[Cmi-maceio] Repasse da venda de sanduíches

Artur Santos artureugenio em yahoo.com.br
Quarta Maio 17 07:38:17 PDT 2006


Olá,
   
  Segue abaixo o relato feito pelo companheiro Rafael Cavalcanti da venda de sanduíches. Muito bem feito o relato.
   
  Abraços,
  Artur Eugênio.
   
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  Maceió, 15 de maio de 2006     Repasse da Venda de Sanduíches   
  Deu muito trabalho e pouco lucro. Rafael, Douglas e Raffaela cortaram os legumes e a salsicha, ao mesmo tempo em que Tiago e Artur participavam de um grupo de discussão sobre as primeiras impressões dos novos estudantes. O recheio do sanduíche ficou muito gostoso, mérito para a cozinheira Raffa. Pena que nem todo mundo pode saborear, em destaque, os vegetarianos.  
   
  Chegaram ao pátio externo do ICHCA por volta de seis horas e não saíram de lá antes de nove e meia. Pregaram os cartazes de divulgação (feitos por Lara, Suellen, Marcos, Raffa, Douglas e Geane) dos sanduíches nas mesas e nos canos que deveriam levar bandeiras ao alto, no entanto o lugar estava mal iluminado o que dificultou a leitura desses. Antes que alguém condene, era o melhor local do espaço, pois ficava próximo do palco e da barraca de bebidas, além de aproveitar um pouco da Gambiarra desta.
   
  No começo, poucas pessoas se interessaram pelo sanduíche e nesse ponto houve uma grande força do primeiro ano de Comunicação Social. Turma animada e faminta em virtude de terem ficado direto para o show. Mais na frente ajudariam comprando mais sanduíches e fazendo uma propaganda eficaz para os outros estudantes da UFAL. No entanto, os cachorros-quentes demoraram a sair. Por um momento os vendedores pensaram que não iriam nem cobrir os custos, afinal, todos os que poderiam comprar estavam cheios da janta ou simplesmente se interessavam por outro aperitivo. Uma lástima.
   
  De pouco em pouco (e já passavam das oito e meia) alcançaram o número de cinqüenta sanduíches vendidos. Diga-se de passagem, graças a Artur, Raffa e Douglas: cada um comprou um. A emoção bateu forte em seus peitos e tiveram duas certezas: estava chato e não levariam cano. Foi nesse instante que as idéias vinham a cabeça em forma de promoções. Primeiro a cortesia para a CO. Eles mereciam devido ao esforço na organização do evento e pela cessão do espaço de venda, porém o principal objetivo era que os outros vissem mais gente comendo, provocando assim um apetite contagiante. Não deu muito certo, vinha um integrante de cada vez e comiam de forma isolada. Em todo caso, foram elogios extras.
   
  A segunda promoção merece um parágrafo especial e uma homenagem a Artur, o sábio barbudo. Como toda estratégia de vendas, ao maior estilo capitalista, precisavam abdicar do lucro para que o produto não estancasse, restando às forças produtivas arcarem com as conseqüências da perca de valor do seu trabalho. Ousaram oferecer (e anunciar no palco) dois cachorros-quentes por R$ 1,00! Que tamanha alegria para os que não sabiam da existência do cachorro quente independente, para os que sabiam e estavam sem grana e, principalmente para os vendedores; afinal estavam ali também para servir em abundância, o que até então não tinha acontecido. Enchiam-lhes os olhos de lágrimas com o volume de gente em torno da barraca.  Faltaram mãos para Artur e Raffa atenderem com os recheios os pães tão aclamados, enquanto que Douglas não parava de tilintar moedas e concentrar-se no troco. Rafael ajudava com os guardanapos. Todos saboreavam os sanduíches e alguns frustrados por possuírem apenas
 R$ 0,50 em seus bolos excitavam-se ao descobrir que poderiam comer também com tamanha quantia. Enfim, o cachorro-quente do CMI estava na boca do povo.
   
  Aos poucos o recheio foi acabando. Sobraria pão. Não esperavam por isso, mas era a realidade. A aventura do negócio estava sem encerrando ao som de Dona Maria. Depois do segundo anúncio, esgotou-se o resto da salsicha, tomate, cebola e molho. Os últimos sanduíches foram destinados ao Danilo do CA de História e CO do evento. A massa reclamou um pouco com o fim. “Fica para uma próxima” era a resposta dada. Fatigados, doentes e com sono limparam as mesas, ajeitaram o lixo, levaram uma das panelas para o COS, Douglas ficou com os guardanapos, Raffa, com os pães, e Rafael com a outra panela e o dinheiro. Caminharam os três com Artur até o ponto. Era chegada a hora da contagem.
   
  A título de início, era pretendido R$ 100,00 de lucro. Cento e cinqüenta sanduíches, cada um por R$ 1,00, custo de R$ 50,00 e saldo líquido de R$ 100,00. Com a segunda promoção, o saldo reduzir-se-ia a R$ 50,00. Mas houve ainda a primeira promoção e a sobra de pães. Não passaria de R$ 25,00. Vieram, assim, as apostas! Quem acertaria o número exato ou, pelo menos, aproximar-se-ia mais? Artur com os seus R$ 20,00? Raffa apostando em $ 19,00? Rafael chutando R$ 18,00? Ou seria o pessimista Douglas com os exatos R$ 15,00? Entre cédulas e moedas, vencera o pessimismo. Havia na bolsa R$ 65,65 (O Humberto comprou um sanduíche por R$ 0,60; teriam vendido alguma unidade por não R$ 0,50, mas por míseros R$ 0,05?!). Douglas levara uma parte dos pães para casa. E os 1.565 centavos ficaram com o narigudo. 
   
  Podemos agora comprar uma parte das folhas A3 ou investir em xérox. Como dá trabalho essa independência do coletivo!
   
   
  Rafael Butigahn
  Membro do pré-coletivo CMI de Maceió
  Vendedor profissional de Cachorro-Quente Independente
   

		
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