
PANORÂMICA - POLÊMICA

Marina Silva faz crítica velada à edição de medida provisória sobre
transgênico

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, defendeu ontem, em Curitiba, que
o Brasil preserve o know-how adquirido sobre a tecnologia da soja
convencional, numa crítica velada à possibilidade de o presidente Lula
editar medida provisória para legalizar o plantio de soja transgênica,
devido ao atraso da votação da Lei da Biossegurança.

"Não podemos subordinar aquilo que é o correto [uma lei reguladora] a
problemas conjunturais, muito embora tenhamos que dialogar com eles",
afirmou, ao responder a uma pergunta sobre a falta de lei e a pressão dos
produtores gaúchos para liberação de sementes transgênicas às vésperas do
plantio da safra 2004-2005.

Segundo a ministra, o Brasil "não pode abrir mão do know-how e de toda a
experiência adquirida em soja convencional". "É esse conhecimento, é essa a
tecnologia que nós, com segurança, dominamos", disse. (DA AGÊNCIA FOLHA, EM
CURITIBA)

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Agência Brasil, Brasil Agora, 24/09/2004 07:18
http://www.radiobras.gov.br/materia_i_2004.php?materia=201128&editoria=&q=1

Marina: pesquisa brasileira sobre soja convencional não pode ser desprezada

Lúcia Nórcio, Repórter da Agência Brasil

Curitiba - A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, manifestou-se, ontem
em Curitiba, contra o plantio da soja transgênica de forma irregular e sem
a definição do Congresso Nacional sobre a Lei de Biossegurança. Durante
encontro com o governador Roberto Requião, a ministra afirmou que a
pesquisa brasileira sobre a soja convencional não pode ser desprezada
diante de uma suposta vantagem econômica. "O plantio da soja contrabandeada
da Argentina cria uma situação que não é a melhor para o país. O acúmulo de
pesquisa que o país tem em relação à soja convencional não pode ser
preterido em função de qualquer investimento ou oportunidade", ressaltou.

Marina considerou o esforço do governo para manter o Paraná como área livre
de transgênicos merecedor da inclusão na Lei de Biossegurança. "Considero
legítimo o posicionamento do governador Requião, porque está baseado em
oportunidades de mercado e na tendência dos consumidores que, cada vez
mais, querem produtos com benefícios garantidos – tanto no aspecto
relacionado à saúde quanto ao meio ambiente. Este pleito tem que ser
acolhido no marco legal que está se estabelecendo", acrescentou.

Além do fator econômico, a ministra lembrou o princípio da precaução que o
país se comprometeu a respeitar em tratados internacionais. "Procuramos
criar um processo virtuoso que salvaguarde os compromissos internacionais
que o Brasil assumiu, quando ratificou a convenção da biodiversidade – o
Protocolo de Cartagena – e quando sinalizou, em seu projeto, que estaria
defendendo os interesses dos pesquisadores, dos consumidores e dos
produtores mediante o princípio da precaução", afirmou.

Marina Silva explicou que existem duas tendências para a aprovação da Lei
de Biossegurança: uma representada pela aprovação, na Câmara dos Deputados,
do substitutivo que está de acordo com a proposta do Ministério do Meio
Ambiente; outra representada pelas comissões técnicas do Senado, que ainda
não apresentaram parecer.

A ministra disse que o Paraná está em consonância com o governo federal na
elaboração de políticas ambientais. "A construção de corredores de
biodiversidade, a recuperação da mata ciliar, o fim dos lixões e outras
ações que estão acontecendo no Paraná têm o apoio do Ministério do Meio
Ambiente, que também incentiva programas como estes em outros estados".

A ministra participou do lançamento do Programa de Proteção aos
Remanescentes de Araucária, uma das ações conjuntas entre os governos
estadual e federal para tentar reverter o quadro de degradação no Paraná.
Durante o lançamento do programa, foi assinada portaria instituindo Câmara
Técnica para desenvolver ações voltadas à proteção, conservação e
recuperação da Floresta Ombrófila Mista (Araucária). A Câmara Técnica será
integrada por representantes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e
Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Ministério do Meio Ambiente,
Secretaria do Meio Ambiente, Instituto Ambiental do Paraná (IAP),
Ministério Público e organizações não-governamentais (ONGs).

