[CMI-SantaMaria] UNômade SM_do blog do Sérgio Amadeu... e dois textos da Ivana Bentes em Carta Capital

Leonardo Palma desobediente em gmail.com
Domingo Abril 20 11:48:51 PDT 2008


Do Blog do Sérgio Amadeu <http://samadeu.blogspot.com/>
QUE MEDO! PATENTES GENÉTICAS... ABSURDO CONTROLE SOBRE SERES
VIVOS<http://samadeu.blogspot.com/2008/04/que-medo-patentes-genticas-absurdo.html>

<http://bp2.blogger.com/_f0bGWV-NcR4/SAdaIG0FfhI/AAAAAAAAAYc/feub92rjySc/s1600-h/gene+estilizado.jpg>
Estamos discutindo na minha aula da pós-graduação um texto do economista
Jeremy Rifkin chamado A Era do Acesso. A tese de Rifkin é que estamos
vivenciando a transição da era dos mercados para as era das redes. Nela, a
propriedade material perderia importância para a propriedade intelectual.
Rifkin traz relatos importantes sobre como os grandes grupos tentam
controlar o conhecimento e as informações. Abaixo, segue um breve trecho do
livro, retirado da página 54, em que fica caracterizado o absurdo controle
sobre as formas naturais de reprodução da vida:

"As empresas da ciência da vida estão fazendo uma prospecção biológica nos
quatro cantos do planeta, procurando genes raros em microorganismos,
plantas, animais e seres humanos que podem ser de valor comercial no
desenvolvimento de uma nova colheita, criando um novo fármaco, produzindo
novas fibras ou fontes de energia. Quando genes com valor comercial
potencial são localizados, eles são patenteados e se tornam, aos olhos da
lei, invenções. Essa distinção fundamental separa a forma como os recursos
químicos eram usados na Era Industrial da maneira como os genes estão sendo
usados no século da biotecnologia. Quando os químicos descobriram novos
elementos químicos na natureza no século XIX, puderam patentear os processos
inventados por eles para extrair e purificar as substâncias, mas não puderam
patentear os elementos químicos -- as leis de patentes nos Estados Unidos e
em outros países proíbem que "descobertas da natureza" sejam consideradas
invenções. Nenhuma pessoa sensata sugeriria que um cientista que isolasse,
classificasse e descrevesse as propriedades do hidrogênio, do hélio ou do
alumínio teria direito exclusivo, durante 20 anos, a considerar as
substâncias como invenção humana. De fato, em 1928, a patente do tungstênio
foi pedida e negada pelo Patent and Trademark Office (PTO) dos Estados
Unidos. (...) Em 1987, entretanto, violando flagrantemente os estatutos que
regem as patentes sobre descobertas da natureza, o PTO emitiu decreto
declarando que os componentes de seres vivos -- genes, cromossomos, células
e tecidos -- são patenteáveis e podem ser tratados como propriedade
intelectual do primeiro que isolar suas propriedades, descrever suas funções
e enconrar aplicações úteis para eles no mercado."

A extrema mercantilização do conhecimento irá reduzir o ritmo das
descobertas e invenções, ao contrário do que se diz. A base da ciência é o
conhecimento livre e cumulativo. As patentes bloqueiam esta liberdade de
uso. Isto é a causa do absurdo encarecimento da pesquisa na área de
Biologia, uma vez que cada pesquisador tem cada vez menos acesso ao
conhecimento produzido em outros laboratórios.
PARLAMENTO EUROPEU DERROTA TENTATIVA DE BLOQUEAR
P2P<http://samadeu.blogspot.com/2008/04/parlamento-europeu-derrota-tentativa-de.html>

O Parlamento Europeu rejeitou a proposta de impedir a prática de P2P na
Europa. Os parlamentares europeus consideraram incorreto proibir que os
internautas e cibercidadãos façam downloads de músicas e vídeos na Internet.
A medida foi derrotada na sexta, dia 11 de abril, com 314 votos a favor e
297 contra. As restritições ao uso da Internet apresentadas à Eurocâmara
eram muito parecidas com as que a França e a Inglaterra estão tentando
aplicar. A partir de uma nova legislação, os governos francês e inglês
querem dar aos provedores de acesso à Internet o poder de desconectar e
espionar as pessoas que baixam massivamente P2P, BitTorrent, tais como o
eMule.

A batalha pelo controle da Internet apenas está começando. A velha indústria
cultural, que atualmente deve ser denominada de indústria da intermediação,
quer bloquear os usos livres da rede e implantar na Internet uma sitação
"broadcasting". Na Espanha, lei semelhante está sendo apresentada. Nos
Estados Unidos, as operadoras de telefonia querem ter o controle privado dos
fluxos de dados que passam por sua rede física. No Brasil, um projeto de
crimes na Internet quer acabar com o uso anônimo da rede, obrigando o uso de
criptografia, para satisfazer o interesse dos bancos e da indústria do
copyright.

