[cmi-goiania] Texto sobre a crise política - CMI Goiânia
anarquico em resist.ca
anarquico em resist.ca
Sexta Julho 22 14:35:05 PDT 2005
Lulu, aqui no meu pc o texto abriu sem os destaques em vermelho. De
qualquer forma, fiz umas alterações em algumas frases, tirei umas
repetições e acrescentei as alterações da linguagem inclusiva que a Tati
fez. Envio em anexo. E ai? Podemos publicar?
abraço
roqueto
> Aí Tati, o Diego passou as paradas pelo msn..
> estou enviando o arquivo em anexo, já com as alterações do Diego (que eu
> coloquei em vermelho)(por não saber muito bem como funciona esse processo
> de fazer alterações)
> inté..
> luuuu
>
>> Aí Diego, pq vc não passa as correções para a lista?
>>
>> Tinha ficado de adequa-lo à linguagem inclusiva - já que o Rick ficou
>> com
>> preguiça na hora de redigir! (Que feiiooo ;)
>>
>> Aliás, acho que pode ser pauta para a próxima reunião, ou para a outra
>> ainda (já que eu, Lua, Lu e Ma não estaremos aqui) a linguagem
>> inclusiva,
>> pois não basta incluir os @´s num texto que foi escrito sem se pensar a
>> inclusão de genero, é preciso pensar as próprias palavras a serem usadas
>> para que não fique um texto muito truncado (...), além de que, uma
>> garota
>> incluir os @´s num texto não estimula a prática que almejamos, não é
>> mesmo?? ;)
>>
>> Como não sei se o Diego já fez isso na correção dele, mando aqui uma
>> prévia; mas na verdade precisaria que o Ricardo ou a Lu mandassem o
>> arquivo para que este trabalho não precise ser feito duas vezes (ou três
>> se o Diego já tiver feito); e para destacar algumas partes que considero
>> mais críticas...
>>
>> Um abraço à tod em s.
>>
>>
>>
>>> É isso aí querid em s compas!! É hora de apresentarmos
>>> uma visão diferenciada e propostas de organização
>>> diferentes, que possam realmente se efetivar.
>>>
>>> O texto tem meu OK, desde que se redija com linguagem
>>> inclusiva.
>>>
>>> Eu particularmente não gosto de texto redigido com
>>> composição composta com gerúndio (Ex: vem sendo) e tem
>>> muito disso no texto. Mas isso é estilo,
>>> subjetividades...
>>>
>>> Fiz algumas correções no texto e passei pro rick e pra
>>> lu.
>>>
>>> É bom ver que na rede a Síndrome de Folha de São Paulo
>>> não se propagou epidemicamente.
>>>
>>> Amo vcs
>>>
>>> Dieguito
>>>
>>>
>>> --- anarquico em resist.ca escreveu:
>>>
>>>> olá compas,
>>>>
>>>> Aqui está o texto que produzimos sobre a crise
>>>> politica. Enviamos aqui pra
>>>> lista pra que todos opinem, façam correções,
>>>> sugestões etc. Propomos um
>>>> prazo até sexta pra que todos se manifestem, para
>>>> podermos publicar o
>>>> texto.
>>>> abraço
>>>> roqueto
>>>>
>>>>
>>>> Construir a autonomia: 513 deputados, 81
>>>> senadores...e cadê você?
>>>>
>>>> A crise da política institucional brasileira parece
>>>> nos colocar em um beco
>>>> sem saída. Se a esquerda, que supostamente
>>>> representa os interesses
>>>> populares, é tão corrupta quanto a direita, o que
>>>> restaria então ao povo
>>>> brasileiro?
>>>>
>>>> Quando Lula chegou ao poder trazia consigo a
>>>> esperança de mais de 60
>>>> milhões de brasileir em s que acreditavam que o Partido
>>>> dos Trabalhadores
>>>> poderia trazer a sonhada solução para a eterna crise
>>>> social do país. As
>>>> denúncias de corrupção em seu governo vem reafirmar
>>>> o que muit em s já
>>>> sabiam, de que o governo Lula não está a serviço do
>>>> povo. Mas devemos nos
>>>> questionar se realmente algum dia houve ou haverá
>>>> algum governo que atenda
>>>> as verdadeiras demandas do povo.
>>>>
>>>> Vejamos o exemplo da nossa tão festejada democracia.
>>>> Nós, @s dit em s
>>>> cidadãos e cidadãs, pagamos uma das maiores cargas
>>>> tributárias do mundo,
>>>> mas não temos nem ao menos a chance de decidir onde
>>>> será aplicado esse
>>>> dinheiro que nos cobram. Somos obrigad em s pelas leis
>>>> a cumprir nossos
>>>> deveres, mas não temos reais instrumentos para
>>>> cobrar aos políticos que
>>>> cumpram com os seus. Somente em nossa recente
>>>> história democrática foram
>>>> tantos os casos de corrupção, que a descrença nos
>>>> políticos já faz parte
>>>> da nossa cultura. A corrupção no governo atual vem
>>>> confirmar que a
>>>> esquerda, que tanto prezava a ética na política,
>>>> também não é capaz de
>>>> vencer a estrutura, que é em si corrupta.
