[Cmi-juizdefora] sobre a venda do jornal

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Quarta-Feira, 17 de Novembro de 2004 - 19:16:45 PST


O Vitor do Rio encaminhou para mim um e-mail de alguém do coletivo de Juiz
de Fora, perguntando sobre a questão complicada de vender informação.

Bem.

Essa questão é complicada se a olharmos através de um prisma purista. De
fato não gostariamos de vender nada. Assim como não gostariamos de viver
no sistema capitalista. Mas a realidade objetiva impõe que, para sair da
internet, precisamos pagar um custo pelo papel. E esse custo pode ser pago
por apenas 10 pessoas de um coletivo, ou por 5 mil dividindo em pequeninas
parcelas. Mesmo assim, o coletivo de Florianópolis ratifica o projeto
voluntário do CMI em que nenhuma pessoa receberá salário pelo projeto, o
que diferencia do caso NYC. Todo o dinheiro voltará para o coletivo. Por
exemplo, o conteúdo do jornal ou já foi para as ruas através do CnR ou
será colocado através dele. Com o pouco excedente da venda do jornal
teremos muito mais possibilidades para aumentar a tiragem dos jornais
poste, melhorar os programas na rádio livre etc.

A única diferença deste projeto, infelizmente novo no CMI Brasil, dos
outros é que estamos vendendo um jornal impresso. Até agora a venda de
VHS, VCD e camisetas nunca foi uma polêmica.

Isso sem contarmos que é ilusão achar que colocar conteúdo na internet não
é impor barreira mercantil. Olhando por este viés, vender um jornal por um
baixo preço na rua torna o CMI muito mais acessível do que permanecer
"gratuito" na internet. Qual é a porcentagem que tem acesso à internet?

É mais ou menos por este raciocínio que seguimos e que os outros coletivos
têm mostrado um amadurecimento na relação entre dinheiro e produção de
conteúdo.

Beijos,

dani - cmi floripa





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