[cmi-goiania] Goi ânia cresce em comercializa ção de im óveis

rick antiautoritario em australia.edu
Sexta Março 11 12:06:12 PST 2005


Esta é a versão em html do arquivo
http://www.cbic.org.br/publico/informes/crl06072004.pdf.
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Desempenho do mercado imobiliário nacional no 1º quadrimestre de 2004

Na média das sete capitais que realizam pesquisas sobre seus respectivos
mercados imobiliários, as vendas de apartamentos cresceram em torno de 28%
no primeiro quadrimestre de 2004. O levantamento coletado pelo Banco de
Dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) apontou, no
período, queda no
volume de vendas em Porto Alegre, Recife e Fortaleza, com o movimento
inverso na comercialização de novas unidades em São Paulo, Belo Horizonte,
Goiânia e Maceió.

De acordo com o presidente da CBIC, Paulo Safady Simão, esse resultado é
pouco significativo tendo-se em vista a baixa base de comparação no início
de 2003. “Foi um período de muitas incertezas e fraco desempenho da
economia em geral e do setor imobiliário em particular”, justifica.

Segundo Simão, uma performance pouco satisfatória das vendas imobiliárias
já era esperada nesse início de ano, devido à brutal queda de renda do
trabalhador no acumulado de 2003 (quase 15%), sem ainda sinais claros de
recuperação. “Destacam-se também as altas taxas de juros e o elevado custo
dos financiamentos que ainda prevalecem para o mutuário final, somados a um
cenário doméstico de fraco desempenho econômico e o desemprego em ascensão,
que funcionam como fatores inibidores da decisão de compra de imóveis,
pelas incertezas associadas ao longo prazo”, avalia.

Como conseqüência do fraco ritmo das vendas, o levantamento revela que os
construtores não têm conseguido desovar os estoques. Para as sete capitais
pesquisadas, o montante médio de unidades ofertadas
para comercialização está num patamar bem superior ao de igual período do
ano passado, representando um crescimento aproximado de 27% no volume de
unidades disponíveis para venda.

A velocidade de vendas caiu em cinco capitais, com exceção de São Paulo e
Fortaleza. E a velocidade de vendas média Brasil (VVBR), que mede o
percentual de vendas sobre o nível de ofertas para o conjunto de sete
capitais caiu de 6,96%, na média dos meses de janeiro a março de 2003, para
um patamar ainda mais baixo (6,82%) em igual período de 2004.

Por outro lado, para o conjunto das sete capitais que compõem a pesquisa,
houve uma queda de 34% no número de unidades residenciais (apartamentos)
lançadas em 2004 relativamente a 2003, indicando um ritmo bem menos
dinâmico das atividades de produção imobiliária no período.

Na análise do presidente da CBIC, o fraco movimento de novos negócios e o
decréscimo significativo nos lançamentos é reflexo do escasso volume de
créditos disponíveis para financiamento em 2004, tanto do Fundo de Garantia
por Tempo de Serviço (FGTS) quanto do Sistema Brasileiro de Poupança e
Empréstimo (SBPE). “Até a posição de abril de 2004, pouco mais de 16% do
valor total do orçamento do FGTS para 2004 havia sido liberado para os
programas habitacionais, ou seja, de um total de R$ 4,6 bilhões, apenas R$
761 milhões haviam sido realizados em contratações”, informa Paulo Safady
Simão, ressaltando a necessidade da aprovação do Projeto de Lei 3.065/2004,
em discussão no Congresso Nacional, que amplia a oferta de crédito
imobiliário no país, para a mudança desse quadro.

Dentre os aperfeiçoamentos previstos no referido PL estão a mudança de
regras que regem os contratos de financiamento e compra de imóveis, com o
objetivo de elevar a segurança jurídica no âmbito dos negócios
imobiliários; o esclarecimento do patrimônio de afetação, que estabelecerá
um regime especial tributário para as construtoras e objetiva proteger o
patrimônio do comprador do imóvel; além das consolidações da alienação
fiduciária - visando a aumentar a garantia para os investidores do mercado
imobiliário – e dos
títulos com base imobiliária.

A expectativa, conforme Paulo Simão, é de que a partir do quinto mês do
ano, o desempenho do mercado imobiliário nas referidas capitais tenha
sofrido melhora tendo em vista a aceleração da liberação dos recursos do
FGTS.

Mais informações:
Jornalista Cristiane Araújo - (31) 3275-1666 – ramal 239 ou 8832-2037

O “CBIC Debate” é uma publicação da Câmara Brasileira da Indústria da
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