>>>>
>>>> Desde o processo eleitoral a corrupção já está
>>>> presente. Seja através dos
>>>> caixas 2, que o secretário-geral do PT Delúbio
>>>> Soares afirmou ser prática
>>>> comum dos partidos, seja uma corrupção de
>>>> princípios, quando partidos
>>>> ligados a luta popular como o PT se aliam a partidos
>>>> da burguesia como o
>>>> Partido Liberal e o Partido Progressista. Resumindo:
>>>> para chegar ao poder
>>>> nesta democracia é necessário ter muito dinheiro, já
>>>> que são necessárias
>>>> grandes campanhas publicitárias, pagar cabos
>>>> eleitorais, comprar aliados
>>>> etc. No fim das contas, as propostas são o que menos
>>>> contam, até porque
>>>> muitas vezes são ladainhas velhas há muito
>>>> conhecidas pel em s eleitor em s.
>>>> Mesmo assim continuamos votando e elegendo
>>>> representantes para o governo e
>>>> o parlamento.
>>>>
>>>> Quando se chega ao poder, o governo tem que
>>>> barganhar com as diversas
>>>> forças políticas do parlamento para que seus
>>>> projetos sejam aprovados. O
>>>> parlamento brasileiro é constituído por 513
>>>> deputad em s federais e 81
>>>> senador em s, em sua maioria representantes dos
>>>> partidos de direita como PFL,
>>>> PMDB, PSDB etc. Qualquer que seja o governo terá que
>>>> fazer pactos com
>>>> essas forças políticas, que representam as elites,
>>>> mesmo que muitas vezes
>>>> sejam eleitos pelo voto popular. Esses pactos
>>>> consistem em troca de
>>>> favores, cargos no governo, licitações para obras
>>>> públicas, concessões de
>>>> rádio e televisão, e mesmo dinheiro vivo como nas
>>>> denúncias do “mensalão”.
>>>>
>>>> Será que para mudar toda essa estrutura bastaria um
>>>> grande processo de
>>>> moralização da política? Punir os culpados pela
>>>> corrupção é suficiente?
>>>> Teríamos então que condenar toda a classe política?
>>>> Punir os culpados não
>>>> será suficiente para resolver o principal problema :
>>>> a falta de
>>>> participação popular direta nas decisões políticas.
>>>> A política foi
>>>> retirada da vida cotidiana e tornou-se uma profissão
>>>> exercida por pouc em s,
>>>> que decidem por tod em s. Não é por acaso que a
>>>> principal prática da política
>>>> brasileira é o fisiologismo, ou seja, a pratica de
>>>> se viver em função de
>>>> cargos nas instituições do poder.
>>>>
>>>> E onde estão os movimentos sociais nessa história?
>>>> Os maiores deles, MST,
>>>> CUT e UNE são historicamente ligados ao PT e vem
>>>> desde o inicio apoiando o
>>>> seu governo. Diante da crise, preferiram apostar na
>>>> idéia de que tudo na
>>>> verdade se trata de um golpe da direita para tirar a
>>>> esquerda do poder.
>>>> Esses movimentos são incapazes de se desatrelar
>>>> deste governo que não vem
>>>> atendendo as demandas populares, atingindo
>>>> diretamente esses próprios
>>>> movimentos com a lentidão da reforma agrária, com a
>>>> perca da autonomia
>>>> sindical posta pela reforma sindical e a
>>>> privatização da universidade pela
>>>> reforma universitária.
>>>>
>>>> O governo, que para esses movimentos está “em
>>>> disputa”, mostrou ter
>>>> escolhido seu lado ao defender a política econômica
>>>> neoliberal ditada pela
>>>> cartilha do Fundo Monetário Internacional e pelas
>>>> grandes nações
>>>> capitalistas. Algo que vem sendo feito desde o
>>>> governo Collor e que em
>>>> nome da “governabilidade” continuará sendo feito por
>>>> tod em s que queiram
>>>> chegar ao poder. Não é a toa que Lula vem sendo
>>>> defendido até mesmo pelas
>>>> elites, já que para elas a política econômica vai
>>>> bem. O crescimento da
>>>> economia sem que aja a distribuição da renda, não
>>>> solucionará os problemas
>>>> do país. O povo continuará na pobreza enquanto os
>>>> ricos continuarão
>>>> acumulando riquezas cada vez mais.
>>>>
>>>> Essa crise deve nos levar a refletir sobre nosso
>>>> papel na história do
>>>> país. Continuaremos sempre mer em s espectador em s
>>>> passiv em s desta farsa das
>>>> elites ou assumiremos nosso papel como protagonistas
>>>> de nossa história?
>>>> Caso não queiramos ser reféns da ditadura do capital
>>>> e das corporações
>>>> empresariais temos que construir uma verdadeira
>>>> democracia, pautada pela
>>>> participação direta de tod em s, construindo
>>>> organizações populares nos
>>>> bairros, nas escolas e no trabalho para que possamos
>>>> tomar o que é nosso:
>>>> nossas riquezas, nossos direitos e nossa autonomia
>>>> de guiar nossas vidas
>>>> da forma que acharmos melhor.
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Um anexo não texto foi limpo...
Nome : A crise politica.doc
Tipo : application/msword
Tam : 25600 bytes
Descr.: não disponível
Url : http://lists.indymedia.org/pipermail/cmi-goiania/attachments/20050722/d29a92f3/attachment.doc
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