[cmi-goiania] DIA DA MULHER NEGRA- AUDIÊNCIA PÚBLICA- HO JE 29 DE JULHO ÀS 19HS

waltecy alves waltecyalves em yahoo.com.br
Sexta Julho 29 06:25:18 PDT 2005


 DIA DA MULHER NEGRA
DA AMERICA LATINA E DO CARIBE

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AUDIÊNCIA PÚBLICA

Pela Imediata Aprovação do Estatuto da Igualdade Racial com orçamento!

 



 Dia 29 de Julho (sexta-feira)

das 19hs às 22 horas

Auditório Prestes Maia - Camara Municipal de São Paulo
Viaduto Jacarei, 100 - Bela Vista.
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Expositores:

 

Edson Portilho - Deputado Estadual  PT/RS

Deise Benedito – Fala Preta! Org. de Mulheres Negras

Dra. Maria da Penha – Instituto do Negro Pe. Batista

Kika Silva – Pres. do Oriashé – Fórum Est. Mulheres Negras

Conceição Paganele – Assoc. de Mães de Crianças e Adolescentes em Risco

 

Coordenação: Vereadora Claudete Alves  PT/SP

 
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Informações: viva.zumbi em uol.com.br ou 6824-4499


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Quando em 1992, em San Domingos, na República Dominicana, no I Encontro de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-caribenhas, definimos o 25 de julho como Dia da Mulher Afro-latino-americana e Afro-caribenha, o fizemos com o propósito de construir um alerta visível para dizer ao mundo que nós, as negras da América Latina e do Caribe, existimos e vivemos em condições de opressão de gênero e racial/étnica singulares, o que implica em demandas próprias. O Dia da Mulher Afro-latino-americana e Afro-caribenha demarca que rompemos, para sempre, com os mitos "da mulher universal", da "sonoridade entre as mulheres" e da "sonoridade entre os negros." Parece radical? Não apenas parece. É.

 

De 1992 para cá temos tentado consolidar a data. Não tem sido fácil. Há quem alegue que se há o 8 de março, Dia Internacional da Mulher, o que essa negrada quer mais? Dividir a luta das mulheres? Argumento pífio e antigo que deve ser superado. O 8 de março, de fato, simboliza um Dia Internacional da Mulher, de todas as mulheres, e entende que a opressão de gênero é comum a todas, mas não consegue enfatizar a situação de opressão particular, por exemplo, das negras e das indígenas. Era necessário construir uma data para simbolizar quem somos e como vivemos enquanto negras.

 

Um outro ponto que urge considerar é que o feminismo da América Latina e do Caribe, incluindo o brasileiro, ignora o inteiro teor da luta anti-racista e não se deu conta que, em países como o Brasil (maior população negra fora da África e segundo maior país negro do mundo - só perde para a Nigéria), no qual metade das mulheres são negras, a não incorporação da perspectiva anti-racista pelo feminismo entrava seus propósitos libertários. Onze anos após a instituição do Dia da Mulher Afro-latino-americana e Afro-caribenha, cabe ao feminismo regional assumir a data ou dizer que o combate ao racismo não lhe interessa. No Brasil, fora uma ou outra ONG feminista negra, que de 1993 para cá, esporadicamente relembra a data, pouco se fala sobre o assunto. Lamentavelmente. Nada de estranho. Basta lembrar que há hegemonia branca no feminismo mundial.

 

Desde o nosso primeiro mandato, realizamos anualmente eventos para celebrar o dia da mulher negra que objetivam refletir sobre as dificuldades enfrentadas em nossa sociedade, por conseqüência do racismo e violência sexista e articular formas de resistência.

 

Este ano, estamos conclamando a todos os cidadãos afro-brasileiros, em especial as mulheres negras, a participarem da Audiência Pública pela imediata aprovação do Estatuto da Igualdade racial com financiamento, que acontecerá no dia 29 de julho, das 19hs às 22 horas na Câmara Municipal de São Paulo.

 

A equipe econômica do governo federal tem dificultado a aprovação do projeto na Câmara dos deputados. O mesmo encontra-se parado há mais de dois anos.  Estamos na luta pela aprovação do Estatuto da Igualdade Racial com financiamento, pois não aceitamos a desculpa da falta de recursos,  de que isso é demagogia e irresponsabilidade.

 

Certamente quem assim diz nunca teve uma única lágrima caindo da sua face diante da menininha que vende o corpo por um prato de comida, diante do jovem que é tragado pela marginalidade como último refúgio.  Não queremos ver a reedição da lei áurea , não tem sentido um estatuto sem recursos financeiros para executá-lo. Esperamos que a Câmara dos Deputados tenha não apenas a independência, que é obrigatória pela Constituição, mas a sensibilidade necessária para viabilizar essa importante conquista para o povo negro brasileiro.

 

Sua presença nesta audiência pública e fundamental para fortalecermos a luta pela aprovação do Estatuto da Igualdade Racial de oportunidades, que com certeza contribuirá  para avançarmos na política de cotas de inclusão racial nas universidades, mídia e mercado de trabalho.





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