===========

O Estado do Paraná, Curitiba, 24/09/2004 - Economia
http://www.parana-online.com.br/index.php?pag=noticias&id_noticia=85855&noticias=S&id_tema=24&id_caderno=17

Ministra diz que há tempo para Lei de Biossegurança

Lyrian Saiki

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, afirmou ontem em Curitiba que
ainda há tempo hábil para ser votado o projeto da Lei de Biossegurança, que
trata dos transgênicos. Para ela, a população está à espera de uma lei que
regulamente a questão, e não de uma nova medida provisória. Já em Brasília,
o presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu ontem a possibilidade de
editar uma MP para resolver o problema do plantio da soja transgênica para
a safra 2004/2005. A ministra esteve participando da inauguração da sede
estadual do Ibama.

"Ainda estamos na expectativa de que o Senado, após o dia 3, possa apreciar
a matéria", afirmou a ministra. "Como o plantio (da soja) só vai acontecer
depois do dia 10, ainda haveria tempo hábil para, em regime de urgência
urgentíssima, ser votado o projeto. Até porque a sociedade brasileira tem
expectativa de um marco legal estruturante, não apenas de instrumentos de
medida provisória", declarou. No Senado, a votação do projeto de lei está
marcado para o próximo dia 5. Apesar das declarações, a ministra disse que
não poderia antecipar nenhuma posição do governo em relação à questão
"porque não tive oportunidade de conversar com o presidente". Lula chegou
ontem de viagem pelos Estados Unidos, onde liderou o encontro da Ação
Mundial contra a Fome e a Pobreza, promovido pela ONU.

Para a ministra, a Lei de Biossegurança não visa apenas regulamentar a
questão dos transgênicos. "O que estamos procurando é criar um processo
virtuoso que salvaguarde os compromissos internacionais que o Brasil
assumiu quando ratificou a convenção da biodiversidade, protocolo de
Cartagena e quando sinalizou muito fortemente em seu projeto que iria
respeitar o interesses dos pesquisadores, consumidores e produtores,
mediante o princípio da precaução", afirmou a ministra. "E princípio da
precaução não significa ser contra ou a favor de organismos geneticamente
modificados, mas ter um regramento que possibilite tanto a licença para o
plantio da soja transgênica para aqueles que assim quiserem, como assegurar
para aqueles que quiserem continuar fazendo seus plantios convencionais
possam fazê-lo."

Sobre a intenção do governador Roberto Requião em transformar o Paraná em
área livre de transgênicos, a ministra afirmou que se trata de algo
legítimo. "Certamente o Estado está baseado em oportunidades de mercado,
naquilo que é a tendência dos consumidores de quererem produtos que tragam
benefícios, tanto do ponto de vista da saúde como do meio ambiente."
Segundo a ministra, "de acordo com o marco legal que está se estabelecendo,
esse pleito deverá ser atendido".

Lula, porém, admite emitir nova MP

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu ontem a possibilidade de
editar uma medida provisória para resolver o problema do plantio da soja
transgênica para a safra 2004/2005. A intenção é permitir que os produtores
agrícolas que utilizam sementes transgênicas não sejam prejudicados e
possam iniciar o plantio no próximo mês.

Lula disse que também pensava que no Brasil não havia o uso de produtos
transgênicos e foi tomado de surpresa ao saber, quando tomou posse, que
mais de 9 milhões de toneladas de soja produzida no Rio Grande do Sul era
geneticamente modificada.

O presidente disse que não podia "mandar queimar" toda uma safra de soja,
principalmente num país onde o problema da fome ainda existe. "Por isso
editei uma medida provisória naquela época para resolver o problema. O
projeto da Lei de Biossegurança foi mandado ao Congresso, a Câmara já votou
e o Senado está discutindo há muito tempo. Se for importante, se tiver
acordo, eu posso fazer a edição da MP dos transgênicos", afirmou Lula.

A idéia do Planalto é aproveitar o texto da Lei de Biossegurança e editar a
MP apenas para garantir a legalidade do plantio da próxima safra.