A vitória dessa batalha na Europa é um incentivo para os ativistas da rede
que lutam pela liberdade de expressão e pela cidadania digital. No FISL
2008, em Porto Alegre, farei uma exposição, na sexta-feira, dia 18,
denominada "Internet sob ataque". Nela. buscarei mostrar o atual cenário e a
conjuntura da luta entre as forças que querem a liberdade e as que querem o
controle da comunição em redes digitais.

Veja a matéria do El País: La Eurocámara rechaza penalizar las descargas.
Juzga "esencial" no obstaculizar el acceso a la
cultura<http://www.elpais.com/articulo/sociedad/Eurocamara/rechaza/penalizar/descargas/elpepusoc/20080412elpepisoc_7/Tes>
.

Chamem a juíza Karam!!!

05/03/2008 20:16:59
Ivana Bentes <javascript:showDiv( 'box-perfil' )>

 Assistir *Meu Nome Não é Johnny* depois de *Tropa de Elite* é ótimo para
perceber os discursos estéticos e políticos que atravessam os filmes e seus
personagens frente a questão das drogas e da violência: de um lado o mais
novo herói brasileiro, o garoto propaganda da cerveja turbinado como Capitão
Nascimento e defendendo a "moral da tropa", a "boa" policia que destila ódio
e ressentimento contra Ongs de "menininhas bonitas bem intencionadas",
demoniza jovens que fumam maconha ("quantas crianças vão para o tráfico para
esse cara fumar um baseado") , e rotula todos com a mesma insígnia de
"inimigos públicos número 1": consumidores, traficantes, policia corrupta,
ongs, todos merecem um "corretivo" dos camisas-preta.

O filme e o personagem não criam nenhuma brecha para qualquer
questionamento, a ação arrasta o espectador para um discurso regressivo e
vingativo, bastante popular, de culpabilização, moralismo e terror,
sintetizados na cena em que o Capitão Nascimento, enfia a cara de um
consumidor num cadáver ensangüentado berrando "veado, maconheiro é você que
financia essa merda!!!"

O prazer, o gozo regressivo do personagem em estado de excitação vai
produzindo uma comoção fácil na platéia, a verdade da fúria santa e da
"indignação", o mesmo tipo de denuncismo e indignados que a mídia não cessa
de repercutir e incensar, com a propagação de idéias e slogans simplórios,
"contra a corrupção", "contra dar dinheiro aos pobres", contra qualquer
política que crie uma real ruptura no estado das coisas.

Narrados na primeira pessoa, os dois filmes constroem uma identificação
imediata, cinematográfica, entre o espectador e os personagens-narradores a
partir desses momentos de catarse. O Capitão Nascimento excitando nosso
devir-fascista, com sua "expertise", frases-feitas, camisa-preta e apologia
da tortura, do extermínio e celebração da morte. Ou seja, o terror de Estado
legitimado cinematograficamente e socialmente. E, de outro lado, o
narrador-experimentador, João Estrela, também falando na primeira pessoa do
singular e partilhando seu devir-consumidor, devir-traficante,
devir-família, devir-presidiário, devir-careta, sem que nada disso seja
"incompossível", nem tenha que ser demonizado e negado.

A primeira vítima da narrativa de *Tropa da Elite* é portando o espectador,
tornado refém da lógica do Capitão Nascimento e de Matias, aspirante a
Capitão, que só têm um devir: virarem assassinos fardados e arrastar o
espectador no gozo regressivo da repressão, da tortura, e da infantilização,
o Bope é o "bicho papão" de preto e caveira, fantasia carnavalesca que as
crianças adotaram no Rio de Janeiro, "e que vai pegar você".

O filme cola nesse discurso de tal forma que é impossível não querer o que
ele quer e não justificar suas ações. O espectador se torna refém. Não é
coincidência que o símbolo do Bope é a mesma caveira-símbolo dos esquadrões
da morte. A pulsão de morte e a adrenalina, o gozo imperativo e soberano em
ver, infligir e se expor a violência está presente em todo o cinema de ação
comercial, numa regressão planetária que reafirma a "autoridade absoluta", o
poder que normalizaria o caos e regraria a catástrofe, mesmo que utilize
para isso a violência e arbitrariedade máximas. Toda a ideologia Bush,
anti-terrorista, cabe aí. É o mesmíssimo discurso! A guerra infinita, a
guerra total permanente.

O dualismo e pragmatismo do personagem do Capitão se repetem em cenas
catárticas em que esculacha e sufoca com um saco plástico gosmento de sangue
um garoto do tráfico, chutado, espancado, torturado, para passar mais
informações. O filme justifica a tortura da "boa" policia como parte de sua
expertise e eficiência. A tortura é apenas mais uma "tecnologia", como o
Caveirão, totalmente justificada, "moralmente" e cinematograficamente, como
num "institucional do Bope", como já disseram.

