[cmi-goiania] Dia de mudança no Grajaú
izza em riseup.net
izza em riseup.net
Terça Janeiro 23 16:10:46 PST 2007
to tentando amndar um e-mail pra lista desde hj a tarde e num to
conseguindo, algum modera pode olhar isso por favor?
é coisa urgente
beijos
iza
> 23/01/2007
> Ivair Lima e Daniela Ribeiro
> Da editoria de Cidades DM
>
> A emoção passeou pelas vielas do acampamento do Setor Grajaú e se
> transformou em alegria incontida no Residencial Real Conquista na manhã de
> ontem. O pesadelo de três anos em acampamentos improvisados ficou para
> trás para mais dez famílias que puderam se instalar nas novas moradas. Os
> vizinhos acompanharam com interesse as mudanças e ajudaram espontaneamente
> a carregar os móveis para os caminhões.
>
> Para Rosenira Fernandes dos Santos, 37, costureira, mãe de duas filhas, a
> transferência significou o fim de muito sofrimento. Depois de mais três
> anos vivendo em barracas, a alegria foi enorme. “Aqui tínhamos três
> problemas terríveis: falta de segurança, o esgoto corre no porta da gente
> e qualquer chuva ameaça nos barracos. Minha vida vai mudar muito.”
>
> Rosenira estava na linha de tiro no dia que a Polícia Militar, cumprindo
> determinação judicial, retirou as famílias da invasão do Parque Oeste
> Industrial. Ela se emociona ao lembrar. “Um policial civil salvou minha
> vida. Ele me arrastou para o outro lado. Se tivesse corrido na frente dos
> policiais militares, acho que não estaria aqui hoje”, lembra.
>
> A nova moradora do Real Conquista faz aniversário hoje. Ela considera a
> casa de quatro cômodos (sala conjugada com cozinha, dois quartos e
> banheiro) o melhor presente de sua vida. “Minhas filhas terão uma moradia
> digna. Todas vezes que saía para trabalhar eu ficava muito preocupada.
> Nosso barraco não tinha segurança nenhuma.” Rosenira faltou ao trabalho
> ontem para fazer a mudança. Depois de sete meses na invasão do Parque
> Oeste, mais sete meses em um ginásio de esportes e dois anos sob a lona no
> Grajaú. Ela contou com a simpatia dos patrões. “Eles ficaram felizes
> também. Sabem o quanto lutei por esta casa.”
>
> As filhas de Rosenira, Luana, 13 anos, e Letícia, 9, ajudaram no
> transporte dos pertences da família e sonharam alto. Luana, que gosta de
> desenhar e pretende ser policial, diz que vai cuidar do quarto com esmero.
> “Mudamos de zero para dez. Agora vou ter um quarto do meu jeito. No
> barraco era impossível.” Letícia, que gosta de esporte e quer ser
> professora de educação física, diz que vai poder brincar com liberdade.
> “No acampamento tinha esgoto na rua. Aqui no Real Conquista é muito
> melhor.”
>
> A família de Antônio Pereira, 25, gari, e Simone dos Santos, 23, do lar,
> também teve momentos de emoção forte ao chegar à nova morada. Simone
> distribuiu amplos sorrisos enquanto colocava os bens dentro da casa.
> “Agora que conseguimos nossa casa, quero mais sossego. Foi muita luta para
> chegar até aqui.”
>
> Antônio, com a filha Evelin, 3, nos braços, lembrou os tempos de incerteza
> quando foram retirados do Parque Oeste. Feliz com a nova morada, disse que
> depois do desconforto do acampamento, a casa representa um recomeço.
>
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