[Cmi-ourinhos] impostos

lemonaderec lemonaderec em yahoo.com.br
Domingo Abril 24 17:16:10 PDT 2005


Repassando...
 
--- Miriam <mircordeiro em yahoo.com.br> escreveu: 
> Data: Wed, 20 Apr 2005 10:09:42 -0300 (ART)
> De: Miriam <mircordeiro em yahoo.com.br>
> Assunto: Impostos
> Para: psicofriendss
> <psicofriendss em yahoogrupos.com.br>,
>   As-amigas <as-amigas em yahoogrupos.com.br>,
>   Roberta R <fridayiwasinlove em yahoo.com.br>
> 
> ESTÁ EM ANDAMENTO UMA REBELIÃO SEM VOLTA
> POR GILBERTO DIMENSTEIN
> 
> IMPOSTOS 
> 
> Começou a percorrer o país, na semana passada, uma
> notável lição de cidadania. É uma exposição, em
> praça pública, de uma série de produtos, na qual uma
> só idéia está à venda: a de que o consumidor não
> sabe quanto deixa para o governo ao comprar qualquer
> coisa de um automóvel a um chiclete. 
> 
> Ao analisar as placas com porcentagens grudadas em
> cada produto, o visitante da exposição saberá, por
> exemplo, que, ao adquirir um carro de mil
> cilindradas, terá deixado 44% para o poder público.
> Cada vez que enche o tanque com gasolina, são mais
> 53% em impostos. 
> 
> Os organizadores dessa experiência, exibida no
> centro de São Paulo, apostam no seguinte: quando o
> consumidor, de fato, souber quanto o governo lhe
> tira diariamente, haverá mais pressão para que
> melhore o desempenho da administração pública. 
> 
> Essa exposição é um detalhe pedagógico de um
> crescente movimento no país. "Está em gestação uma
> rebelião", afirma Gilberto Luiz do Amaral, advogado
> especialista em impostos, presidente do Instituto
> Brasileiro de Planejamento Tributário. 
> 
> A semana passada deu sinais de que há algo novo
> nascendo no país: uma inconformidade crescente, que
> envolve líderes empresariais, dirigentes de
> trabalhadores e classe média, todos contra a carga
> de impostos. 
> 
> Sindicalistas foram a Brasília para pedir ao governo
> que baixasse impostos e, assim, ajudasse os
> empresários a criar mais empregos - assim seria
> possível, segundo eles,viabilizar o pedido de
> redução da jornada de trabalho sem diminuição dos
> rendimentos dos empregados. Embute-se aí a percepção
> dos trabalhadores de que mais impostos significam
> menos empregos, o que vai muito além de
> reivindicações corporativas. 
> 
> Diante da gritaria geral, o presidente Lula, na
> terça-feira, cedeu às pressões e voltou atrás: não
> vai mais aumentar a contribuição previdenciária. Na
> sexta-feira, o ministro da Fazenda, Antônio Palocci,
> anunciou um pacote que, supostamente, diminuirá em
> R$ 2,5 bilhões a carga tributária. Talvez sirva para
> aliviar o crescente desconforto da opinião pública
> em relação à voracidade fiscal da gestão Lula.
> Prepare-se: é apenas o começo! 
> 
> A experiência do Feirão dos Impostos é apenas um
> ínfimo detalhe pedagógico no panorama de uma
> rebelião que, silenciosamente, sem manifesto nem
> porta-voz, vem sendo feita pelas centenas de
> milhares de pessoas que optam pela informalidade, ou
> seja, pela clandestinidade. 
> 
> Uma coisa é os jornais informarem que, em 1988, a
> carga tributária representava 22% do PIB e agora
> representa 40% - o que é algo incompreensível para o
> cidadão comum. Outra é saber que isso custa, por
> ano, cerca de R$ 212 bilhões. E mais: saber que cada
> brasileiro trabalha quatro meses e 18 dias só para