Mau negócio

O governador Roberto Requião afirmou ontem, logo após almoço com a ministra
Marina Silva, não acreditar na edição de uma nova MP pelo governo federal
liberando o plantio de transgênicos. "Não acredito que o Lula faça isso. Se
fizer, vai ser uma tristeza, um grande mal para o País", afirmou. Segundo o
governador, mesmo que o plantio de transgênicos seja liberado, a posição do
governo do Paraná continua a mesma. "O Porto de Paranaguá não pode exportar
transgênico, pois não temos como segregar. Além disso, nossos clientes
querem qualidade, não querem comprar isso", afirmou. "Porque nós iríamos
substituir nossa tecnologia, pesquisa, pela duvidosa semente transgênica
monopolizada por uma empresa?", questionou o governador. (LS e agências)

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Gazeta do Povo, Curitiba, 24/09/2004
http://tudoparana.globo.com/site.phtml?url=/gazetadopovo/economia/conteudo.phtml?id=379047

Marina quer convencer Lula a não assinar MP liberando transgênicos

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, disse ontem em Curitiba que
ainda acredita na possibilidade de o governo federal não editar uma medida
provisória liberando o plantio da soja transgênica para a safra 2004/2005.
Para ela, o Congresso teria como votar em regime de urgência o projeto da
Lei de Biossegurança, que tramita há nove meses. Marina participou da
inauguração da nova sede regional do Instituto Nacional do Meio Ambiente
(Ibama). Como estava fora de Brasília, ela não teve a chance de conversar
com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que em entrevista coletiva no
começo da manhã declarou-se inclinado a assinar uma nova MP para não
atrasar o calendário agrícola.

"Acredito que o governo vai chamar os seus ministros para discutir a
medida", disse Marina. Para as emissoras de rádio, Lula informou que antes
de viajar para os Estados Unidos, conversou com o líder do governo (senador
Aloísio Mercadante), "que me disse que talvez fosse melhor o governo
retirar o projeto aprovado nas várias comissões do Senado e transformá-lo
numa medida provisória, para ele entrar em vigor".

O presidente voltou quarta-feira dos Estados Unidos, onde participou de uma
conferência da Organização das Nações Unidas (ONU), e só teve tempo de
estudar o tema ontem. Lula explicou que ainda não havia lido o texto da
proposta aprovada nas comissões do Senado e que só assinaria uma medida
provisória se houvesse um acordo entre os parlamentares.

Ao defender a votação do projeto no Congresso, a ministra Marina Silva
tenta evitar que o texto que saiu das comissões do Senado seja editado como
medida provisória. A Câmara havia aprovado o substitutivo do deputado
federal Renildo Calheiros (PCdoB-PE) que limita os poderes da Comissão
Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) e proíbe a pesquisa com
células-tronco. Neste formato, o projeto daria aos órgãos ambientais mais
força para autorizar ou proibir a comercialização de transgênicos.

"Tudo o que se quer é a aprovação do projeto do governo que está tramitando
no Congresso", declarou Marina, referindo-se ao substitutivo de Calheiros.
No momento, o projeto está no Senado, onde sofreu modificações.

O senador Ney Suassuna (PMDB-PB) propôs que a CTNBio ficasse responsável
pelas autorizações, mas outros órgãos, como o Ibama, poderiam recorrer a
uma câmara formada por ministros. Esse texto desagradou à bancada
ruralista, que pretendia facilitar a chegada dos transgênicos ao mercado. O
substitutivo de Suassuna ainda precisa ir a plenário no Senado e, caso
aprovado, voltará para a Câmara.

Os parlamentares só voltam a se reunir após as eleições municipais e o tema
não deve ser decidido antes do plantio da nova safra, que começa em
outubro. Por isso, Lula deve assinar este projeto como uma medida
provisória. A necessidade de criação de um marco regulatório para assuntos
de biossegurança é consenso entre o presidente e a ministra.

"O plantio irregular não é a melhor situação para o país. É preciso criar
processo que salvaguarde compromissos internacionais que o Brasil assinou",
disse Marina Silva. " A biossegurança é uma coisa séria para nós e queremos
fazer com que o projeto seja de interesse da nação brasileira", afirmou 
Lula.