*Meu nome não é Johnny* aposta num anti-Capitão Nascimento, um anti-herói
hedonista e sedutor, "no stress", que cheira para se divertir, para amar,
sem deixar de ser afetuoso, família, amigo, amante. A figura não-clichê de
João Estrela sugere que o pressuposto de "um mundo sem drogas" é no mínimo
hipócrita, e não leva em consideração a cultura e o desejo humano e um
componente importante no cenário contemporânea, o risco assumido e livre.
Como a gordura trans e o álcool, qualquer droga seria um "direito" do
consumidor contemporâneo. Por que não?

É sabido que o consumo de drogas não fere nem ameaça a rede social, é uma
decisão, um risco individual. O consumo de drogas não seria menos epidêmico
e arriscado que o consumo de gorduras, aditivos cancerígenos, miríades de
estimulantes, calmantes, excitantes e no máximo poderia ser um caso de saúde
pública, não um caso de polícia se não houvesse a ilegalidade na produção e
consumo.

É a ilegalidade e o proibicionismo que levam a criação de sistemas violentos
para assegurar a produção e comércio das drogas. Grupos armados e
para-militares para assegurar a produção e venda e defender o negócio da
polícia e de outros concorrentes, acertos de contas internos, zonas de
controle de territórios pela violência armada, corrupção, subornos,
assassinatos para assegurar a lavagem de dinheiro, cultura da delação e da
traição, delação premiada, produzindo ódio, desconfiança e vingança
generalizados.
Sobre a legalização das drogas, o Capitão Nascimento age como uma toupeira.
Essa hipótese não existe para o personagem, nem para o filme,
dramaturgicamente. Em Meu Nome não é Johnny a questão aparece de forma mais
interessante e complexa, mas não faz parte do mundo mental ou social dos
personagens.

As hipóteses e explicações nos filmes patinam em clichês já sabidos (mas não
custa repetir, *Meu Nome não é Johnny* é muito mais sofisticado e sutil).

Afinal, por quê não circulam outros discursos sobre as drogas, como os da
juíza de direito Maria Lúcia Karam ou do advogado carioca André Barros, que
defendem e militam pela descriminalização, a medicalização e a legalização
das drogas, com avanços gradativos?

O usuário podendo fazer uso de consumo individual, freqüentar salas de
consumo, ter acompanhamento médico e controle da qualidade do produto, até
chegarmos a legalização e controle do comércio de drogas, seja por empresas
privadas ou pelo estado.

Legalizar, defende a juíza, é quebrar o ciclo da violência das armas, da
corrupção (da policia, de políticos, de empresários), da guetificação da
violência e da repressão policial infringida às favelas e aos pobres, do uso
e extermínio da mão de obra infantil e de jovens, da degradação da saúde,
através do uso seguro, é romper um ciclo vicioso de violência já instalado.

Legalizar é acabar com a hipocrisia e combater a violência extrema e o
regime de exceção e arbitrariedade legitimados pelo Estado, pela polícia,
pela sociedade-anti-pobres e pelo tráfico, sócios na produção da atual
barbárie.

Nem corrupção, nem omissão, nem guerra. A questão é de guerrilha, é não
ficar refém do Capitão Nascimento, é minar os clichês e discursos
conservadores. Chega de vingança regressiva, chamem a juíza Karam!

http://www.cartacapital.com.br/app/coluna.jsp?a=2&a2=5&i=300


O Cognitariado está chegando! Quê?

18/02/2008 16:04:49
Ivana Bentes <javascript:showDiv( 'box-perfil' )>
O que está por trás dessa recente conversão das TVs abertas em "defensoras
do conteúdo brasileiro contra a pirataria"? Afinal de contas, a melhor
defesa desses conteúdos seria exibir nossos filmes, vídeos, a produção
independente na TV aberta comercial, de forma sistemática.

Mas não passam! E aí tome fechar rádios livres, criminalizar ou tirar do ar
vídeos do You Tube, perseguir hackers e camelôs, se apropriarem do que é
produzido livremente nos blogs e redes. Fenômenos que provam que é possível
novas formas de produção, consumo e distribuição das informações e imagens.
E que estão deixando a mídia tradicional desnorteada, pois não sabem como
lidar com os novos "prossumidores" (neologismo para o consumidor ativo, que
produz).

Nas campanhas da TV contra a pirataria (DVD pirata, software pirata, rádio
pirata!!!) , na novela das oito, nos editoriais, a mídia tenta angariar
simpatia dos criadores e produtores de cultura, supostamente "lesados" em
seus direitos autorais, com uma estratégia bem pouco inteligente, que se
recusa discutir o que tem que ser discutido: a crise estrutural do
capitalismo da exclusividade e da restrição da produção e circulação de bens
culturais, que de "escassos e caros" agora podem ser produzidos e
reproduzidos aos milhares em DVDs, CDs, MP3, MP4, digital.

