[Cmi-juizdefora] Fwd: [ 3setor ] Os Estados Unidos não hesitarão em agir sozinhos'
Daniel Martins de Lima Silva
um_daniel yahoo.com.br
Sábado, 26 de Março de 2005 - 14:32:44 PST
Sinistrooooooooooo!!!!!!!!!
--- Vanderley Caixe <vanderleycaixe uol.com.br>
escreveu:
> Para: <3setor yahoogrupos.com.br>
> De: "Vanderley Caixe" <vanderleycaixe uol.com.br>
> Data: Thu, 24 Mar 2005 18:34:11 -0300
> Assunto: [ 3setor ] Os Estados Unidos não hesitarão
> em agir sozinhos'
>
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CARTA O BERRO
Café Consciência (repassando)
'Os Estados Unidos não hesitarão em agir
sozinhos'
José Meirelles Passos, correspondente do jornal
O GLOBO, 24/3/2005
WASHINGTON. Entrou em vigor a nova Estratégia de
Defesa Nacional dos EUA, cuja ênfase é o combate ao
terrorismo com base em iniciativas claramente
unilaterais e intervencionistas - conforme documentos
que estão sendo divulgados pelo Pentágono. Ela é
definida pela Casa Branca como uma nova doutrina.
O núcleo da iniciativa diz que, a partir de
instruções do presidente Bush, as Forças Armadas
americanas "vão derrotar adversários na hora, no lugar
e da forma que escolhermos, implantando as condições
para a segurança futura". Os documentos informam que o
Pentágono está a caminho de "um processo de
gerenciamento de uma força global". E diz que em
alguns casos lançará mão de "discretas forças
especiais ou de ataques de precisão dentro do
território inimigo".
Afirmativa, agressiva e enérgica são os três
adjetivos que surgem com insistência nos documentos
"Estratégia de Defesa Nacional" e "Estratégia Militar
Nacional" para descrever a política anunciada pelo
subsecretário de Defesa, Douglas Feith, tido como um
dos falcões do Pentágono. Ele distribuiu cópias, mas
excluiu os anexos da Estratégia Militar Nacional
porque o seu conteúdo é secreto. Ao explicar a
natureza da iniciativa, Feith disse:
- É preciso pensar não só em como reagir a
eventos quando já se tornaram grandes problemas ou
guerras, mas sim em ações a serem tomadas para fazer
com que problemas não se transformem em crises. Com
ações preventivas, podemos evitar que uma crise se
transforme em guerra.
Depois de indicar que "nossa primeira linha de
defesa está no exterior", a estratégia diz que "os EUA
não hesitarão em agir sozinhos, se necessário". E
acrescenta que "uma campanha para vencer decididamente
incluirá ações para destruir a capacidade militar do
adversário com a aplicação integrada de meios aéreos,
terrestres, marítimos, espaciais e de informação; e
também, potencialmente, remover regimes adversários".
A estratégia foi concebida em dois anos a partir
de um documento de 33 páginas elaborado em setembro de
2002 sob a coordenação de Condoleezza Rice, na época
conselheira de Segurança Nacional. O parágrafo vital
desse estudo sugeria: "Defenderemos os EUA, o povo
americano e os nossos interesses no país e no
exterior, identificando e destruindo as ameaças antes
que elas alcancem nossas fronteiras. Ao mesmo tempo em
que os EUA tentarão constantemente atrair o apoio da
comunidade internacional, não hesitaremos em agir
sozinhos, se necessário, para exercer nosso direito de
autodefesa, de forma preventiva".
Um dos parágrafos da nova estratégia alerta que
alguns países poderiam utilizar a diplomacia,
recorrendo à ONU ou aos tribunais internacionais, para
evitar que os EUA façam o que pretendam. Na página
cinco da "Estratégia de Defesa Nacional" está escrito:
"A nossa força como nação continuará a ser
ameaçada por aqueles que empregam uma estratégia dos
fracos, através do uso do foro internacional, de
processos judiciais e do terrorismo". O almirante Bill
Sullivan, vice-diretor de Estratégia, Planos e
Política do Comando Supremo das Forças Armadas, que
acompanhava Feith, reforçou o conceito:
- Eu acho que a vulnerabilidade está no fato de
que há países que não compartilham de nossas metas e
podem usar o foro internacional para tentar nos inibir
a fazer o que precisamos em nosso próprio interesse
nacional.
A questão da soberania dos países é claramente
menosprezada: "É inaceitável que governos usem o
princípio da soberania como escudo para realizar
atividades que representam enormes ameaças a seus
cidadãos, aos vizinhos ou à comunidade internacional".
A nova estratégia diz que "países problemáticos
continuam a minar a estabilidade regional e ameaçar os
interesses dos EUA". A preocupação com a América
Latina é mencionada no item " Um campo de batalha mais
complexo e disperso", que faz referência a territórios
que os governos locais não conseguem controlar e onde
proliferam atividades como o narcotráfico. Esses
lugares poderiam se transformar em refúgios de
terroristas.
"Existe um 'arco de instabilidade' que vai do
continente americano, passa por África e Oriente Médio
e se estende à Ásia. Há áreas ali que servem como
terrenos para criação de ameaças a nossos interesses",
diz o documento.
original:
http://oglobo.globo.com/jornal/mundo/167390019.asp
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