[Cmi-mulheres] Re: [g2g] transcrito do debate sobre gênero no matutai,ba/ 30 jan 06

Elenara Iabel Cariboni eiabel em terra.com.br
Sexta Fevereiro 3 06:50:33 PST 2006


o manifesto masculinsista foi lançado em 1985, nas univesidades brasileiras
por Marcelo Mario. Foi impulsionado pelo movimento feminista, nesse período
as frases de efeito fizeram uma verdadeita "revolução" nos  ha´bitos e
costumes da militãncia estudantil, hoje podem não fazer tanto estrago qto
fizeram na época. hehehe,

----- Original Message ----- 
From: "Adriana Veloso" <dricaveloso em gmail.com>
To: "g2g" <g2g em lists.riseup.net>
Cc: <cmi-mulheres em lists.indymedia.org>; <cmi-ssa em lists.indymedia.org>
Sent: Friday, February 03, 2006 12:37 PM
Subject: Re: [g2g] transcrito do debate sobre gênero no matutai,ba/ 30 jan
06


ei tati e tod em s,

inclui o link do manifesto masculinista e algo sobre a fala do Robson
sobre a/o queer. tô encaminhando pra lista do cmi-mulheres  e do
cmi-ssa.

[]s,

dri

On 2/1/06, tati <tatiw em riseup.net> wrote:
> drica, modifica a vontade, mande para as outras meninas e quando me
> mandares de volta para essa lista publicamos certo?
> x beijo!
> t
>
> -----
> o debate sobre questões de gênero convidou diferentes pessoas, homens e
> mulheres, a virem pensar a questão de gênero, mas não necessariamente
> pessoas que tivessem um envolvimento direto com o feminismo, GLS, ou
> outras questões que normalmente são associadas ao tema.
>
> o debate começou com robson do centro de mídia independente de salvador
> que mostrou o manifesto masculinista,
(http://www.midiaindependente.org/es/red/2003/05/254683.shtml) um apanhado
de frases de
> efeito que falam da necessidade, também do homem, de estar atento às
> questões que numa sociedade patriarcal estão associadas ao sexo feminino
> com a opressão, o preconceito, e a fragilidade.
>
> drica, também do cmi, comenta, usando como exemplo as duas listas que
> participa - cmi-mulheres brasil e cmi-mulheres global, a primeira uma
> lista mista com homens e mulheres, em que, segundo ela, muito pouca
> atividade acontece (como por exemplo o episódio de um voluntário do cmi
> fazer o seguinte comentário sobre a foto da bunda de uma mulher,
> publicado anonimamente no site: a foto foi retirada, mas que era gostosa
> era). já a segunda lista de discussão, contendo exclusivamente mulheres,
> seria muito ativa com discussões sobre um "safe place", ou "lugar
> seguro", espaço em que meninas e mulheres se sentem mais seguras para
> trocar suas experiências.
>
> luciana, também do cmi e professora de wen-do, defesa pessoal feminina,
> lembra que as primeiras feministas tiveram várias conquistas, mas que
> muitas vezes para predominar no competitivo mundo do trabalho, deixavam
> a família em segundo lugar, muitas vezes ao custo de escravização de
> outras mulheres, empregadas para tomar conta das crianças da família.
> segundo luciana, a mulher tem que ocupar mais espaços, e que a hora
> seria a de uma discussão mais ampla sobre o 'eterno sexo frágil' pois ao
> passo que em a mulher invade o mundo do homem, o mesmo não ocorre com o
> homem, o tornar-se sensível às questões culturalmente femininas como
> cuidar da casa e dos filhos. lembrou também que muitas vezes as
> identidades e espaços criados por homossexuais, travestis, lésbicas
> muitas vezes são apropriados pelo capitalismo tornando tudo mais um
> produto no mercado.
>
> manolo, também do cmi salvador lembrou que a questão de gênero não pode
> ser algo isolado, e ilustrou a discussão com o exemplo do MST em que as
> terras são dadas às mulheres da família, depois de muita discussão
> interna gerada após muitos homens venderem as terras que ganhavam em seu
> nome, deixando toda a família, de novo, desabrigada. ele também lembrou
> em que muitos movimentos sociais de luta por moradia as mulheres
> predominam. manolo também comentou sobre a profissionalização da
> opressão, quando as mulheres de classe média começam a sair de casa para
> trabalhar. e que a divisão sexual do trabalho (onde homens saem de casa
> para trabalhar e mulheres ficam em casa para cuidas da família) pode ser
> superado
> quando forem integrados todos os aspectos das lutas.
> robson resaltou o 'queer' jamais é,  mas 'está sendo' sempre algo.
> drica lembrou que existem questões como a transsexulidade e que o perigo
> de generalizar a discussão seria o de excluir outros pontos de vista,
> que podem ser construídos através de sua singularidade específica. usou
> o exemplo do casamento gay, recentemente aprovado na inglaterra, país
> que já prendeu artistas como o poeta Oscar Wilde, preso por se declarar
> homossexual.
>
> um debate iniciou sobre diferentes tipos de preconceitos que homens e
> mulheres sofrem, mas que a opressão da mulher seria dobrada pois o
> preconceito que o homem sofre seria a respeito de caracteristicas que o
> tornariam 'parecidos' com uma mulher, como a passividade em uma relação
> sexual. no consciente coletivo estaria a idéia: a mulher é o passivo. e
> que esta classificação ativo x passivo só reforcaria culturalmente o
gênero.
>
> uma participante, denise, falou de sua experiência pessoal, em que foi
> criada por um pai que desde sempre lavou, cozinhou etc.
>
> drica diz que é em casa que quebramos todos os padrões, sendo a partir
> de dentro que podemos expandir. diferentes situações em que o homem é
> sujeito presente na criação das crianças foram mencionados tomando a
> casa como primeiro lugar de mudança, seguido das escolas, trabalho,
> empresas e governo. a criação de meninos e meninas de forma igual seria
> essencial para acabar diferentes cobranças.
>
> denise também lembrou de um fator dificultante, que é a própria
> intituição escola que desconstrói as concepções de gênero para as
> crianças. em disciplinas como educação física por exemplo, em que homens
> e mulheres são divididos por sexo, em amarras corporais que permanecem
> até o fim de sua adolescência, espaço-tempo formador.
>
> ressalta a importância de espaços como o do matutai em que podemos
> entender melhor a mulher, o homem e as diferentes formas de se falar e
> educar sobre a questão de gênero.
>


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