É que estamos no meio de uma mutação cultural, emergência de uma Cultura
Livre dentro do próprio "capitalismo cognitivo", com ativistas no mundo todo
trabalhando pelo barateamento cada vez maior dos meios de produção cultural
e o fortalecimento das trocas e redes colaborativas.

Camelôs, artistas, estudantes, programadores, profissionais da informação,
designers, formam o novo "precariado", ou melhor, o novo "cognitariado",
pois trabalham com a produção "imaterial" e difusão de conhecimentos, um
valor que pode ser partilhado pela multidão, por qualquer um.

Esse cognitariado aumenta a sua produtividade social passando por cima da
legalidade burra. A legalidade improdutiva, que impede a explosão da
produção social, em qualquer área. Que quer barrar os fluxos, com licenças,
senhas, bloqueadores que impedem o rio-corrente das informações,
tecnologias, invenções.

Mas como criminalizar downloads de música quando milhares de Ipods são
distribuídos em palito de picolé? Com zilhões de gravadores e duplicadores
de DVDs e CDs, câmeras na mão de cada vez mais gente? Quem vai pagar R$ 50
reais quando um CD ou DVD virgem custa centavos?

A crise do direito autoral é a crise do capitalismo privatista. É só
pesquisar as novas formas flexíveis de direito autoral que vão do "todos os
direitos reservados" até o copyleft (o contrário do copyright) que libera
radicalmente os direitos para seu uso livre, para perceber essa mutação
histórica.

Afinal, os primeiros a desqualificar o direito autoral são as gravadoras, as
editoras, as TVs que pagam pouco aos criadores e lucram muito. A pirataria,
a cópia, a circulação social, já está (ou deveria estar) embutida nos lucros
da indústria,

A Microsoft, as gravadoras, os editores de livros, a indústria cultural
brasileira, vão falir? Provavelmente não, vão tentar inventar novas formas
de ganhar dinheiro, vão fazer "reengenharia" (ou seja lá o que for) para
reestruturarem a forma "cara" de produzir.

O preço abusivo dos produtos culturais atuais tem a ver com a forma antiga
de produção, fordista, agigantada, fabril. Mas a fábrica tradicional está em
crise, acabou. Nos Estados Unidos, o sistema de estúdios, os contratos de
exclusividade com atores, faliu nos anos 50! Não pode vender produto com
preço da fábrica capitalista fordista, num sistema em que toda a produção
barateou. Menos o produto final!

Sinal dos tempos, a fábrica dos filmes e máquinas Polaroides, com sua
inesquecível moldura branca e um único original, a foto instantânea que saía
da máquina com a imagem se formando diante dos olhos do fotógrafo em
suspense, está fechando as portas. Pois afinal, as imagens hoje nem precisam
ser impressas, circulam velozmente pelas telas dos computadores, para serem
vistas, no computador, nas telas, no celular, voláteis e imateriais. Quem
ainda imprime fotografias?

A propriedade intelectual e o direito autoral não vão acabar, vão ter que
ser repensados! Estão em crise no capitalismo da reprodutibilidade técnica,
no capitalismo do imaterial, em que é barato produzir. É barato fazer
circular! É barato copiar e compartilhar.

A velha forma do lucro, em cima da venda exclusiva de milhões de "originais"
está em crise em um capitalismo que não funciona mais com a escassez, mas
com a facilidade e abundância, com a reprodutibilidade técnica máxima,
amadora, fácil, com os meios de produção disseminados socialmente. Com o
P2P, com as redes colaborativas, a internet, a telefonia móvel, o digital.

Ou seja, como criminalizar toda uma cultura nova, do compatilhamento da
duplicação, da difusão, como isso pode ser "ilegal"?

Jovens no mundo todo trocam seus arquivos de música, filmes, vídeos, pelo
computador. Que corporação, que moralidade vai impedir essa forma de
compartilhar o imaterial? Perguntem o que esses usuários pensam da
"pirataria". Estão é se engajando nos novos movimentos, fazendo
micropolitica sem sair do quarto de dormir, pela livre circulação e
distribuição do conhecimento. Capturar, compartilhar, disseminar. Movimentos
viróticos.

Ciberativismo, Copyleft, Cognitariado, Precariado, Cultura Livre, livres
capturas pelas redes....dispositivos, estética, essas são algumas das senhas
de acesso para a coluna que está começando. Pode logar!

**Ivana Bentes é pesquisadora da Escola de Comunicação da UFRJ, participa da
rede Universidade Nômade

http://www.cartacapital.com.br/app/coluna.jsp?a=2&a2=5&i=123
*
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