[Cmi-maceio] Contratempos nas eleições para o DCE/UFAL

Rafael Cavalcanti rafael_cavalcanti_al em yahoo.com.br
Quinta Fevereiro 2 19:41:35 PST 2006


    Gente, 
   
  Depois da junção dos textos do Estévão, da Ana e do meu, com a adaptação do Estévão e retoques meus e do Tiago, conseguimos finalizar o artigo que já foi lançado para a coluna da direita. É o nosso terceiro texto e na minha opinião, há sinais de evolução. Em relação às fotos, ficamos devendo, mas podemos mandá-las em outro artigo.
   
   
  Contratempos nas eleições para o DCE/UFAL
   
              Muitas acusações e um clima tenso marcaram as eleições para o Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal de Alagoas, disputadas pelas chapas “Correnteza”, “Coração de Estudante”, “Não pare na pista” e “Além do mito...”. Fatos que mostraram ser presságios de uma série de acontecimentos lamentáveis que podem se tornar uma mancha na história do Movimento Estudantil alagoano. Com um processo eleitoral marcado pelo desrespeito ao regimento, as eleições já tendiam fortemente ao fracasso.
              As primeiras acusações desse desrespeito foram sobre um início de campanha antes do prazo predeterminado e sobre a tentativa de inscrição de integrantes após o prazo estabelecido, ambas contra a chapa “Correnteza”. A outra lesão causada ao regimento partiu da Comissão Eleitoral, formada por um integrante de cada chapa mais um representante da atual gestão do DCE, que permitiu que as chapas pusessem pessoas não matriculadas na UFAL como seus fiscais eleitorais em nome da “viabilidade do pleito”. Porém, o que se viu, no primeiro dia de votação, foi a presença maciça de fiscais de fora da UFAL vinculadas à chapa “Correnteza”, o que teria evidenciado o erro da decisão da Comissão. Ainda na noite do primeiro dia de pleito, os componentes da Comissão Eleitoral organizaram uma reunião para que essa resolução fosse revogada, o que feria, obviamente, os interesses da chapa “Correnteza”. Assim, na manhã seguinte, um grupo de aproximadamente 30 pessoas ligadas a esta chapa
 buscaram, até mesmo no uso de ameaças físicas, impedir que as urnas saíssem de uma sala e chegassem aos locais de votação sem que antes a medida fosse reavaliada. Então, a Comissão, pressionada, reuniu-se novamente e, ali mesmo, decidiu, para além de seus poderes e ferindo novamente o regimento, por cancelar as eleições. Como garantia da anulação, as cédulas preenchidas do primeiro dia foram queimadas, e uma deliberação definitiva para o destino do processo eleitoral ficou marcada para alguns dias depois, 31 de janeiro, quando ocorreria o Conselho de Entidades de Base, instância superior à Comissão Eleitoral.
              No dia 31, o que se viu foram mais protestos, muita gritaria e agressões verbais. Ao fim, duas propostas estavam lançadas: uma era promover um novo processo eleitoral; a outra era manter o processo atual, com a remarcação dos dias da votação e com a impugnação da chapa “Correnteza”. Entre muita discussão e três rodadas de votação, interrompidas por tumultos diversos, houve um empate em 14 votos para cada lado. Com nada decidido, a decisão final ficou marcada para o dia 07 de fevereiro, quando ocorrerá uma Assembléia Geral dos Estudantes.
   
  Pré-coletivo CMI/Maceió




Rafael Cavalcanti

		
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