[Cmi-juizdefora] sobre a venda do jornal

Vinícius Diniz viniciusdiniz gmail.com
Sexta-Feira, 19 de Novembro de 2004 - 06:27:41 PST


Mas não sou contra a venda. Apenas queria saber qual a repercussão
disso. Afinal, alguém já tinha citado esse caso em uma de nossas
reuniões. Obviamente o melhor seria se o jornal fosse gratuito. Mas
não há possibilidade de fazer dinheiro brotar de árvore...
Infelizmente! O CMI Floripa poderia unir essa venda do jornal à uma
cota de distribuição gratuita do mesmo. Algo assim... Provavelmente
eles já pensaram nisso..!
A gente conversa mais sobre na próxima reunião, que por sinal será dia...?
Abraços!
Vinicius


On Fri, 19 Nov 2004 00:31:19 -0300 (ART), Daniel Martins de Lima Silva
<um_daniel  yahoo.com.br> wrote:
> vinícius,
> 
> eu concordo com el?. jornal vendido a 1 real é muito
> mais acessível q Internet. Além disso, o trabalho
> continua sendo voluntário no coletivo, diferente de
> NY. vc acha q ainda assim é contra a venda de jornais?
> 
> abraço,
> Abu
> 
> --- camarada_d  riseup.net escreveu:
> 
> 
> > O Vitor do Rio encaminhou para mim um e-mail de
> > alguém do coletivo de Juiz
> > de Fora, perguntando sobre a questão complicada de
> > vender informação.
> >
> > Bem.
> >
> > Essa questão é complicada se a olharmos através de
> > um prisma purista. De
> > fato não gostariamos de vender nada. Assim como não
> > gostariamos de viver
> > no sistema capitalista. Mas a realidade objetiva
> > impõe que, para sair da
> > internet, precisamos pagar um custo pelo papel. E
> > esse custo pode ser pago
> > por apenas 10 pessoas de um coletivo, ou por 5 mil
> > dividindo em pequeninas
> > parcelas. Mesmo assim, o coletivo de Florianópolis
> > ratifica o projeto
> > voluntário do CMI em que nenhuma pessoa receberá
> > salário pelo projeto, o
> > que diferencia do caso NYC. Todo o dinheiro voltará
> > para o coletivo. Por
> > exemplo, o conteúdo do jornal ou já foi para as ruas
> > através do CnR ou
> > será colocado através dele. Com o pouco excedente da
> > venda do jornal
> > teremos muito mais possibilidades para aumentar a
> > tiragem dos jornais
> > poste, melhorar os programas na rádio livre etc.
> >
> > A única diferença deste projeto, infelizmente novo
> > no CMI Brasil, dos
> > outros é que estamos vendendo um jornal impresso.
> > Até agora a venda de
> > VHS, VCD e camisetas nunca foi uma polêmica.
> >
> > Isso sem contarmos que é ilusão achar que colocar
> > conteúdo na internet não
> > é impor barreira mercantil. Olhando por este viés,
> > vender um jornal por um
> > baixo preço na rua torna o CMI muito mais acessível
> > do que permanecer
> > "gratuito" na internet. Qual é a porcentagem que tem
> > acesso à internet?
> >
> > É mais ou menos por este raciocínio que seguimos e
> > que os outros coletivos
> > têm mostrado um amadurecimento na relação entre
> > dinheiro e produção de
> > conteúdo.
> >
> > Beijos,
> >
> > dani - cmi floripa
> >
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