[Cmi-mulheres] Mais sobre linguagem inclusiva
Aline de Freitas
aline em riseup.net
Terça Junho 6 06:52:14 PDT 2006
Na verdade ainda não resolvemos. Eu muitas vezes me vejo usando a
forma extensa como vc citou. Realmente ainda não existe uma solução
para a questão do gênero nas línguas latinas.
Abraço
Aline
Citando t <t_k_wells em yahoo.com.br>:
> oi aline
>
> uma dúvida que sempre tive.. essas são orientações sobre a escrita, mas
> como ficaria no texto falado?? normalmente falo "meninas e meninos" mas
> gostaria de saber como vcs no cmi resolvem essa questão..
>
> xt
>
> Aline de Freitas escreveu:
>
>> Este é um pequeno trecho de um texto que traduzi para a IGLHRC e que
>> acho interessante colar aqui para vocês.
>>
>> "Como esquivar, e também escavar, sob a determinação genérica que a
>> linguagem impõe apenas sobre os sujeitos e suas possibilidades de
>> encontrar-se na língua, senão também sobre nosso modo de pensar e
>> nomear o mundo? Uma das estratégias possíveis é a que temos posto em
>> jogo na escritura desta memória, através do uso do asterísco (*).
>> Recorremos a esta estratégia textual em três situações pontuais: na
>> formação de plurais generalizados, ao nomear um sujeito cuja
>> identidade de gênero se ignora e sobre quem não queremos impor uma
>> designação de gênero determinada a priori, e ao nomear a um sujeito
>> que não se identifica em uma das opções que prevê o sistema binário
>> masculino-feminino.
>>
>> Escolhemos o asterísco por várias razões. A arroba (@) só permite ser
>> lida como "masculino e feminino". A letra x, também utilizada com
>> este propósito, podería ser confundida com a designação de sexo
>> intersexo, tal e como tem sido utilizada em alguns lugares. Já o
>> asterisco, gostamos por conta da sua representação gráfica, pendido,
>> quase pendurado sobre a frase, como uma estrela sobre o horizonte ou
>> um ponto de fuga para algum lugar. Por suposto, o asterisco não pode
>> pronunciar-se -e gostamos disso também, pois devido a tanto permite
>> expressar, ao gaguejarmos a língua, o status daquel*s a quem o gênero
>> ignora. "
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