> manter os governos. Mais ainda: saber que a carga de
> impostos dificulta a geração de empregos e,
> conseqüentemente, inibe os aumentos salariais. 
> 
> Trabalha-se cada vez mais para manter os governos. E
> cada vez mais para comprar os serviços privados que,
> em tese, deveriam ser públicos. Está nisso a
> essência da rebelião. 
> 
> Não está faltando muito para o indivíduo, ao comprar
> uma barra de chocolate, saber quanto está deixando
> para o poder público. E, ao sair do supermercado,
> irritar-se ainda mais ao ver o buraco da rua ou a
> criança abandonada pedindo dinheiro no semáforo.  
> 
> Se cada cidadão soubesse que, por ano, dá quatro
> meses e 18 dias em impostos e ainda recebe tão pouco
> de volta - e não se esquecesse dessa conta, seria
> natural que a pressão pela eficiência pública fosse
> ainda maior. E a capacidade dos governantes de
> tentar tirar mais dinheiro, menor. 
> 
> Para desespero dos poderosos, o que está em jogo é
> simples. É justamente o que se vê na experiência da
> exposição, em praça pública, de produtos, digamos,
> pedagógicos. À medida que a democracia se aprofunda,
> o cidadão vai conhecendo mais seus direitos. 
> 
> Não dá para o governante confiar por muito tempo
> mais na ignorância de quem, além de trabalhar tanto
> e cada mais vez para sustentá-lo, ainda recebe
> pouco. 
> 
> Está em construção uma nova agenda brasileira, na
> qual o desempenho do governante será medido pela
> eficiência administrativa combinada com o respeito
> ao contribuinte. Ou seja, gastar melhor com menos
> dinheiro. 
> 
> 
> PS - Uma medida simples e barata ampliaria
> enormemente o efeito pedagógico daquela exposição.
> Cada produto vendido deveria levar o valor dos
> impostos na embalagem e na nota fiscal. Seria uma
> implacável lição diária, a começar das crianças que
> comprassem um sorvete. Se dependesse de mim, eu
> daria a essa informação a mesma visibilidade das
> chamadas para os produtos perigosos para a saúde
> como as advertências sobre os perigos do tabagismo
> nos maços do cigarro. Desculpe-me pela obviedade,
> mas o cidadão tem o direito de saber, em detalhes,
> quanto de seu dinheiro (e de que maneira) é usado. É
> a forma de os governantes não fazerem à saúde do
> contribuinte o mal que o fumo faz aos pulmões dos
> indivíduos. 
> 
> 
> 
> COLABORE COM ESSA IDÉIA! DIVULGUE AOS SEUS AMIGOS!!!
> 
> 
> PRECISAMOS CERRAR FILEIRAS EM TORNO DESSA IDÉIA PARA
> COLOCAR UM FIM EM TANTA ROUBALHEIRA.CHEGA DE
> TRABALHO ESCRAVO EM NOSSO PAÍS - POIS TRABALHAR PARA
> PAGAR ESSA AVILTANTE CARGA DE IMPOSTOS TAMBÉM É
> TRABALHO ESCRAVO!!! 
> 
> Gilberto Dimenstein
> 
> "As pessoas são pesadas demais para serem levadas
> nos ombros; leve-as no coração." (D. Hélder Câmara) 
> 
> Esta mensagem do Gilberto, deve ser lida e colocada
> em prática em todo o Território Nacional, de Norte a
> Sul, de Leste a Oeste, ela deve chegar
> principalmente aos Novos Prefeitos eleitos no último
> Pleito, conhecedores e comprometidos à levar até os
> três Poderes da Nação nosso grito de revolta e
> insatisfação. 
> 
>  Não deixe de ler e repassar. São atitudes assim que
> levam os poderosos a fechar um pouquinho a goela
> larga e afastarem as mãos dos nossos bolsos. 
> 
> 


		
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