[Cmi-juizdefora] oficina...
Daniel Martins de Lima Silva
um_daniel yahoo.com.br
Domingo, 20 de Março de 2005 - 19:33:56 PST
Fala,
Só pra variar não veio ninguém. Nem fiquei surpreso,
mas outra vez desapontado. Q vergonha...
Se continuar assim vou acabar desistindo.
LH,
a seu pedido, vou mandar o texto. Mas no corpo de
texto mesmo, pq é mais seguro. E só um por vez, pra
ficar quinem novela.
O primeiro é bem a cara do CMI: meio panfletário, mas
é bem introdutório e tranquilo. Depois vai piorando...
abraços,
Daniel
"Be The Midia" - O Despertar da Mídia Independente
“Don’t hate the media, be the media”. Essa frase
cunhada pelo punk ex-Dead Kennedys, Jello Biafra,
sintetiza a visão do Centro de Mídia Independente.
Criado em 1999, para cobrir minuto a minuto todos os
eventos da manifestação contra a OMC (Organização
Mundial do Comércio), ele reuniu dezenas de
colaboradores anônimos que ligavam suas câmeras a
laptops, usavam celulares como walkie-talkie, filmavam
as ações e transmitiam de cibercafés, para desmentir a
cobertura da mídia corporativa que dizia que nada
estava acontecendo.
O uso de um sistema de edição chamado open-publishing
, onde qualquer um pode mandar sua matéria e
publicá-la no site do Indymedia, aliado ao copyleft,
que possibilita a reprodução da informação -
texto/foto/ilustração/vídeo, desde que citada a fonte
e respeitada a integridade do material, faz do Centro
de Mídia Independente uma coisa realmente nova
acontecendo no mundo jornalístico, e na maneira de
utilizar a mídia.
“A nova mídia desenvolve sua cobertura como um
documentário ficcional cujo roteiro vai sendo escrito
através das fabulações narradas pelos próprios
participantes. Se ela pode abandonar a isenção
jornalística e permanecer veraz, deve ser porque sua
evidente adesão ao acontecimento se faz para proveito
do jornalismo” - ANTOUN
Eles, através desse trabalho, puderam dar uma idéia
mito mais real do que aconteceu entre os dias 28 de
novembro e 3 de dezembro de 1999. A chamada ``batalha
de Seattle’’ reuniu mais de 50 mil manifestantes do
mundo todo contra o FMI, o Banco Mundial e a OMC.
Usando o material coletado, o Indymedia produziu
documentários, que eram distribuídos via satélite ou
vendidos como vídeos; produziu um jornal em PDF, para
ser impresso e espalhado pelas comunidades em que o
acesso à Internet era escasso; seus áudios se
espalharam pelas rádios da Internet. E ele começou a
entrar, depois de mais de dois milhões de conexões, no
AOL, Yahoo, CNN, etc.
“A nova mídia não é um meio de vida, como eram os
velhos locais de trabalho e as antigas profissões. A
nova mídia é um meio para viver, um meio onde o tempo
do trabalho não se contrapõe mais ao tempo da vida, um
meio onde o trabalho vivo determina o trabalho
``morto’’ e onde o movimento vivo de cada participante
constitui o espaço vital da atividade comunitária” -
ANTOUN
E depois disso, a lição é que era preciso espalhar-se,
criar novos centros em todo o lugar, privilegiar e
disponibilizar informações sobre os movimentos
sociais, movimentos sindicais, movimentos de minorias,
movimento ecológico, que são relegados a décimo plano
pela mídia `normal’. Hoje são mais de cem Centros
espalhados pelo mundo, presentes em todos os
continentes. Todos trabalhando pela construção de um
mundo mais informado, mais democrático, mais crítico,
mais pró-ativo.
“A proposta é a criação de um ambiente através do qual
possamos coordenar, batalhar e, esperançosamente,
ganhar a guerra de idéias(...)A netwar, guerra em
rede, a efetivação de conflitos sociais, políticos e
econômicos no âmbito da informação abriu um novo
terreno pelo qual a luta contra o poder hegemônico na
sociedade é efetivada(...)Indymedia é um veículo
através do qual a base ideológica das atuais
estruturas de poder pode ser subvertida” - Revista
Play 5 set/2002, Conrad Editora, pg. 28.
Fonte:
http://bocc.ubi.pt/pag/dudus-gerson-anunciacao-tempo-novos-anjos.html#foot1081
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