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Mensagem: 2
    Data: Fri, 24 Sep 2004 18:09:58 -0300
      De: David Hathaway <hathaway em unisys.com.br>
Assunto: Decisão sobre MP transgênica sai até 4a , diz Aldo

Agência Estado, Sexta-feira, 24 de setembro de 2004 - 16h18
http://www.estadao.com.br/ciencia/noticias/2004/set/24/108.htm

Decisão sobre soja transgênica sai até 4.ª feira, diz Aldo

Ministro disse que presidente espera a questão resolvida pelo próprio
Senado, mas não descarta uma MP

Brasília - O ministro da Coordenação Política, Aldo Rebelo, informou em
entrevista no Palácio do Planalto que o presidente Luiz Inácio Lula da
silva terá uma reunião, na terça ou na quarta-feira, para avaliar a
proposta da Lei de Biossegurança que está em tramitação no Senado.
Participarão da reunião Aldo e o líder do governo no Senado, Aloísio
Mercadante.

"O presidente não descarta a edição de uma medida provisória mas a
preferência dele e do governo é pela aprovação da proposta no Senado", 
disse.

A uma pergunta sobre a ausência à reunião da ministra do Meio Ambiente,
Marina Silva, e da Agricultura, Roberto Rodrigues, que duelam dentro do
governo nesta questão, Aldo respondeu que o assunto não está no âmbito do
Executivo. "A matéria está de plena posse do Legislativo, que pode resolver
ou mudar a legislação."

O ministro observou que outros ministros da área de Biossegurança, como o
da Ciência e Tecnologia, Eduardo Campos, e da Saúde, Humberto Costa, também
não foram convocados para o encontro.

Rebelo disse que a decisão do presidente em esperar até a semana que vem,
para resolver o assunto, foi tomada nesta sexta-feira, numa reunião no
Planalto. O ministro informou ainda que o governo não fechou questão sobre
se a possível MP incluirá a questão da pesquisa com células-tronco.

==========

Agência Brasil, Brasil Agora, 24/09/2004 17:23
http://www.radiobras.gov.br/materia_i_2004.php?materia=201229&editoria=&q=1

Lula decide na próxima semana com Rabelo e Mercadante autorização para
plantio de transgênicos

Ana Paula Marra, Repórter da Agência Brasil

Brasília - Na próxima terça ou quarta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula
da Silva se reúne, no Palácio do Planalto, com o ministro da Coordenação
Política e Assuntos Institucionais, Aldo Rebelo, e o líder do Governo no
Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP), para decidir se edita uma Medida
Provisória liberando o plantio e a comercialização da soja transgênica no
país. Aldo Rebelo ressaltou no entanto que o presidente ainda é pela
aprovação da Lei de Biossegurança pelo Congresso Nacional.

O projeto foi enviado pelo governo ao Legislativo em dezembro do ano
passado e aprovado pela Câmara em fevereiro último. "O governo fez a sua
parte ao enviar a matéria. Agora ela está com o Congresso Nacional, por
isso, é natural que o diálogo principal seja com o líder do Governo no
Senado", explicou Aldo, perguntado pelos jornalistas o motivo pelo qual a
reunião seria com Aloízio Mercadante.

Aldo destacou que o governo ainda está otimista que o Senado aprove em
regime de urgência a Lei de Biossegurança antes do início do plantio da
soja transgênica, prevista para o começo de outubro. “Não cabe ao
presidente duvidar do Poder Legislativo, mas cabe ao Congresso Nacional
encontrar um caminho para a desobstrução da pauta para conseguir aprovar a
matéria”, disse o ministro.


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Mensagem: 3
    Data: Fri, 24 Sep 2004 18:46:34 -0300
      De: David Hathaway <hathaway em unisys.com.br>
Assunto: Lagarta subverte milho da Monsanto

Só pode ser uma lagarta do Greenpeace, subversiva e contra o progresso da
humanidade, para terrorizar os avanços da Monsanto desse jeito. Se não,
devem ser cientistas a soldo do IDEC. Ou seja, algum bode expiatório a
Monsanto vai arrumar para explicar estes resultados, podem ter certeza.

============
Agência Estado, Sexta-feira, 24 de setembro de 2004 - 10h07
http://www.estadao.com.br/ciencia/noticias/2004/set/24/29.htm

Lagarta dribla defesa e ataca milho transgênico

Desenvolvido exatamente para resistir à praga, variedade da Monsanto teve
danos expressivos, segundo estudo

São Paulo - Pesquisadores do Illinois, Estados Unidos, descobriram que
lagartas que atacam raízes de milho encontraram uma maneira de driblar a
defesa do novo milho transgênico da Monsanto, desenvolvido justamente para
proteger a planta dessa praga.

Eles constataram que as lagartas causaram danos expressivos às raízes do
milho transgênico YieldGard Rootworm, colocando a produção a perder.

"Nunca subestime a capacidade das lagartas do milho de superar nossas
expectativas", disse o entomologista Kevin Steffey, da Universidade do
Illinois, que conduziu a pesquisa junto com o colega Mike Gray.

Em resposta ao estudo, Lee Quarels, gerente de relações públicas da
Monsanto, disse que o produto foi cultivado em 2 milhões de acres por 20
mil produtores e que apenas alguns deles enviaram à empresa os relatórios
de performance. A lagarta é conhecida como "a praga de um bilhão de
dólares", em alusão ao prejuízo que causa todos os anos à indústria de
milho americana.

O milho YieldGard Rootworm - desenvolvido pela Monsanto e comercializado em
2003 - contém um gene do Bacillus thuringiensis (Bt), que produz uma
proteína (Cry3Bb1) capaz de, teoricamente, matar a lagarta.

Os autores do estudo disseram que, nos testes, os danos provocados pela
praga neste milho da Monsanto foram maiores que os esperados. "Ainda
acreditamos que o YieldGard Rootworm é um produto viável para o manejo da
lagarta. Mas a performance menor que a esperada em nossos testes exige
investigação", afirmam os pesquisadores.


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Mensagem: 4
    Data: Fri, 24 Sep 2004 16:47:56 -0300
      De: "jussara" <jussara em sercomtel.com.br>
Assunto: Re: Lula: MP transgênica pode ser editada

com certeza.
A grande maioria do PT não tem a capacidade semiótica pra entender o 
problema dos transgênicos e nem capacidade para reconhecer que Gaia está 
passando por uma fase terminal.
Esperança, sempre esperança.
abs
Jussara
----- Original Message -----
From: David Hathaway
To: Recipient list suppressed
Sent: Thursday, September 23, 2004 1:25 PM
Subject: [Jornal SOS Verde] Lula: MP transgênica pode ser editada


Será que o presidente vai achar que está "tudo bem" para disparar mais uma 
MP, com base apenas em um acordo de líderes do Senado (que queriam aprovar 
sem quórum), passando por cima de uma votação final no Plenário da Câmara 
dos Deputados?

Será que ele ainda acredita que o Brasileiro passa fome por falta de soja?

============
Agência Estado - Agronews, 23 de setembro de 200408h51
http://www.aeagro.com.br/agronews/geral/2004/set/23/73.htm?cen=agronews

Lula: medida provisória sobre soja transgênica pode ser editada

Brasília, 23 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse há pouco que 
poderá editar uma medida provisória autorizando o plantio e a 
comercialização de soja transgênica na safra 2004/2005, desde que haja 
acordo no Senado sobre isso. Na entrevista que está dando para 13 
comunicadores de rádio, ele disse que ainda não estudou o projeto aprovado 
nas comissões do Senado, mas vai fazê-lo hoje. "Se tiver tudo bem, eu não 
tenho problema nenhum em mandar (a MP)", afirmou.

Ele observou que fez sua parte enviando o projeto de lei sobre a matéria ao 
Legislativo, em fevereiro, e lamentou que não tenha sido aprovado até agora. 
Lula revelou que pediu ao governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto 
(PMDB), que fizesse "a boa pressão dos governadores" sobre o Senado para 
apressar a votação da matéria. Ao lembrar o debate que encontrou sobre 
transgênicos ao tomar posse no cargo, no início de 2003, Lula criticou os 
que sugeriam a queima das 9 milhões de toneladas de soja transgênica. Ele 
disse que não queria a imagem de um presidente queimando alimentos em um 
País onde há tanta gente passando necessidades.

Na entrevista, Lula informou, também que, em outubro, após as eleições, irá 
ao Rio Grande do Sul para lançar a ordem de serviço de duplicação da rodovia 
BR-101, no trecho entre Palhoça (SC) e Osório (RS).

José Ramos e James Allen


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